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Agronegócio

Rodada de encontros em Mato Grosso debate protagonismo e liderança feminina no agronegócio

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Leandro Nascimento

Força da mulher nos negócios do campo pautou discussões em Sinop; Sorriso também receberá evento

A presença feminina nos negócios do campo tem crescido. Sejam exercendo funções dentro ou fora da porteira, atuando como agricultoras, pecuaristas, em cargos de gestão, liderança, administração, entre outros, as mulheres têm participado nas diferentes ocupações e de forma efetiva. Mesmo em um universo ainda dito como masculino, elas vêm rompendo barreiras e paradigmas.

Pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), com o patrocínio da Bayer, DuPont, Adama, Matsuda e Yara, mostra, no país, a agricultura, a produção animal, a agropecuária e a agroindústria como campos onde a atuação profissional feminina também ocorre. Oitocentas e sessenta e duas mulheres residentes nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e atuantes no agronegócio (dentro e fora da porteira) foram ouvidas.

De acordo com o estudo, 59,2% delas ocupam cargos de proprietárias ou sócias no setor agro, 10,4% posições de diretora, gerente, administradora, coordenadora e 30,5% de funcionária, colaboradora. 36,2% do público feminino escolheu trabalhar na área por gostar da vida no campo; outros 34% porque membros da família já atuavam, indicaram os dados de 2017. Em Sinop (MT) desde 1977, e com atuação na agricultura a partir dos anos de 1980, Rosa Schorr Flach é um dos exemplos que os números da pesquisa identificam. “Começamos com lavoura. Primeiro arroz, depois soja e milho. Eu gosto dessa realidade, sempre convivi com isso e é muito bom”, destaca, em uma referência à trajetória da família, toda envolvida com os negócios no campo.

Atuando na parte financeira nos negócios da família, Elizete Borges também é o retrato da participação da mulher no agro. “Nós, mulheres do agro, estamos sempre procurando inovar e ajudar a família no que a gente pode”, frisa.

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Rosa e Elizete são dois dos inúmeros exemplos existentes em Mato Grosso, Estado que detém o status de principal produtor brasileiro de grãos e carne, e onde o protagonismo feminino também se consolida no campo. O Estado sediou a 4ª edição do encontro Mulheres de Impacto, promovido pela Impacto Insumos Agrícolas e a Lavoro Agro, com apoio da Adama Brasil, e que discutiu a força feminina, seu papel e as transformações no campo. Toda a agenda foi realizada em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, no sábado, 09 de novembro.

“O objetivo do Mulheres de Impacto sempre foi integrar a mulher no agro também. Procuramos trazer informações que agreguem no dia a dia, no negócio e que possam ser lembradas nas tomadas de decisões de cada produtor”, enfatiza Luiz Caleffi, sócio proprietário da Impacto Insumos e Lavoro Agro.

O momento integrou clientes, colaboradoras da empresa e mulheres com atuação destaque nas áreas do agronegócio. A sucessão familiar, a gestão familiar no agronegócio e a troca de experiências a partir de inúmeros casos de sucesso também pautaram as discussões. Nas palavras da consultora Mariely Biff, co-autora do Livro Mulheres do Agronegócio, o protagonismo e a visão da mulher vêm colaborando com a evolução do agronegócio e rompendo com as dificuldades do meio.

“Liderança feminina, empoderamento, protagonismo feminino. As mulheres são importantes nesse setor e para a condução das propriedades, na condução dos negócios. As mulheres são curiosas, corajosas e têm algumas habilidades que somam muito também nessa gestão compartilhada com os esposos, com a família. As mulheres têm uma visão mais sistêmica da propriedade e são muito mais sensíveis para entender e interpretar algumas demandas. Temos que crescer e ajudar a ter um agro cada vez mais forte”, enfatiza Mariely.

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Daiana Lutz, gerente de Desenvolvimento Humano da Terra Verde Holding, de São Paulo, destaca que a posição assumida pela mulher é cada vez mais embasada por conhecimento e que busca fortalecer o agronegócio. A gestora também participou, na cidade mato-grossense, do Mulheres de Impacto. “Percebemos que vem crescendo, a cada dia, a importância delas. Elas que acabam impulsionando, muitas vezes, a agricultura, apoiando os maridos e, cada vez mais, a gente percebe que fazem a diferença”, ressalta.

O encontro também apresentou experiências e relatos de diferentes gerações e figuras do agro por meio do Painel Adama, com as participações de Sônia Beatriz Biazussi Bonato (produtora rural), Deise Tassiana Marchioro Prates (produtora rural), Luana Belusso (engenheira agrônoma e gerente administrativa e financeira na propriedade da família), Eloisa Sérkez (engenheira agrônoma e RTV da Adama em Sapezal), Roseli Giachini (engenheira agrônoma, produtora rural, consultora e membro da Diretoria do Grupo Associado de Agricultura Sustentável) e Daiana Lutz (psicóloga e gerente de Desenvolvimento humano da Terra Verde Holding).

