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Quase tudo que você precisa saber antes de fazer reposição hormonal

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Tratamento deve ser feito sempre com supervisão médica
Gabriela Sanda/Pixabay

Tratamento deve ser feito sempre com supervisão médica

Não sei se aconteceu ou está acontecendo com você. Comigo, a dúvida entre fazer ou não fazer Terapia de Reposição Hormonal (TRH) surge sempre que penso em bem-estar, saúde e envelhecimento , esse processo inevitável que nos levará a ter ou não uma boa velhice.

Desde que experimentei os primeiros calorões , alguns anos atrás, tive uma primeira conversa sobre a TRH com o meu médico, o ginecologista Marco Antonio Lenci , a quem entrevistei quatro anos atrás sobre o assunto para o Pirações da Meia-Idade+ .

De lá pra cá, falamos outras vezes, mas a decisão é a mesma: sou do time que não pode fazer reposição hormonal . E você?


Saber se pode fazer a reposição hormonal é a mais importante pergunta que uma mulher menopausada ou na pré-menopausa deve fazer para seu médico ou médica. É irresponsável ir à farmácia e comprar aquele medicamento que uma amiga usa e diz ter feito milagres na vida dela. Somos diferentes umas das outras e o que pode ser bom para uma amiga pode ter um resultado bem ruim para você.

“Fazer a reposição por conta própria é um problema sério. Tem mulheres que não podem em hipótese alguma fazer esse tipo de tratamento. E são muitas”, adverte o ginecologista. “Sempre que prescrevo hormônio para uma paciente tenho receio. Será que estou fazendo a melhor escolha para essa pessoa? Pode parecer algo simples, mas não é uma coisa tranquila para os médicos. É muito importante que as mulheres dividam essa decisão com quem cuida delas”, aconselha Lenci.

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NÃO PODE, NÃO DEVE

Tem um caso clássico de quem não pode fazer a TRH: uma mulher que passou um ano sem menstruar, ou seja, está na menopausa propriamente dita. Mesmo assim, ela volta a sangrar. Fato: esse sangramento não é menstrual. “Essa mulher não pode fazer reposição hormonal. Antes de partir para uma terapia desse tipo é necessário descobrir o porquê do sangramento, que pode ser uma causa orgânica, um pré-câncer, um câncer”, explica Marco Antônio Lenci. Em casos assim, o uso de hormônios vai provocar uma piora da doença.

Um outro quadro que tem contraindicação absoluta para a TRH é aquelas mulheres que tem antecedente familiar ou que tiveram trombose. “O hormônio nesse caso pode precipitar o quadro de trombose, um evento grave e que pode levar a paciente à óbito”, explica o ginecologista.

Na lista daquelas pessoas que não podem fazer reposição hormonal estão também as que tiveram câncer de mama ou qualquer câncer ginecológico, como ovário e endométrio. “Se a mulher tem alguma célula remanescente, quer dizer, que sobrou alguma célula do câncer, o hormônio pode estimular o crescimento e até o surgimento de novos tumores”, diz Lenci.

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Sinal de alerta também para mulheres com algum tipo de doença hepática. Depois que entra no corpo, o hormônio é metabolizado no fígado, daí a contraindicação da TRH nesses casos. Aquelas que tiveram infarto do coração também tem que consultar um cardiologista antes de procurar fazer reposição hormonal. 

“Por essas e outras razões tem que se particularizar cada situação”, recomenda Marco Antônio Lenci. Eu, por exemplo, descobri há 14 anos que tenho um tumor benigno na meninge – uma membrana (pele bem fininha) que reveste o cérebro. Em se tratando deste tipo de tumor, chamado meningioma, não há certezas sobre o impacto da reposição hormonal. Por orientação do ginecologista, conversei com o neurologista que acompanha o meu caso e ele achou melhor, por enquanto, não partir para a TRH.

Para saber mais sobre a reposição hormonal, assista ao vídeo completo da minha entrevista com o ginecologista Marco Antônio Lenci.


Fonte: IG Mulher

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Rômulo Arantes Neto posa com apenas uma toalha preta

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Mario Testino  fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto
Reprodução/Instagram

Mario Testino fez o ensaio com Rômulo Arantes Neto

Conhecido por sua ousadia, o fotógrafo peruano Mario Testino, já fotografou inúmeras celebridades, como a Madonna e a Lady Di. Entre os seus ensaios mais famosos com artistas brasileiros, fotos posadas nuas com apenas algumas toalhas têm se tornado as favoritas do fotógrafo, já tendo posado para ele nomes como Bruna Marquezine e Cauã Reymond. 

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Recentemente, o mais novo famoso que adentrou à seleta lista de modelos do fotógrafo foi o ator Rômulo Arantes Neto, que teve a sua foto divulgada no domingo (07), aparecendo apenas de óculos escuros e com uma pequena toalha preta cobrindo as partes íntimas. 

