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Política Nacional

Rede pública deve equipar-se para diagnosticar e tratar câncer colorretal, dizem especialistas

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O diagnóstico precoce associado a tratamentos de saúde eficazes e à disseminação de hábitos saudáveis são fundamentais para a redução da incidência de câncer colorretal, segundo os especialistas ouvidos nesta terça-feira (26) em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Para os profissionais da área, é preciso ainda aumentar o conhecimento da população sobre o câncer colorretal, muitas vezes confundido com outras doenças, e equipar a rede pública de saúde para promover o tratamento devido.

A presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, disse que a doença é totalmente prevenível, mas chamou atenção para as limitações do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos 36 mil novos casos de câncer colorretal verificados por ano no país. Segundo ela, há uma demanda reprimida, causada pela falta de equipamento, por exames de colonoscopia, que são usados para localização e eventual retirada de lesões antes da formação de tumores. O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus). Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal.

— Não temos no Brasil hoje uma política de rastreamento de câncer no intestino e temos uma fila imensa para pessoas com sinais e sintomas. Não esqueçamos disso tudo — afirmou

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Ela lembrou também a importância de combater a obesidade e o sedentarismo como fatores de risco para o câncer colorretal.

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Gustavo Fernandes, a colonoscopia é uma “oportunidade quase única” de reduzir a incidência de câncer, mas os recursos no SUS são distribuídos de forma desigual.

— De cada 10 pessoas com a doença, 8 vão ser curadas pela cirurgia. É uma cirurgia rápida e eficiente, que não tem um grande custo para o SUS — destacou.

Fernandes salientou a importância do diagnóstico precoce do câncer colorretal por meio da pesquisa de sangue nas fezes, antecedendo a eventual convocação do paciente para a colonoscopia. Para isso, segundo ele, é preciso haver uma estrutura e um encadeamento de ações. Gustavo também apoiou políticas como a mudança do padrão de alimentação na escola, que poderão apresentar impacto positivo em 20 ou 30 anos.

O diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Marcelo Campos Oliveira, citou estatísticas que apontam o câncer colorretal como a quarta principal causa de mortes no mundo. Ele admitiu que a rede de saúde pública é heterogênea, há muito a avançar sob a nova administração e é preciso combater desperdícios e más práticas.

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— Há muita coisa bem feita no SUS, mas é preciso lapidar. É preciso reconhecer o que foi feito com êxito, enxergar as deficiências e trabalhar as soluções em conjunto — definiu.

A reunião foi realizada a requerimento dos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que presidiu a audiência.

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Política Nacional

Presidente regulamenta MP que reorganiza cargos e funções no Executivo

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O presidente Jair Bolsonaro editou hoje (29) decreto para regulamentar a Medida Provisória 1.042/21, norma que simplificou a gestão de cargos e funções de confiança no Poder Executivo Federal. A MP possibilita a alteração de cargos em comissão e funções de confiança sem aumento de despesa. 

De acordo com a Subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, a regulamentação segue a linha dos decretos n9.739/19 e nº 9.727/19. 

“Em linhas gerais, são adaptadas e aprimoradas regras sobre categorias de cargos em comissão e funções de confiança, estruturas organizacionais dos órgãos e entidades e procedimentos para a apresentação dessas propostas ao Ministério da Economia”, informou o órgão. 

Crédito 

O presidente Bolsonaro também pediu ao Senado a autorização para obtenção de crédito de US$ 1 bilhão para o Brasil junto ao New Development Bank (NDB) – banco dos Brics. Os recursos serão destinados ao Programa Emergencial de Acesso a Crédito. 

Edição: Fábio Massalli

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Política Nacional

Presidente defende voto impresso nas eleições durante live

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O presidente Jair Bolsonaro voltou hoje (29) a defender a utilização do voto impresso nas eleições durante a realização de live semanal, que nesta quinta-feira, excepcionalmente, durou 2 horas e 49 minutos. Normalmente, a live presidencial tem a duração de cerca de 1 hora. 

Durante transmissão realizada pelas redes sociais, e que teve, entre outros, a participação do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, foram apresentados vídeos de eleitores que foram às urnas em eleições anteriores apontando supostos indícios de fraudes na utilização da urna eletrônica.

“Voto impresso auditável e contagem pública dos votos é um instrumento de cidadania e paz social, garantia de paz e prosperidade, de harmonia entre os Poderes. Nenhum Poder é absoluto, todos nós temos limites. O que o povo quer, e nós devemos atendê-lo, é exatamente um sistema de votação onde se possa ter a garantia de quem se votou, o voto vai para aquela pessoa. Assim, nós conseguiremos, com toda certeza, uma paz no Brasil, conseguiremos antecipar possíveis problemas e nós partiremos para a normalidade”, afirmou. 

Bolsonaro desafiou aqueles que cobram que ele apresente provas de que há fraude na urna eletrônica a mostrarem que o sistema não pode ser fraudado. “Será que se fazer eleições é seguro, é blindado? Os que me acusam de não apresentar provas, eu devolvo a acusação. Me apresente provas [de que a urna eletrônica] não é fraudável”.

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O presidente também disse que defende a realização das eleições. “Eu quero eleições no ano que vem, vamos realizar eleições ano que vem, mas eleições limpas, democráticas, sinceras”, afirmou.

TSE

Mais cedo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a defender a segurança da urna eletrônica. Durante um evento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre, o ministro voltou a reafirmar que jamais foi registrada nenhuma fraude desde a implantação das urnas eletrônicas, em 1996.

De acordo com o ministro, antes das urnas eletrônicas, urnas de lona desapareciam, votos em branco viravam votos para candidatos e “toda eleição tinha a suspeição da fraude”. 

Barroso disse que a decisão sobre a adoção do voto impresso no país é do Congresso Nacional, mas considera que a medida não é segura. “Ele [voto impresso] precisa ser transportado. Estamos falando de 150 milhões de votos em um país em que muitas regiões têm problemas de roubo de carga, milícias e facções criminosas. Vamos criar um mecanismo de auditoria que vai trazer insegurança, riscos para o sistema”. 

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O ministro reafirmou que o voto eletrônico é auditável.  “Gostaria de desfazer a crença de que voto impresso e voto auditável sejam a mesma coisa. O voto eletrônico é auditável quando tudo começa, porque o programa tem seu código-fonte aberto a todos os partidos. A urna produz um arquivo digital chamado registro digital do voto e qualquer partido pode pedir e imprimir os votos. O sistema é seguro, transparente e auditável em muitas de suas etapas”.

Pela sua conta oficial no Twitter, o TSE respondeu à live do presidente. Entre outras postagens, o tribunal postou que “investigadores da edição de 2019 do Teste Público de Segurança (TPS), entre os quais, peritos da @policiafederal, admitem que novas barreiras de segurança da urna eletrônica são eficazes”.

Edição: Fábio Massalli

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