conecte-se conosco


Política MT

Professor Allan destaca cultura, serviço público e reedição de obras com Centenário de Lenine Póvoas

Publicados

em

Foto: Ronaldo Mazza

Um homem que já foi praticamente de tudo na vida pública e na versão de homem intelectual na essência. Assim foi Lenine de Campos Póvoas. Para comemorar o centenário do professor, escritor, advogado, jornalista e historiador, serão reeditadas 12 obras impressas e 9 digitais.

Filho de dois professores, Nilo Póvoas e Rosa de Campos Póvoas, ele seguiu como uma das carreiras a mesma do pai e da mãe: professor secundarista e de Direito da UFMT. 

Pela relevância do homenageado, o deputado Professor Allan Kardec (PSB-MT) e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) fizeram na terça-feira (7/6), na sede do instituto, o lançamento da “Revista nº 83 do IHGMT” e o anúncio do contrato sobre a reedição das suas obras para comemorar seu centenário. O deputado coordena o centenário do homenageado pelo IHGMT.

O Instituto Memória Poder Legislativo (IMPL), parceiro também nas atividades das comemorações, em breve vai ter o nome de Deputado Lenine de Campos Póvoas. 

Lenine é pai dos odontólogos Aloisio e Eduardo Póvoas e da atual presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Helena Póvoas, a primeira mulher eleita para a função.

Homenagens

O evento em comemoração ao centenário e a publicação do número 83 da revista do IHGMT em homenagem ao Lenine Póvoas é da responsabilidade da presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, jornalista, historiadora e escritora Neila Barreto. 

“Lenine deixou-nos um conhecimento incomparável. Com valor para a política, a administração pública, a história e a cultura mato-grossense”, afirma Neila. “Conheci ele jovem. Ele morava na avenida Getúlio Vargas e eu na rua 24 de Outubro. Fui aluna dele quando era aluna do Liceu Cuiabano”, revela sobre a partilha da sabedoria do homenageado.

Já a responsável pela família para a edição das obras do homenageado é a historiadora, biógrafa e escritora Maria Teresa Carracedo, proprietária da editora Entrelinhas. Ela destacou a superação de todos diante da pandemia para a tramitação dos procedimentos e fazer a homenagem.

Veja Também:  Dr. Gimenez destina mais de R$ 11 milhões em recursos para a região oeste

“O projeto, a ideia é da Neila Barreto, que pensou e lutou por isso. E na Assembleia Legislativa, do deputado Allan, que foi incansável. A gente deve muito a ele por esse momento aqui”, destacou Maria Teresa Carracedo. Ela mencionou o livro de Lenine Póvoas “O caos brasileiro”, de 1988, como “uma obra extremamente atual”. 

‘Farol para todos nós’

“O professor e deputado Lenine Póvoas é um dos homens iluminados de Mato Grosso. Um farol para todos nós, especialmente a todos nós do serviço público”, destaca o Professor Allan Kardec, sobre a relação de cargos que o homenageado ocupou. 

“Homem que teve todas as oportunidades do mundo para se enriquecer sob a tutela de um homem do mundo estatal. E ficou firme e forte com sua verdade, integridade, honestidade. Foi vice-governador, convidado a assumir o posto de governador, ele não aceitou. Preferiu, se fosse necessário, a renúncia”, contou o deputado.

A presidente do TJMT agradeceu na cerimônia a homenagem ao pai e destacou o privilégio da sua convivência com ele. “Este é um tributo à história mato-grossense. Meu pai sempre foi um admirador, pesquisador, amante da sua terra. Nós ouvíamos, à mesa das refeições, muitos causos”, relata.

Ela mencionou algumas características do pai e dos seus recordes como intelectual e cidadão. “Seus livros foram editados do próprio bolso. Aos 23 anos de idade ofertou à sociedade o seu primeiro livro”, disse.

Três anos depois, aos 26 anos, se elegeu deputado estadual. “Ele se elegeu a primeira vez deputado constituinte em 1947e se reelegeu”, conta. “Falo do homem cidadão, do pai, calmo. Que transmitia sua paz, serenidade, sua transparência”, afirma a desembargadora Maria Helena Póvoas.

Serviço público, cultura e história

“Doutor Lenine de Campos Póvoas era portador de cultura multifacetada”. O relato está na crônica do perfil do homenageado no “Diário de Cuiabá” e em livros do jornalista e procurador de Justiça aposentado, Evaldo Duarte de Barros.

