conecte-se conosco


Tecnologia

Premiada pela Apple, Nina Talks sonha em ver mais mulheres em tecnologia

Publicados

em


source
Nina em palestra no Front In Sampa ON 2021
Divulgação/Leandro Godoi

Nina em palestra no Front In Sampa ON 2021

Com quase 100 mil seguidores no Instagram, cinco prêmios da Apple e muita história para contar, Nina Talks sonha com um mundo no qual mulheres tenham mais espaço no mercado de tecnologia.

A carioca de 24 anos se orgulha ao perceber que já é inspiração para outras mulheres. Estudante de Ciência da Computação, Nina usa as redes sociais para compartilhar conteúdos relacionados à tecnologia e a UX Design, área em que atua.

De Karina a Nina Talks

Quando se apaixonou pelo universo do design, Nina começou a estudar para migrar sua carreira de desenvolvedora para UX Design, profissão que cuida da experiência do usuário em soluções tecnológicas. “Eu comecei a estudar muito sobre como eu poderia fazer essa migração, como era o mercado de trabalho, e aí eu sentia falta de duas coisas: pessoas no início da carreira e mulheres falando sobre tecnologia, carreira e mercado. Comentando com meus amigos, eles falaram: já que não tem ninguém, porque você não começa?”, lembra ela.

Depois de pensar por um tempo, Nina decidiu compartilhar conteúdos sobre o tema nas redes sociais. “Aí surgiu a ideia do Nina Talks, de me apresentar como uma pessoa em construção, uma mulher na área de tecnologia”, comenta.

Karina Tronkos, a Nina Talks
Divulgação

Karina Tronkos, a Nina Talks

Nesse momento, a Karina Tronkos adotou o apelido de infância, Nina, para se posicionar no Instagram. Por trás dos conteúdos publicados pela Nina, a essência de Karina está sempre presente. “A Karina é essa pessoa extremamente sorridente, extrovertida, alto-astral, que é apaixonada por música, que é bailarina. Ela é uma pessoa muito, muito, muito animada e que gosta de transmitir boas energias para as pessoas”, define.

Veja Também:  “Camisinha” inteligente manda dados do seu desempenho sexual para o celular

Um peixe fora d’água

Apesar da pouca idade, Nina já passou por vários momentos difíceis em sua carreira em tecnologia pelo simples fato de ser uma mulher. Sua relação com a área começou muito cedo, já que seus pais trabalhavam em uma empresa de tecnologia. Se na sua casa o clima era favorável para uma mulher pegar gosto pela área, da porta para fora a situação era bastante diferente.

“Para mim, foi um choque muito grande quando eu chequei na graduação e era uma das pouquíssimas meninas na sala. A representatividade ali era muito fraca, então eu me sentia muito um peixinho fora d’água, de que talvez ali não fosse meu lugar, de que eu não devia estar ali. Era muito diferente da minha casa, em que era 100% tranquilo o universo de tecnologia”, comenta.

Você viu?

Atuando no mercado de trabalho de tecnologia, Nina compartilha que é muito difícil uma mulher se fazer ouvida em projetos e reuniões dominados por homens. “A gente tem que se posicionar muito mais para ser escutada”, diz.

E ela se posicionou. Por cinco anos consecutivos, Nina foi uma dentre os 350 alunos premiados em todo o mundo em um concurso da Apple de criação de aplicativos. Como prêmio, ela participou das cinco últimas edições da WWDC, conferência da empresa para desenvolvedores.

Nina na WWDC 2019
Divulgação

Nina na WWDC 2019

De influenciada a influenciadora

A presença feminina no universo de tecnologia é tema de várias publicações que Nina faz em seu Instagram, o que acaba gerando vários comentários de suas seguidoras. A carioca conta que mantém uma pasta em seu Google Drive apenas com capturas de tela de “mensagens maravilhosas” que recebeu de suas fãs.

Veja Também:  Celular banhado a ouro e com pedaço de Marte é vendido por R$ 150 mil

“Principalmente quando falo dos desafios de ser mulher na área de tecnologia, eu recebo vários depoimentos que fico extremamente emocionada. As seguidoras falam o quanto me acompanhar dá força para elas. Ter essa troca é a melhor parte do projeto”, comenta.

Ter um público majoritariamente feminino, porém, nem sempre foi realidade para Nina. Hoje, cerca de 54% dos seus seguidores no Instagram são mulheres mas, no início, quase 80% eram homens, o que a incomodava bastante. “Ter conseguido virar e ter mais mulheres do que homens em um ambiente de tecnologia foi uma vitória muito grande para mim, e meu objetivo é aumentar cada vez mais esse percentual”.

Além do contato próximo com suas seguidoras, Nina também passou de influenciada a influenciadora. Camila Achutti, CEO da Mastertech e um dos grandes nomes da tecnologia e inovação no Brasil, é uma das maiores inspirações de Nina que, hoje, inspira outras mulheres. “Eu nunca achei que ia conseguir falar com ela, e hoje troco mensagens com ela”, comenta orgulhosa.

O sucesso no Instagram fez com que Nina fosse chamada para fazer parte do casting da Play9, estúdio de conteúdo do comunicador digital Felipe Neto e do jornalista João Pedro Paes Leme. “Eu estou super feliz, acho que vai me ajudar muito a potencializar todo o meu alcance. Está sendo um grande passo na minha carreira como criadora de conteúdo, de poder trabalhar com grandes marcas, construir grandes projetos, conseguir ajudar mais pessoas”, afirma Nina.

