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Professor cria ação solidária para ajudar alunos da rede pública no Enem

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Com a proposta de ajudar estudantes da rede pública prejudicados em sua preparação para o Enem por conta da quarentena, o professor e empreendedor Leonardo Chucrute realiza ação social para amenizar a situação difícil que esses jovens enfrentam. Ele vai liberar, durante o ano todo, uma série de videoaulas gratuitas para alunos de escolas públicas por meio do link: www.aprovacaovirtual.com.br/enem-solidario .

Para acessar às aulas, basta entrar no site da plataforma, clicar no produto (gratuito), registrar e-mail e senha. A partir disso, a pessoa terá acesso ao portal do aluno e poderá assistir ao conteúdo, quando, onde e como quiser.

Segundo o idealizador, a coordenação pedagógica organizou as aulas em dois tipos de tópicos: a base curricular do exame e os pontos mais importantes de matérias com mais peso no Enem. A ideia é ajudar os estudantes, que não tiveram uma boa base em sala de aula, auxiliando com as disciplinas que costumam ser mais cobradas. “O intuito é poder aumentar a chance deles alcançarem o tão sonhado ingresso em uma universidade”.

Da rede pública a direção de escola

Ex-aluno de escola pública e, hoje, diretor do Colégio e Curso Progressão, Leonardo conhece de perto as dificuldades enfrentadas por esses jovens. “Sei o quanto é injusto viver num país em que os governantes não olham para educação como deveriam. E quem estuda pela rede pública são os que mais sofrem com o descaso”. 

– A principal proposta, sem sombra de dúvidas, é colocar, ainda mais, em ação o meu objetivo de vida: democratizar o ensino. Acredito que, dessa maneira, o Brasil evoluirá. Fazer parte disso me permite dormir cada dia mais feliz e realizado – enfatiza. 

Leonardo diz que a ideia surgiu depois de acompanhar os noticiários com os relatos de inúmeros problemas enfrentados pelos estudantes, sobretudo da rede pública, em conseguir acesso aos assuntos importantes para o ENEM. “Senti que poderia fazer algo para reduzir a evidente disparidade entre os alunos, reforçada pela pandemia do coronavirus”.

– São diversos problemas que esses jovens enfrentam, como falta de suporte tecnológico, falta de organização e defasagem qualitativa dos conteúdos apresentados. Muitos são problemas que sempre existiram, mas, certamente, com a pandemia foram reforçados, revelando, ainda mais, o abismo educacional que existe em nosso país – desabafa.

Leonardo ressalta que, para esse momento, os jovens precisam ainda mais de organização e foco, já que não vão estar com um professor presencialmente. Ele sugere que os jovens tenham em mente três “D”s: determinação, dedicação e disciplina. Lembra ainda que não há metodologia perfeita. “Sem dedicação, amadurecimento e sem encarar como um projeto de vida, a aprovação nuca virá”. 

O professor recomenda ainda criar uma rotina diária de estudo, separando tempo para estudar teoria, para fazer exercícios e, claro, para lazer. Para ele, não se passa em vestibular apenas com as matérias. “O emocional é peça fundamental na aprovação. São itens complementares que, separados, não levam ninguém a lugar algum”. 

– Portanto, organize-se. A aula online pode ser desafiadora, principalmente, para aqueles que não conseguem seguir uma rotina. Caso tenha essa dificuldade, enfrente-a sabendo que ela será uma etapa necessária à sua aprovação. Não procrastine. Não deixe para depois. Aja agora – conclui. 

Enem Solidário

Inscrições pelo link: https://www.aprovacaovirtual.com.br/enem-solidario


Joyce Nogueira
Assessora de Imprensa

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Estadual

Todos os municípios de MT estão com risco alto ou muito alto para transmissão da Covid-19

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Por G1 MT

Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/Arte-G1

Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/Arte-G1

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou, nesta terça-feira (15), que 27 municípios registram classificação de risco muito alto para o coronavírus.

São eles: Água Boa, Araguainha, Arenápolis, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Cláudia, Confresa, Guiratinga, Itanhangá, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Nova Mutum, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Rita do Trivelato, Santo Antônio do Leste, São José do Povo, Sapezal, Sorriso, Tangará da Serra, Torixoréu e Vila Rica.

Outras 114 cidades estão classificadas na categoria alta para a contaminação do coronavírus. Nenhum município foi classificado com risco moderado ou baixo para a Covid-19.

Novo método para classificação

O método para definir a classificação de risco dos municípios foi aprimorado. A mudança foi publicada no Diário Oficial do dia 25 de março de 2021. Desde então, não é levado em consideração apenas o número absoluto dos casos dos últimos quatorzes dias, mas sim a média móvel dos últimos quatorze dias.

Assim, o município não sofrerá uma mudança brusca de um boletim para o outro; a cidade ficará na mesma categoria por pelo menos duas semanas, conforme sua média móvel de casos.

Também foi aperfeiçoado o cálculo dos casos acumulados. Antes eram considerados os casos acumulados a partir do dia 1º de dezembro de 2020. Com a nova metodologia, a análise será realizada sempre com base nos casos acumulados dos últimos 90 dias.