Como parte de seu projeto voltado ao fortalecimento da figura feminina no agro, a Impacto Insumos e a Lavoro Agro levam para Sorriso, a 420 km de Cuiabá, o Mulheres de Impacto no dia 23 de novembro. Na cidade, além de mesa redonda, também será realizada a palestra “Você, protagonista da sua história”, com a produtora rural Adriane Steinmetz, jornalista do grupo Mulheres do Agro Mineiros.

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Confinamento bovino cresce 5% em 2019, para 3,57 milhões de animais, diz Assocon

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Confinamento bovino cresce 5% em 2019, para 3,57 milhões de animais, diz Assocon

O ano de 2019 deve terminar com, aproximadamente, 3,57 milhões de bovinos confinados, alta de 5% em relação a 2018, estimou o presidente da Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso. O resultado tem como base a apuração feita pela entidade em 1.400 unidades de confinamento no País. “Se somarmos a nossa análise com outras realizadas por frigoríficos e demais agentes do mercado, o avanço pode ficar entre 10% e 12% no comparativo anual”, afirma o executivo.

Velloso explica que muitos pecuaristas não conseguiram se beneficiar da atual disparada nos preços da arroba porque não haviam optado pelo confinamento anteriormente e, por consequência, não têm gado terminado para entregar neste fim de ano. No último bimestre, as chuvas vieram com atraso e postergaram a terminação dos animais a pasto para meados de janeiro, quando os preços da carne bovina tendem a arrefecer e afetar a capacidade de pagamento da indústria.

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“A maior parte dos pecuaristas está vendo a arroba em patamar elevado, sem ter animais terminados porque não fez a lição de casa. A mensagem que fica deste ano é que as coisas precisam mudar e a tendência é que a aplicação de tecnologias que conferem produtividade sustentável aumente no ano que vem”, avalia. O presidente comenta, ainda, que é necessário aumentar o foco na gestão de riscos da operação pecuária.Apesar da alta de 5% no confinamento em geral ter sido modesta, Velloso destaca que outras formas de intensificação na terminação do gado cresceram significativamente.

Segundo ele, muitos pecuaristas estão utilizando alimentação suplementada e outras técnicas que permitem uma terminação mais ágil no próprio pasto, sem a necessidade de recorrer a boitéis ou unidades que mantenham o animal em ambiente fechado. “Não conseguimos mensurar os dados de modo preciso, mas seguramente o confinamento a pasto foi o grande salto do segmento no Brasil e praticamente dobrou em 2019”, estima. Esta elevação é atribuída à conscientização dos produtores rurais.

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Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

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SOJA: Agricultura alerta produtores sobre riscos da ferrugem asiática

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SOJA: Agricultura alerta produtores sobre riscos da ferrugem asiática

Primeiros esporos – Os primeiros esporos foram observados em um coletor instalado no município de Vitorino. No entanto, não há identificação da doença nas plantas do talhão monitorado. “A presença dos esporos é um indicativo do patógeno (organismo capaz de causar doença) no ambiente, porém não necessariamente significa infecção da doença a campo”, explicou o gestor estadual do Projeto Grãos na Emater-PR, Edivan José Possamai.

Monitoramento – O gerente de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), Marcílio Martins Araújo, também destacou que é natural que ocorra aparecimento de esporos a cada ciclo, “da mesma forma que já tivemos em outros anos”. “Mas é um indicativo de que eventualmente a doença pode se desenvolver, por isso há necessidade de que os técnicos e agricultores aumentem o monitoramento da lavoura”.

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Alerta – Segundo Possamai, uma das tarefas que cabem aos produtores de soja e técnicos é fazer a inspeção das folhas para observar se há sintomas da doença. Além disso, os agricultores devem acompanhar semanalmente as informações da rede formada por 240 coletores de esporos espalhados pelo Estado, acessando http://www.emater.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=349.

Eficiência – “Esse é um instrumento que o Estado oferece para melhorar a eficiência do manejo da ferrugem asiática da soja”, ressaltou. Por meio da rede, é possível acompanhar, a partir da confirmação dos esporos, o possível desenvolvimento da doença nos demais municípios da região e do Estado.

Apoio – Os técnicos reforçam, no entanto, que os dados dos coletores são apenas mais uma ferramenta de apoio no manejo da doença. Para que seja realizado o manejo químico da ferrugem com o uso de fungicidas, além dessa informação devem ser levados em conta a inspeção foliar, o estádio de desenvolvimento da cultura e condições climáticas.

Ferrugem da soja – A doença é causada por um fungo. Em razão de sua agressividade e potencial de redução de produtividade é uma das maiores preocupações dos produtores de soja. Quando a doença se instala provoca a desfolha precoce, podendo comprometer a completa formação dos grãos.

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Disseminação – Os esporos são facilmente disseminados pelo vento, por isso a importância dos coletores instalados no Estado. A folha doente apresenta pequenos pontos de cor mais escura na parte superior. Na parte de baixo, é possível perceber pequenas ondulações. Ali o fungo produz os esporos. A tendência é que essas ondulações tomem uma cor castanha mais escura que o restante da folha.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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