Comentários Facebook
Propaganda

Tecnologia

Governo publica decretos que abrem caminho para leilão do 5G; entenda

Publicados

em


source
5G é a nova geração de internet móvel
Unsplash/Azamat E

5G é a nova geração de internet móvel

O governo federal irá publicar dois decretos nesta sexta-feira (17) que abrem caminho para o leilão do 5G. Os decretos atendem a exigências formuladas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e devem permitir a análise do edital pela Anatel. Os textos sairão em edição extra do Diario Oficial da União.

O primeiro diz respeito a implementação de uma rede privativa de comunicação na administração pública federal, um dos requisitos previstos no edital. O decreto permite que outras empresas, além da Telebrás, possam fazer essa implementação.

Já o segundo institui o Programa Amazônia Integrada e Sustentável (Pais) e cria seu Comitê Gestor. O programa deve implementar uma rede de fibra óptica ao longo dos rios da Região Amazônica. O Comitê Gestor deve garantir a sustentabilidade da operação e disponbilizar a capacidade excedente para o setor privado.

Como mostrou O GLOBO, os dois decretos, além de um envio de informações do Ministério das Comunicações, eram os itens que faltavam para que o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Queiroz Moreira,  devolvesse o processo para análise do conselho diretor da agência.

No início desta semana,  Moreira pediu vista do processo alegando que alguns pontos precisavam ser ajustados para dar segurança à decisão da Anatel. Com isso, a votação sobre o edital pode acontecer antes do dia 30, quando o conselho diretor já tem marcada uma reunião ordinária.

Comentários Facebook
Continue lendo

Tecnologia

Telegram vira alternativa à dark web para venda de dados roubados

Publicados

em


source
Telegram é usado por cibercriminosos
Bruno Gall De Blasi

Telegram é usado por cibercriminosos

O Telegram fechou agosto com 500 milhões de usuários ativos. Com tanta gente, não surpreende que haja quem faça uso ilícito do mensageiro. O que preocupa é o fato de as atividades criminosas estarem aumentando por ali: um levantamento aponta que o acesso ao Telegram por cibercriminosos dobrou nos últimos meses, a ponto de a plataforma já ser considerada uma alternativa à dark web.

Na primeira olhada, a comparação é estranha, mas faz sentido se levarmos em conta a dinâmica das principais atividades criminosas. Frequentemente, hackers usam páginas e fóruns na dark web para negociar malwares, ferramentas para ataques cibernéticos e, principalmente, dados roubados em invasões.

Vide o exemplo do REvil. Esse é nome de uma das gangues de ransomware mais perigosas da atualidade. Eles fizeram uma pausa em julho, mas, aparentemente, voltaram à ativa neste mês de setembro. O grupo mantém páginas na dark web para expor amostras de dados sigilosos capturados em ataques e negociar pagamentos de resgate com as vítimas.

Como o Telegram entra nessa história?

Uma investigação realizada pela empresa de inteligência cibernética Cyberint em parceria com o Financial Times indica que existe uma rede crescente de hackers que usam o Telegram para compartilhar dados vazados e executar outras atividades ilegais.

Veja Também:  Moto G50 5G chega ao Brasil com tela de 90 Hz e bateria de 5.000 mAh

Os analistas perceberam que essas ações são muito semelhantes às negociações de venda de dados que são feitas via dark web. “Testemunhamos, recentemente, um aumento de mais de 100% no uso do Telegram por cibercriminosos”, relata Tal Samra, analista de ameaças digitais da Cyberint.

Leia Também

Isso não significa, necessariamente, que o uso da dark web esteja caindo, mas que o Telegram tem se mostrado um meio mais interessante para ações de hackers e afins.

Entre os dados compartilhados no serviço de mensagens, a Cyberint encontrou listas de email e senha, números de cartão de crédito, cópias de passaporte, credenciais para serviço como Netflix, malwares e guias para ataques.

Há algumas razões para a escolha do Telegram para essas atividades. Uma delas é a possibilidade de canais e grupos com um número muito grande de participantes serem criados. Outra é o suporte do mensageiro ao compartilhamento de arquivos volumosos.

Os recursos de criptografia e a probabilidade menor de grupos no Telegram serem monitorados por autoridades em relação a outros serviços também aparecem como atrativos para os hackers.

Veja Também:  Amazon tem a 'chave' de milhares de condomínios nos EUA

De modo geral, o Telegram é mais conveniente de se usar do que a dark web, aponta Samra, que também destaca que o aumento de atividades ilícitas na plataforma coincidiu com as buscas por outros serviços de mensagens depois que, no início do ano, o WhatsApp anunciou mudanças em sua política de privacidade.

Telegram afirma que remove dados compartilhados indevidamente

Ao Financial Times, o Telegram informou que adota uma política de remoção de dados quanto estes são compartilhados em seu serviço sem consentimento dos detentores.

Além disso, a plataforma revelou que a sua “equipe cada vez maior de moderadores profissionais” removeu mais de 10 mil comunidades públicas por violação de termos de uso após receber denúncias de usuários.

Um canal público encontrado pela Cyberint que vendia conjuntos com milhares de dados vazados está entre os que foram fechados pelo Telegram.

Apesar disso, o incremento das atividades criminosas no Telegram pode aumentar a pressão para que o serviço seja mais rigoroso na moderação de conteúdo.

Comentários Facebook
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

EM SEU PONTO DE VISTA ATÉ O MOMENTO A GESTÃO DR. DIVINO PREFEITO DE BARRA DO BUGRES ESTÁ?

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana