conecte-se conosco


Saúde

Rio tem 600 mil pessoas aptas a tomar o reforço da vacina

Publicados

em


Entre os 5,4 milhões de pessoas da cidade do Rio de Janeiro que já completaram o esquema vacinal básico contra a covid-19, com duas doses ou a dose única, cerca de 600 mil já estão aptas a receber a dose de reforço, mas ainda não retornaram aos postos.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alertou que a proteção oferecida pelas vacinas diminui ao longo do tempo, por isso há a necessidade de reforçar a imunização após 4 meses da segunda dose, para não colocar a campanha de vacinação em risco.

Os painéis da prefeitura indicam que 456,6 mil pessoas tomaram a primeira dose da vacina e não retornaram aos postos para completar o esquema básico contra a covid-19. Outras 16,7 mil não receberam nem a primeira imunização. Esses números vêm diminuindo gradativamente, já que na semana passada eram 470 mil sem a segunda dose e 19 mil sem nenhuma.

Da população total da cidade, 87,7% receberam a primeira dose, 82,1% estão com a segunda dose ou dose única e 33,5% já tomaram a dose de reforço. Da população elegível para tomar a vacina a partir dos 5 anos de idade, 92,3% receberam a primeira dose e 87,4% estão com o esquema de duas doses completo.

Veja Também:  Ovo: o alimento que aumenta a imunidade! 

De acordo com a Fiocruz, quem teve covid-19 precisa aguardar 30 dias para se vacinar, contados a partir do início dos sintomas ou da testagem positiva, em caso de assintomáticos.

Vacinação infantil

Até o momento, foram vacinadas 70,1 mil crianças de 5 a 11 anos de idade na cidade, o que equivale a 13% do total de 560 mil esperadas pela prefeitura. Desse total, 2.405 são portadoras de alguma comorbidade e 1.534 são crianças com deficiência. Meninos e meninas nessas condições podem ser levadas aos postos em qualquer dia, independente do calendário por idade.

Hoje (27), podem ser vacinadas as crianças de 9 anos de idade e amanhã e no sábado é a vez das de 8 anos de idade ou mais. Na próxima semana, volta o esquema de um dia para meninas, outro para meninos e o terceiro para a repescagem, em idade decrescente, terminando o cronograma no dia 9 de fevereiro com a repescagem para crianças a partir dos 5 anos de idade. Porém, de acordo com a disponibilidade de doses, a Secretaria de Saúde informou que pode adiantar o calendário.

Veja Também:  Pesquisa revela aumento de transtornos psiquiátricos após-covid-19

Situação epidemiológica

Entre os 228 mil casos confirmados apenas este mês de janeiro na cidade, o que já corresponde a 77% de todos os casos registrados de covid-19 em todo o ano de 2021 e ultrapassou em 4% o total dos casos de 2020, 11 mil foram em crianças até 9 anos de idade e 15,2 mil em jovens de 10 a 19 anos de idade. Os casos graves somam 1.071 este ano e os óbitos chegaram a 160.

Das 1.218 pessoas que precisaram de internação na rede municipal este mês por covid-19, 202 foram de pessoas com menos de 40 anos de idade. No momento, o painel da prefeitura indica 750 internados por covid-19.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Propaganda

Saúde

Maior banco de leite humano do mundo integra rede da Fiocruz

Publicados

em

Por

O hospital do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas foi inaugurado em 1918. Na época, era chamado de Hospital de Doenças Tropicais. Sua construção fez parte do projeto de reformulação da saúde pública brasileira elaborado por Oswaldo Cruz.

A unidade de saúde tinha um papel estratégico para tratar pacientes com diversas doenças infecciosas. Inicialmente, recebeu pessoas com doença de Chagas e foi um centro de referência durante a gripe espanhola.

Em 1925, o médico Evandro Chagas começou a trabalhar no Hospital de Doenças Tropicais. Ele desenvolveu diversos estudos para descobrir a cura para a doença de Chagas e também atuou em pesquisas voltadas a reduzir as doenças transmitidas por insetos principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. O médico morreu em um acidente aéreo em 1940, e o hospital recebeu o nome de Evandro Chagas para homenagear o profissional.

Atualmente, a unidade de saúde, que integra a rede de atendimento médico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), trata doenças infecciosas como aids, tuberculose, dengue, zika e chikungunya. A diretora do Instituto Valdiléa Veloso diz que a atenção principal é para as chamadas doenças negligenciadas que atingem uma população mais pobre.

“A rede privada investe poucos recursos para tratar estas doenças por isso o trabalho do Instituto é fundamental para oferecer um tratamento gratuito e de qualidade para uma população que enfrenta dificuldades financeiras.”

Nesta quarta-feira (25), a Fiocruz comemora 122 anos.

Veja Também:  Projeto de lei visa instituir Programa Jovem Doador

Banco de leite

Banco de leite humano do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Banco de leite humano do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No primeiro trimestre de 2022, instituto coletou mais de 54 mil litros de leite- Fernando Frazão/Agência Brasil

A Fiocruz também coordena a maior rede de bancos de leite humano do mundo. O trabalho é realizado pelo Instituto Fernandes Figueira, outra unidade da fundação. O leite coletado pelos bancos serve para alimentar recém-nascidos que estão internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais.

Há quase um ano, Rafaele Ribeiro é uma das doadoras do banco de leite. Ela coleta o material em casa e uma vez por semana e entrega o leite para o instituto.

“Eu me sinto muito bem porque estou ajudando a alimentar e a salvar a vida de outra criança. A doação é simples e não prejudica a alimentação do meu filho”.

Nos bancos de leite, o material coletado é analisado em laboratório para verificar os níveis de acidez, gordura e calorias. Depois o leite é pasteurizado para evitar a contaminação. Em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal existe pelo menos uma unidade de banco de leite.  

Danielle Aparecida da Silva é coordenadora do banco de leite humano do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Danielle Aparecida da Silva é coordenadora do banco de leite humano do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A coordenadora do banco de leite humano, Danielle da Silva – Fernando Frazão/Agência Brasil

A coordenadora do banco de leite humano, Danielle Silva, conta que, somente no primeiro trimestre deste ano, foram coletados mais de 54 mil litros de leite que beneficiaram cerca de 56,4 mil bebês.

“O leite é o melhor alimento que existe para um recém-nascido. Quando o bebê está na UTI neonatal, a mãe não pode amamentar e por isso é muito importante a doação porque os médicos usam este leite para alimentar as crianças.”

Além de coletar e de distribuir leite humano, o Instituto Fernandes Figueira desenvolve diversos projetos para orientar as mulheres sobre a maneira correta de amamentar, para evitar que o aleitamento materno seja interrompido de forma precoce.

“A informação é fundamental porque muitas vezes a mulher deixa de amamentar por falta de conhecimento. Aqui no instituto nós ensinamos a maneira correta de amamentar e, com isso, as mães não interrompem precocemente este processo, que é fundamental para o desenvolvimento da criança” diz Danielle.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Em 10 meses, Fiocruz distribuiu 160 milhões de vacinas contra covid-19

Publicados

em

Por

A experiência de mais de 100 anos na produção de vacinas foi fundamental para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguir distribuir, em menos de dez meses, mais de 160 milhões de doses da vacina Oxford/Astrazeneca contra a covid-19 ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do governo federal. A instituição celebra, nesta quarta-feira (25), 122 anos.

O acordo assinado pela fundação também permitiu a transferência de tecnologia. A vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber, diz que esta cláusula do contrato foi fundamental para garantir a autonomia nacional e permitir que todo processo de produção fosse realizado na própria fábrica: “Não dependemos mais da importação de produtos como o IFA, o ingrediente farmacêutico ativo. Desta forma conseguimos oferecer uma resposta mais rápida para a população.”

Servidor da Fiocruz prepara vacina de Oxford/AstraZeneca para a primeira aplicação no Brasil. Servidor da Fiocruz prepara vacina de Oxford/AstraZeneca para a primeira aplicação no Brasil.

Em janeiro de 2021, servidor da Fiocruz prepara vacina de Oxford/AstraZeneca para a primeira aplicação no Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

Para 2022, a previsão é que o Bio-Manguinhos produza mais de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19.

A Fiocruz também avalia a eficiência dos imunizantes. Uma pesquisa está analisando os efeitos da Astrazeneca em cerca de 6,5 mil moradores do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. O pesquisador da Fiocruz Fernando Bozza diz que eles vão ser acompanhados durante dois anos. “O objetivo é estudar a necessidade da aplicação de novas doses ou possíveis mudanças na fórmula original. Isto vai ser possível com este monitoramento que vai avaliar a produção de anticorpos na população e o nível de eficácia da vacina”, conta Bozza.

Tratamento

Além de produzir e analisar a eficiência das vacinas, a Fiocruz também trata pacientes com covid-19. Para enfrentar a fase crítica da pandemia, foi construído um hospital com 173 leitos. Toda a obra foi realizada num prazo recorde de 12 semanas.

A pedagoga Kátia de Chiara foi tratada no Centro Hospitalar da Fiocruz. Ela ficou 25 dias internada no hospital e conta como foi o atendimento:

“Quando eu entrei no local achei que não iria sobreviver. O meu quadro era grave e só consegui superar a doença devido ao trabalho dedicado de médicos e enfermeiras da Fiocruz. Além do tratamento da covid, eles também me davam apoio psicológico para amenizar a saudade da família provocada pelo isolamento.”

Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19. Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19.

Centro Hospitalar para a Pandemia de covid-19, construído em 2020 pela Fundação Oswaldo Cruz – Divulgação/ Leonardo Oliveira /Fiocruz

No Centro Hospitalar da Fiocruz, trabalha uma equipe multidisciplinar com mais de 600 profissionais. O coordenador médico da unidade, André Japiassu, diz que o hospital também recebe pacientes com outras doenças infecciosas.

“Como o número de casos de covid diminuiu estamos usando a estrutura para tratar diversos casos graves de infecção. A estrutura moderna do hospital ajuda no tratamento. Uma das grandes vantagens são os leitos isolados em quartos com pressão negativa, o que impede que o ar do local circule pelo hospital evitando a contaminação de outras pessoas.”

O médico André Japiassu diz ainda que os pacientes tratados no hospital da Fiocruz e em outras unidades de saúde do país agora vão poder contar também com um remédio para tratar a covid-19 que vai ser produzido pela fundação.

Trata-se do molnupiravir, um antiviral que ajuda a evitar os casos graves da doença. “Produzir o medicamento na fundação vai gerar uma autonomia que garante a segurança na distribuição. O molnupiravir administrado nos hospitais já mostrou que é eficiente para evitar o agravamento da covid-19”, destaca.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

Comentários Facebook
Veja Também:  Em 10 meses, Fiocruz distribuiu 160 milhões de vacinas contra covid-19
Continue lendo

QUEREMOS SABER SUA OPINIÃO

EM SEU PONTO DE VISTA A GESTÃO AZENILDA PEREIRA SERÁ?

Barra do Bugres e Região

Mato Grosso

Agronegócio

Mais Lidas da Semana