Veja Também:  Deputado Claudinei destinou em dois anos cerca de R$ 1,9 milhões de emendas para a saúde

No setor público, o homenageado foi deputado em duas legislaturas na Assembleia Legislativa (ALMT): 1947-1950 (constituinte) e 1951-1954, fundador e ministro (conselheiro) do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), diretor de estatais, como a Metamat, secretário de Estado da Administração, da Casa Civil e vice-governador, lembra Evaldo de Barros.

Lenine Póvoas foi ainda membro do IHGMT e de instituições culturais relevantes, como Academia Mato-grossense de Letras (presidente por 10 anos), Academia de Letras de Brasília, Paulistana da História e de outras organizações idênticas nos Estados do Mato Grosso do Sul, do Maranhão e Espírito Santo. Além da Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro-Oeste.

A comemoração do Centenário de Lenine Póvoas seria feita no dia 4 de julho de 2021, mas atrasou devido às restrições da pandemia de covid-19. Ele faleceu em 29 de janeiro de 2003. Em vida, escreveu e publicou 26 livros, além de artigos para outras publicações e para a Imprensa.

Obras a serem reeditadas

12 obras impressas e 9 digitais

“Mato Grosso, um convite à fortuna”, 1977

“Sobrados e casas senhoriais de Cuiabá”, 1980

“Influências do rio da Prata em Mato Grosso”, 1982

“Cuiabá de outrora”, 1983

“Reminiscências”, 1987

“O caos brasileiro”, 1988

“Os italianos em Mato Grosso”, 1989

“Síntese da história de Mato Grosso”, 1992

“História da cultura mato-grossense”, 1994

“O ciclo do açúcar e a política de Mato Grosso”, 1983, prefaciado pelo sociólogo e historiador Gilberto Freyre 

“História geral de Mato Grosso, dos primórdios à queda dos impérios – volume 1”, 1995

“História de Mato Grosso, da Proclamação da República aos dias atuais – volume 2”, 1996

Fonte: ALMT

Comentários Facebook
Propaganda

Política MT

Sexto episódio do “Palco pra 2” traz novos nomes da cena musical de MT

Publicados

em

Por

Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA

O projeto “Palco pra 2” chega ao sexto episódio divulgando artistas autorais de Mato Grosso. Originalidade e encontros musicais marcam as participações de representantes da música popular brasileira produzida em Mato Grosso. Na edição que vai ao ar neste sábado (2), os convidados são Bia Trindade e Heitor Mattos. O programa é exibido às 12h30 e 18h30, com reprises nos seguintes dias: domingo (11h30 / 21h), terça (12h30 / 22h), sexta (12h30 / 22h).

Beatriz Vitória Trindade Alves ou simplesmente Bia Trindade tem 20 anos de idade, mas já acumula experiência e vivências musicais que a colocam em destaque na cena musical de MT. Bia participou, em 2021, do ‘The Voice Brasil’ (TV Globo) e, em fevereiro deste ano, a artista lançou seu primeiro extended play (EP) intitulado “Sempre quero mais”.

Com músicas que vão desde o pop à bossa nova, a cantora afirma que leva para os palcos muitas verdades por meio das suas composições e a própria busca por sua identidade artística. “Viver da arte e ser identificada por meio dela é meu maior desejo”, afirma.

Veja Também:  Fávaro recebe demandas de Nova Bandeirantes

Para marcar esse momento, ela conta, durante a gravação, que trouxe para o palco do programa uma composição nova. “Quis aproveitar essa oportunidade para divulgar uma música nova que estou acrescentando ao repertório e que pretendo lançar em breve”, adiantou animada.

O músico cuiabano Heitor Mattos, de 21 anos, é outro nome que desponta como referência por sua sonoridade e composições. “Gosto de experimentar muitas coisas diferentes, timbres e ritmos. A banda que me acompanha me ajuda a criar com autenticidade e ir colocando uma identidade às composições”, revela.

Suas produções autorais já ocuparam diversos palcos da capital e consolidou seu trabalho musical. “Estar no palco é dos momentos mais importantes e precisa ter muita sintonia com a banda para entregar ao público a arte que fazemos”, avalia.

Sobre a participação no projeto, Heitor considera importante a oportunidade e as parcerias que ele proporciona. “É um privilégio poder subir nesse palco e dividir o meu som, que é único, com a arte de outra artista autoral e que admiro muito”, afirma.

