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Mato Grosso

Saúde ao léu: falta médico nos presídios de MT e quem está solto também corre riscos

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Doenças infecciosas se proliferam dentro dos muros e saem junto com visitantes e funcionários

Caroline Rodrigues

Um salário pouco atrativo e um ambiente mais arriscado que o normal afastam os médicos do atendimento nas penitenciária de Mato Grosso, o que causa sérios impactos na gestão do sistema e na saúde pública do Estado como um todo.

Em Juína (750 km de Cuiabá), por exemplo, já foram realizado quatro processos seletivos e não apareceram interessados nas vagas de trabalho em nenhum deles.

Segundo a coordenadora de Saúde Penitenciária, Lenil da Costa Figueiredo, os profissionais chegam a ganhar R$ 30 mil nos municípios mais distantes da Capital. Um valor 500% superior ao que é o oferecido pelo governo do Estado: R$ 5 mil para 20 horas semanais de trabalho.

Nas regiões metropolitanas, os quadros estão completos, garante a coordenadora. Porém, quase todos os cargos são por contrato, uma vez que existem apenas três médicos concursados na ativa.

Grande parte aposentou-se e os aprovados nas provas recentes, desistiram antes mesmo de assumir.

Quadro de profissionais está completo, mas há superlotação e falta de medicamentos. (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) mostram que, nas unidades de Cuiabá, atuam 77 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos, dentistas, assistentes sociais, psicólogos e fisioterapeutas).

“Quanto mais distante da Capital, mais difícil é para encontrar um profissional. Eles são valorizados pelos municípios e não aceitam o que é oferecido”.

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Problema de quem não cometeu crime

Figueiredo explica que a população precisa entender que os presos recebem visitas e estas pessoas circulam foram da cadeia, assim como os trabalhadores do sistema. Sendo assim, qualquer surto de doença dentro dos muros do presídio, logo atinge a cidade como um todo.

“Temos que considerar vários fatores com a superlotação, que é um problema crônico em todo o país. Em ala construída para 27, temos 100, um ambiente favorável para disseminação de doenças infecciosas”, alerta a coordenadora.

Além das questões ambientais, Figueiredo lembra dos custos e transtornos que causa um deslocamento de preso até as unidades de saúde externa. Estamos falando de escolta, risco de fuga, além do constrangimentos causados para os demais pacientes.

Coordenadora de Saúde Penitenciária, Lenil Figueiredo defende parceria com municípios  (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Parceria é a solução

A coordenadora acredita que a solução definitiva para o problema é a adesão dos municípios à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP).

Quem aderir, receberá uma espécie de abono para que a equipe que atende a cidade, faça plantões uma ou duas vezes por semana nas unidades prisionais.

O objetivo do governo é conseguir fechar com 51 municípios. Os primeiros contatos despertaram interesse em oito: Poconé, Várzea Grande, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Porto Alegra do Norte, Diamantino e Rosário Oste.

A administração já tem a equipe pronta, não custará nada e ainda não terá o transtorno de receber os presos em unidades de saúde do município. Afinal de contas, o Estado não pode deixar o preso sem tratamento e o SUS é universal”, explica.

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Quem não aderir vai responder na Justiça

Secretário-chefe da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Flávio Ferreira assegura que, até o momento, a adesão é voluntária, mas futuramente os municípios que se recusarem a contribuir, serão acionados na Justiça.

Ferreira explica que a situação é crítica e envolve toda saúde pública, já que os casos de hanseníase e tuberculoses estão cada vez mais frequentes e não existe isolamento para os pacientes.

O diagnóstico é demorado e os presos ainda precisam enfrentar a falta de medicamentos.

OAB, Defensoria e Ministério Público entrar na Justiça contra municípios que não aderirem (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

“Em alguns casos, o diretor [da unidade prisional] compra remédios com o dinheiro arrecadado nas cantinas ou pede para os parentes levarem”, explica.

De acordo com o presidente da comissão, são muitos visitantes que têm contato com o ambiente infectado e depois pegam ônibus, vão ao banco e transitam por vários locais.

Fonte: O Livre

 

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Mato Grosso

Mato Grosso apresenta reduções de homicídios dolosos, feminicídios, roubos e furtos

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Apesar do aumento de ocorrências envolvendo drogas, o Estado aumentou a apreensão em 63%, somando mais de 8 toneladas até o momento

Julia Oviedo | Sesp-MT

Na avaliação do secretário Alexandre Bustamente, isso se deve principalmente à integração entre forças de segurança estaduais e federais, além dos investimentos – Foto por: PMMT,

O estado de Mato Grosso apresentou redução nos principais índices de criminalidade nos primeiros cinco meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2020. Os casos de homicídios dolosos reduziram 7%, com 316 ocorrências, perante 339 no ano passado. Já o número de feminicídios reduziu 30%, passando de 27 casos no anterior para 19 neste ano.

Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança Pública, vinculada à Adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Ainda em relação a crimes contra a vida, o roubo seguido de morte teve aumento de 14%, com 14 casos no ano passado e 16 neste ano.

Outros índices que também reduziram foram: roubos (-28%), furtos (-10%), roubo de veículos (-41%) e furto de veículos (-26%). Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, a redução dos principais índices acaba refletindo em uma maior sensação de segurança.

“São números que quando apresentam redução, você consegue perceber um grande aumento da sensação de segurança por parte da população, principalmente relacionado a roubos e furtos, que causam um incômodo muito grande para o cidadão”, disse Bustamante.

Tráfico de drogas

As ocorrências de tráfico e uso de drogas tiveram um aumento de 38% em relação a 2020. Em contrapartida, o número de apreensões de drogas em todo o estado aumentou 63%, passando de 5 toneladas em 2020 para mais de 8 toneladas de entorpecentes apreendidos este ano.

Na avaliação do secretário, isso se deve principalmente à integração entre forças de segurança estaduais e federais, além dos grandes investimentos, que chegaram a mais de R$ 200 milhões.

“Nós temos a integração e o uso da inteligência como fator forte no estado. E os investimentos que o governo tem feito, com por exemplo um maior número de viaturas, investimentos em radiocomunicação digital, policiais em mais cantos do estado em circulação, possibilitando uma diminuição dos índices criminais”, finalizou Bustamante.

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Mato Grosso

Quarta-feira (16): Mato Grosso registra 434.016 casos e 11.549 óbitos por Covid-19

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Há 445 internações em UTIs públicas e 367 em enfermarias públicas; taxa de ocupação está em 83% para UTIs e 42% em enfermaria

Rose Velasco | SES-MT

Um total de 350.769 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) – Foto por: Tchélo Figueiredo

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (16.06), 434.016 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 11.549 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 2.096 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 434.016 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 12.863 estão em isolamento domiciliar e 407.880 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 445 internações em UTIs públicas e 367 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 83,65% para UTIs adulto e em 42% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (90.308), Rondonópolis (31.549), Várzea Grande (29.427), Sinop (21.092), Sorriso (15.018), Tangará da Serra (14.872), Lucas do Rio Verde (13.308), Primavera do Leste (11.054), Cáceres (9.359) e Alta Floresta (8.279).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 350.769 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 682 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na terça-feira (15.06), o Governo Federal confirmou o total de 17.533.221 casos da Covid-19 no Brasil e 490.696 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 17.452.612 casos da Covid-19 no Brasil e 488.228 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta quarta-feira (16.06).

Recomendações

Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

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