Confira as medidas de acordo com a classificação de risco:

• Nível de Risco ALTO

  • a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO;
  • b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração;
  • c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não presencial;
  • d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas.

• Nível de Risco MUITO ALTO

  • a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO;
  • b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 10 (dez) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente, podendo, inclusive, haver antecipação de feriados para referido período;
  • c) suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades;
  • d) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais;
  • e) manutenção do funcionamento apenas dos serviços públicos e atividades essenciais;
  • §1º Atingida determinada classificação de risco, as medidas de restrição correspondentes devem ser aplicadas por, no mínimo, 10 (dez) dias, ainda que, neste período, ocorra o rebaixamento da classificação do Município.
  • §2º Os municípios contíguos devem adotar as medidas restritivas idênticas, correspondentes às aplicáveis aquele que tiver classificação de risco mais grave.
  • §3º Os Municípios poderão adotar medidas mais restritivas do que as contidas neste Decreto, desde que justificadas em dados concretos locais que demonstrem a necessidade de maior rigor para o controle da disseminação do novo coronavírus.
  • Art. 6º O funcionamento de parques públicos estaduais seguirá as restrições estabelecidas pelos Municípios em que se encontrem e, na ausência de normas a este respeito, poderão ser utilizados, desde que observado o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, ficando vedado o acesso sem o uso de máscara de proteção facial.

Fonte: G1 / MT

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Avanços no Tratamento contra a Aids no Brasil

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Na 25ª edição da Parada LGBTQIA+ de São Paulo, neste domingo 6 de junho, a Agência Aids promove o Camarote Virtual Solidário articulando debates com médicos e ativistas, além do grande objetivo de arrecadar cestas básicas para pessoas com HIV e AIDS em situação de vulnerabilidade.

Três médicos referência em Aids, Dr. Fábio Mesquita, médico epidemiologista que faz parte da OMS, e os infectologistas Dr. Vinicius Borges (Dr. Maravilha) e a Dra. Zarifa Khoury, comentaram os avanços no tratamento contra a Aids no Brasil e no mundo.

“Amanhã (7), começa uma agenda global na ONU para retomar a questão da Aids e isso é muito importante. O Brasil foi o primeiro país, de média e baixa renda, a oferecer os medicamentos antirretrovirais cumprindo a Constituição, uma grande conquista na implementação de políticas públicas, desde 1995 em nível nacional”, contou Dr Fábio Mesquita que traçou uma retrospectiva histórica da construção da política de Aids no Brasil.

A adesão ao tratamento, nos anos 1980, foi difícil. “Havia resistência aos medicamentos e seus efeitos colaterais. Testemunhamos muitos suicídios, era terrível”, lembra Dra Zarifa Khoury.

Passados 40 anos, os avanços foram muitos: do tratamento com 16 medicamentos, hoje é prescrito com dois comprimidos. “Às vivências do passado nos ensinaram muito, mas ainda há problemas sociais graves para as pessoas com HIV e Aids. Quando criei o Dr. Maravilha nas redes sociais foi para ajudar a enfrentar o preconceito e a autoestima da população LGBT que vive com HIV. Quero olhar pessoas e não o vírus”, explicou Dr Vinicius Borges.

A pergunta hoje é “Tenho HIV e agora?” É a realização de sonhos porque é possível viver com medicamentos e ter qualidade de vida.

“O desafio é vencer o estigma. Desde do início, os gays sofriam discriminação porque Aids era considerada “peste gay” é ainda hoje muitas pessoas não seguem o tratamento por medo da opinião da sociedade”, diz Dra Zarifa.

Dr Fábio Mesquita ressaltou que a questão deve ser esclarecer as informações erradas sobre a Aids, melhorar a informação para que as pessoas sofram menos, como faz a Agência Aids e o Dr Maravilha. “Fora do Brasil, o preconceito em países pobres ainda é muito grande. A imprensa trabalha para mudar esse conceito. Foram testadas vacinas, sem grande retorno, mas a ciência requer investimento. Veja a capacidade de recursos para a Covid, pois atinge todas as classes sociais e raças. Por isso, houve grande mobilização da ciência para chegar à vacina. É possível diminuir a transmissão e a mortalidade (700 mil óbitos em 2020). Com a Covid-19, houve impacto no tratamento e no cumprimento da mandala de prevenção”, explica o epidemiologista.

Dr Maravilha resume: “É preciso combater o negacionismo em todas às áreas, valorizar a ciência, democratizar o tratamento”.

A doação de cestas básicas para pessoas com HIV e AIDS em situação de vulnerabilidade vai até 25 de junho: https://linktr.ee/agenciaaids.

O Camarote Virtual Solidário é um evento social, organizado pela Agência de Notícias da Aids e tem o apoio do SESC, do Senac, das farmacêuticas GSK ViiV Healthcare, Jansen e Gilead, da DKT do Brasil, de Mulheres no E-Commerce e da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Contamos também com a parceria do site Catraca Livre que vai transmitir o evento conosco.

 

Vera Moreira/ Assessora de Imprensa do Camarote Virtual Solidário

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