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“BLACK TOWEL, ROMULO ARANTES, 2022”, escreveu Mario Testino  na legenda da publicação. 

Além de Rômulo, a topmodel Isabeli Fontana também posou para Testino, em uma foto ousada a beira da piscina com uma toalha preta no ombro que corre por seu corpo.


Fonte: IG Mulher

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Agosto lilás: Violência patrimonial restringe independência feminina

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No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias
Foto: Unsplash

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias

Em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, o mês de agosto é conhecido como o mês da luta contra a violência doméstica. A lei, que foi criada em 7 de agosto de 2006, estabelece 46 artigos que buscam proteger a integridade física e psicológica da mulher. 

Entre as formas de violência doméstica descritas na legislação federal, uma das menos conhecidas e debatidas pelos brasileiros é a violência patrimonial.

O artigo 7 da Lei Maria da Penha define a violência patrimonial como “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.

Na maioria dos casos, as vítimas são mulheres que não têm fonte fixa de renda e dependem de parceiros para sobreviver. “Diversos motivos podem prender uma mulher nessa armadilha, como a dependência financeira e o medo de prejudicar os filhos. Porém, a questão emocional tende a pesar mais’’, afirma Lana Castelões, advogada de família da Albuquerque Advogados.

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De acordo com a especialista, esse tipo de violência ainda é pouco denunciada no país. “A violência patrimonial é comum, porém subnotificada, tendo em vista que, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem a possibilidade de registrar a ocorrência’’.

Para a advogada, as vítimas não têm conhecimento das medidas legais que podem guiar a situação. Desde 2015, a falta de pagamento de pensão também se enquadra na lei. “Muitas pessoas não sabem que esse crime se encaixa quando um responsável legal, que tem recursos financeiros, deixar de pagar pensão alimentícia para a mulher’’.

Desigualdade

A desigualdade de gênero é um fator predominante nesse crime. As demandas de casa e o cuidado com os filhos geralmente restringem as mulheres na posição de ‘dona de casa’. Sem a chance de trabalharem ou conquistarem a independência financeira, essas vítimas passam a depender financeiramente e emocionalmente dos parceiros.

A pesquisadora Clara Fagundes reflete que, nos últimos anos, as mulheres ganharam mais espaço no mercado, mas ainda não existe liberdade para o gênero. ‘’Mulheres ainda são impedidas de buscar a independência financeira, seja por regras religiosas ou políticas que prejudicam a ascensão materna no mercado, seja por relações familiares abusivas ou crenças machistas’’.

A profissional afirma que a falta de representatividade, a dissociação do feminino à ideia de liderança, a priorização do amor romântico, a sobrecarga feminina com os trabalhos domésticos e a ideia sexista de que existem trabalhos de homem e de mulher são os principais fatores que afastam as mulheres dessa liberdade.

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores
Foto: Fundação CEPERJ

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores

“A cultura patriarcal também impacta as mulheres de forma individual. A falta de confiança é um obstáculo para muitas na busca pela sua independência. Esse fenômeno pode ser chamado de “síndrome da impostora” e leva mulheres a questionarem sua capacidade todos os dias, em casa ou no trabalho’’.

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Para Fagundes, a falta de oportunidades no mercado pressiona mulheres a continuarem em relações abusivas e degradantes. “Mulheres com poder de decisão sobre a própria vida costumam ser também independentes financeiramente’’, declara.


Por mais que não existam dados nacionais sobre a violência patrimonial, o Dossiê da Mulher, produzido no Rio de Janeiro, conseguiu datificar as problemáticas em torno desse crime. De acordo com a análise, que é realizada anualmente no estado carioca, 79,3% dos casos dessa violência foram praticados dentro de casa.

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres
Foto: André Leonardo

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres

Entre os tipos de crime, 50,4% foram de dano, 41,8% foram violação de domicílio e 8,8% foram de roubo de documentos.

Uma das mulheres que tiveram de lidar com a violência patrimonial foi a vendedora C.I*. O crime aconteceu sem que ela percebesse: ‘’Eu tinha um relacionamento há 6 anos e era casada há 3 anos. Um dia, eu saí para trabalhar e, quando retornei, ele tinha vendido todas as minhas coisas’’, diz. “Ele sumiu com tudo, só estavam minhas roupas por lá’’.

O parceiro, na época, chegou a deixar os filhos de C.I* passarem fome. Depois dessa situação, ela percebeu que precisava terminar a relação. ‘’Foi aí que eu dei um basta em tudo’’.

Para a matriarca, é necessário muita força e coragem para conseguir ser independente. ‘’Seja forte e corajosa para dar um basta. Pode parecer o fim, pode parecer que nada mais tem faz sentido e que a dor nunca vai passar. Com o tempo, eu juro que a dor vai embora’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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