Veja Também:  Botelho intervém e Energisa garante manutenção para comunidades de Livramento

Fonte: ALMT

Comentários Facebook
Continue lendo

Política MT

Deputados vão propor suspensão da tramitação de projeto que altera legislação sobre o Pantanal

Publicados

em

Por

Foto: Ronaldo Mazza

Após audiência pública realizada na manhã de quinta-feira (30), o deputado Lúdio Cabral (PT) vai recomendar a suspensão da tramitação do Projeto de Lei 561/2022, que altera dispositivos da Lei 8.830/2008 para que possam apresentar emendas para conter o que ele chamou de “verdadeiras ameaças” ao Pantanal e aos povos tradicionais. Durante toda a manhã, representantes de diferentes segmentos da sociedade, como quilombolas, indígenas, pesquisadores, pecuaristas e políticos apresentaram posicionamentos e a grande parte dos presentes afirmou não ter participado da construção da proposta apresentada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O PL 561/2022, aprovada em primeira votação no plenário, propõe uma série de adequações na Lei 8.830/2008 com intuito de viabilizara pecuária extensiva, como a permissão manejo de vegetação nativa, uso do fogo, introdução de pastagem exótica e a construção de empreendimentos de infraestrutura e abastecimento. O deputado Lúdio Cabral aponta que é justamente neste ponto que a legislação abre brechas para que sejam construídas.

“A pecuária extensiva está sendo utilizada como bode expiatório. O problema concreto e bastante objetivo é a hidrovia no rio Paraguai. Se esse projeto for adiante da forma como está, e ontem o Consema debateu sobre o licenciamento de um porto no Pantanal, esse tipo de empreendimento passa a ser permitido. Nós temos que fazer ao contrário, proibir hidrovia no rio Paraguai, proibir a construção de PCH (Pequena Central Hidrelétrica), não apenas na planície alagável, mas em toda a bacia do Alto Paraguai”.

Veja Também:  Dr. Gimenez destina mais de R$ 11 milhões em recursos para a região oeste

Foto: Marcos Lopes

Fora isso, um problema bastante citado ao longo da audiência pública foi à ausência dos povos tradicionais no processo de elaboração do texto. Ribeirinhos, indígenas, quilombolas e pesquisadores de outras entidades de pesquisas reclamaram que não estão contemplados e nem foram ouvidos. “Os ribeirinhos são os mais importantes, quem vivem todos os dias no Pantanal e ninguém foi lá nos ouvir. Não tem mais peixes nos rios e a culpa é da usina de Manso”, desabafou.

A líder indígena Eliane Xunakalo destacou que povos indígenas vivem no Pantanal e que isso não pode ser ignorado. “Existe um protocolo de consulta que não foi cumprido. Não é apenas vir em audiência pública, precisamos ser consultados da maneira correta”.

Representando os pecuaristas, Ricardo Arruda Figueiredo, destacou a importância da atualização legislativa para viabilizar a atividade pecuária na região. Arruda lembrou que grande parte das fazendas produtoras do Pantanal foram esvaziadas e que o rebanho bovino, que já foi de 1,2 milhão, hoje está estimado em 420 mil cabeças. “É preciso garantir a conservação do meio ambiente, mas também a sustentabilidade econômica das pessoas que vivem lá”.

Com relação à urgência na aprovação do projeto, o produtor rural destacou que eles estão no tempo limite para fazer a limpeza da vegetação combustível, visto que o período de estiagem se aproxima e há riscos de incêndios florestais. Lúdio Cabral, entretanto, destacou que um decreto de 2021 já regulamentou o manejo da vegetação e que cabe à Secretaria de Meio Ambiente (Sema) viabilizar o licenciamento para que os produtores limpem os campos.

Veja Também:  CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal define cinco sub-relatorias

Além de barrar a construção de empreendimentos no Pantanal, o deputado Lúdio Cabral destacou que o texto apresentado, com base no estudo feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), não traz dados importantes que estão na nota técnica da Embrapa, como limite do uso de pastagem exótica, de uso das reservas legais e do uso do fogo.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Maurren Lazzaretti, participou de forma virtual da reunião e afirmou que é possível inserir as sugestões no texto da lei ou por meio de decreto, até porque algumas situações podem mudar ao longo do ano, como o tipo de vegetação que pode ser manejada.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e destacou a necessidade de interromper o rito da tramitação do projeto para que mais atores envolvidos sejam ouvidos. “Precisamos prolongar a discussão, falar mais com as comunidades indígenas, ouvir os apicultores ouvir os pescadores, ouvir os ribeirinhos, ouvir todos que frequentam e vivem do Pantanal. Se isso não for feito, corre o risco de todo esse trabalho aqui na Assembleia ser anulado”.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Carlos Avalone (PSDB), participou do começo da audiência mas saiu antes de se posicionar sobre as manifestações apresentadas.

Fonte: ALMT

Comentários Facebook
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

EM SEU PONTO DE VISTA A GESTÃO AZENILDA PEREIRA SERÁ?

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana