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Economia

Pressionado, governo pode rever corte de subsídios nas contas de luz

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Saulo Cruz/Ministério de Minas e Energia

“Estamos trabalhando para, se for o caso, rever o decreto”, disse Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, revelou nesta segunda-feira (25) que o governo pode rever o decreto de Michel Temer (MDB) que reduziu os subsídios concedidos na contas de luz para a área rural. Segundo o ministro, o governo tem sido pressionado por parlamentares – especialmente da bancada ruralista – que são contrários ao corte nos benefícios. As informações foram publicadas pelo G1
.

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O decreto em questão foi assinado pelo ex-presidente no fim do ano passado. O objetivo era reduzir gradualmente os subsídios nas contas de luz
para a área rural e para as companhias de água, saneamento e esgoto. Para tanto, o governo retiraria 20% do financiamento a cada ano até extinguir completamente o desconto.

O decreto de Temer também cancelou subsídios cumulativos de irrigação e aquicultura na área rural, uma vez que, até então, um beneficiário poderia ter acesso aos dois descontos ao mesmo tempo. Na época, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estimou que as medidas assinadas pelo governo poderiam trazer, ao final de cinco anos, uma redução de 2,5% nas contas de luz. 

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A bancada ruralista
do Congresso Nacional, porém, não aceitou as mudanças implementadas pelo governo anterior e tem se movimentado para derrubar o decreto, de forma a manter todos os subsídios para produtores rurais e para irrigação. Os irrigantes, por exemplo, recebem até 90% de desconto nas contas de luz.

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“Esse decreto foi editado pelo governo passado no final de dezembro e estamos trabalhando com todas as informações que recebemos, também com as solicitações que vieram por parte da bancada ruralista e por outras fontes lá do Congresso Nacional. Estamos trabalhando para, se for o caso, rever o decreto e colocar dentro parâmetros aceitáveis para o produtor rural e para a questão da irrigação rural”, afirmou o ministro.

“Nada de derrota”


Neste ano, segundo o governo, a população pagará R$ 17,197 bilhões para cobrir os subsídios no setor elétrico
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Neste ano, segundo o governo, a população pagará R$ 17,197 bilhões para cobrir os subsídios no setor elétrico

Todos os subsídios nas contas de luz são pagos por todos os consumidores de energia elétrica
do Brasil por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Neste ano, segundo dados do governo, a população pagará R$ 17,197 bilhões para cobrir os custos com todos os descontos fornecidos no setor elétrico. Só o desconto tarifário na distribuição, que inclui os subsídios para companhias de água e esgoto, por exemplo, custará R$ 8,528 bilhões.

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Questionado sobre se a revisão do decreto não seria uma derrota, já que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que gostaria de reduzir o peso dos descontos nas contas de luz
, Bento Albuquerque disse que não. “Não vejo nada de derrota. Nós recebemos uma demanda que, a meu ver, me parece justa por parte do Congresso e estamos analisando essa demanda e, se for o caso, vamos propor algumas alterações”, declarou.

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Economia

CNI: pandemia ainda afeta oferta e custo de matérias-primas

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O principal problema das indústrias no segundo trimestre de 2021 ainda foi a falta e o alto custo das matérias-primas. De acordo com a pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os efeitos da pandemia de covid-19 têm impactado a oferta de insumos para o setor. O problema é mencionado por 68,3% das indústrias pesquisadas.

Em seguida, a elevada carga tributária (34,9%) e a taxa de câmbio (23,2%) estão entre os principais entraves enfrentados pelo setor no país.

A Sondagem Industrial também mostra aumento nos preços das matérias-primas, mesmo que em um ritmo mais lento. O índice caiu no trimestre, mas permanece acima da linha de 50 pontos e está entre os maiores da série com 74,1 pontos. Indicadores abaixo de 50 pontos mostram preços abaixo do planejado. Acima desse valor, estão acima do previsto.

Em junho, o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado pelas empresas registrou 48,7 pontos, ficando abaixo da linha de 50 pontos que indica que os estoques estão alinhados ao planejado pelas empresas. A distância para o planejado foi maior em junho se comparado aos meses de abril e maio, quando os índices foram de 49,6 e 49,2 pontos, respectivamente.

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Emprego e produção

A pesquisa da CNI aponta que o emprego completou um ano sem queda. O indicador de empregados na indústria subiu para 52 pontos no mês de junho. Pelo segundo mês consecutivo, o número de trabalhadores está acima da linha de 50 pontos, ou seja, mostra alta do emprego.

A produção industrial também cresceu pelo segundo mês consecutivo. O índice ficou em 52 pontos. Os índices variam de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos; os dados acima desse valor indicam crescimento na comparação com o mês anterior e abaixo, queda.

Além disso, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) alcançou 71% em junho, crescimento de um ponto percentual em relação a maio. De acordo com a entidade, esse percentual é o mais alto para o mês de junho desde 2013 e indica que a indústria, apesar da queda observada no início do ano, se encontra aquecida.

Expectativas

O otimismo dos empresários industriais em relação aos próximos meses manteve o crescimento em julho. O índice de expectativa de demanda aumentou 1,1 ponto em relação a junho, alcançando 61 pontos. Esse é o maior valor para o mês de julho desde 2011, quando o índice era de 61,8 pontos.

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O índice de expectativa de exportação teve um crescimento de 0,5 ponto, passando de 54,9 pontos para 55,4 pontos entre junho e julho.

Todos os indicadores de satisfação com a situação financeira também melhoraram no segundo trimestre de 2021. A intenção de investimento aumentou 1,6 ponto em relação a junho, alcançando 58,6 pontos. O indicador apresenta recuperação após a queda que ocorreu em fevereiro e março deste ano, mas ainda não recuperou o patamar de janeiro, quando o índice foi de 59,9.

A pesquisa completa está disponível na página da CNI.

Edição: Kelly Oliveira

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Economia

Prévia da inflação oficial fica em 0,72% em julho, diz IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou inflação de 0,72% em julho deste ano. Essa foi a maior variação do IPCA-15 para um mês de julho desde 2004 (0,93%).

Segundo dados divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 de julho deste ano ficou abaixo do registrado no mês anterior (0,83%), mas acima de junho de 2020 (0,30%).

A prévia da inflação oficial acumula taxas de 4,88% no ano e de 8,59% em 12 meses, de acordo com o IBGE.

Sete dos nove grupos de despesa analisados na pesquisa tiveram alta de preços na prévia de julho, com destaque para habitação, cuja taxa de inflação chegou a 2,14% no período. A alta de 4,79% da energia elétrica foi a principal responsável pelo comportamento deste grupo de despesas e pelo IPCA-15 em julho.

Também contribuíram para a inflação dos gastos com habitação os aumentos de preços do gás de botijão (3,89%) e gás encanado (2,79%).

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Os transportes também tiveram impacto importante na prévia do mês, ao registrar inflação de 1,07%, devido principalmente às passagens aéreas (35,64%).

Em seguida, aparecem os grupos alimentação e bebidas (0,49%), as despesas pessoais (0,36%), artigos de residência (0,81%), vestuário (0,58%) e educação (0,12%).

Por outro lado, dois grupos tiveram deflação (queda de preços): saúde e cuidados pessoais (0,24%) e comunicação (0,04%).

Edição: Valéria Aguiar

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