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Senado pode votar medidas de proteção ao trabalhador na pandemia

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O Senado deve analisar em breve uma proposta que institui uma série de medidas de proteção para trazer mais segurança ao retorno, reinserção ou continuidade do trabalhador no ambiente de trabalho. O PL 2.477/2021 determina ao Poder Executivo a criação de normas regulamentadoras (NRs) durante o período de enfrentamento à covid-19.

O texto, apresentando pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), estabelece que as normas deverão levar em consideração as variações dos índices locais de transmissão, assim como as cautelas sanitárias pertinentes às particularidades de cada atividade laboral. Além disso, a elaboração das normas será feita com base em consultas públicas, em que deverão ser ouvidos o Ministério Público do Trabalho (MPT) e as entidades sindicais dos trabalhadores e empregadores dos setores cujas atividades estejam ou possam ser suspensas. 

“A nova realidade imposta pela pandemia demanda dos empregadores a implementação de todas as medidas antecipatórias destinadas a eliminar ou mitigar os impactos do novo coronavírus. Soma-se a isso que, com o agravamento da crise sanitária, diversos governos estaduais e municipais, com base em dados e informações científicas, têm procurado adotar isolamento social rigoroso, inclusive com a suspensão de atividades econômicas, visando diminuir os percentuais de contaminação da população”, diz o autor na justificativa do projeto.

Níveis de risco 

Na proposta, as atividades laborais são classificadas em quatro níveis de risco: altíssimo, alto, médio e baixo. O texto ainda especifica normas internas e protocolos de retorno para as atividades consideradas de altíssimo, alto e médio risco. Entre as atividades de maior risco, por exemplo, estão aquelas que envolvem potencial de exposição a fontes conhecidas ou suspeitas de covid-19, contato direto com grande número de pessoas no local de trabalho ou em trânsito, circulação em ambientes com pessoas sabidamente suspeitas de contaminação ou já diagnosticadas, ou ambientes de trabalho em que a distância seja menor que dois metros entre trabalhadores.

Nos casos de alto risco, os empregadores deverão garantir, no mínimo, a testagem de retorno de todos os trabalhadores, pelo menos 48 horas antes do reinício da atividade laboral, e testagem regular por amostragem, em prazo não superior a 30 dias. Também terão de disponibilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) gratuitos e formar grupos de profissionais de atuação conjunta que poderão ser afetados parcial ou totalmente pelas medidas de suspensão das atividades.

A classificação é feita de acordo com os moldes propostos pela Occupational Safety and Health Administration (OSHA-US) e adotado pelos Estados Unidos da América. “País este, inclusive, que já tem mais da metade da sua população vacinada e sem mais a obrigatoriedade do uso de máscaras”, escreve o autor do projeto. 

Segundo a proposição, o Poder Executivo deve emitir um modelo de protocolo padrão para micros e pequenas empresas e para microempreendedores individuais (MEI), priorizando a simplificação dos procedimentos. O protocolo incluirá, no mínimo, máscara com nível de proteção PFF2 ou superior, álcool em gel, distanciamento pessoal e equipamentos de proteção individual compatíveis com as atividades desenvolvidas pelos empregados. 

Vacinação 

O texto propõe que, após a finalização das prioridades do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19, a nova etapa deverá contemplar, por ordem de risco, as atividades laborais. Assim, a recusa deliberada, persistente e sem justificativa médica da vacinação, quando disponível, será considerada justa causa para demissão. 

Dessa forma, a rescisão do contrato de trabalho deverá obrigatoriamente conter medidas para esclarecimento do trabalhador, fornecendo todas as informações necessárias para elucidação a respeito do procedimento de vacinação e das consequências jurídicas da recusa. 

Trabalho remoto 

Enquanto durar a pandemia, será obrigação dos empregadores disponibilizar infraestrutura, materiais, equipamentos de tecnologia e serviços de dados e de telefonia necessários à prestação do teletrabalho, trabalho em domicílio (home office) ou a distância pelo empregado, além de cumprir e fazer cumprir os limites de jornada, as pausas e os intervalos laborais, determina a proposta. 

As despesas decorrentes da disponibilização da infraestrutura ou de equipamentos não poderão ser descontadas dos salários dos empregados. De acordo com o projeto, até mesmo o reparo dos bens fornecidos deverá ser reembolsado pelo empregador.

Ainda não há data prevista para a análise da proposta pelos senadores.

Fonte: AMM

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Cooperativas de Trabalho e a Nova Lei de Licitações

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O Sistema OCB/MT realizará o Seminário “Cooperativismo de Trabalho e a Nova Lei de Licitações”, no próximo dia 12 de agosto, a partir das 08h (horário de MT), com transmissão pelo Canal do Youtube do Sistema OCB/MT – https://www.youtube.com/c/ocbmt/featured. A proposta da live é consolidar e padronizar o entendimento, em relação a legalidade da participação das cooperativas de trabalho em licitações, assunto de interesse de todo movimento cooperativista brasileiro.

A luta das Cooperativas de Trabalho tem sido árdua nos últimos anos, já que as Cooperativas de Trabalho vêm enfrentando alguns obstáculos quanto à sua participação em processos licitatórios junto às entidades públicas.

“Esse Seminário visa elucidar muitas dúvidas. Vamos debater sobre a nova lei de licitações para desmistificar esse paradigma de que existe insegurança jurídica para o órgão contraente, ao contratar cooperativas para prestação de serviços terceirizados. Vamos mostrar que a contratação de cooperativas é mais econômica para o contratante, tem mais flexibilidade operacional, proporciona maior distribuição de renda e ganho social, tem mais facilidade para demandas sazonais, entre outros benefícios”, comentou o representante das Cooperativas de Trabalho de MT, Vanderlei Borges.

Borges ressalta ainda que “se o problema é o risco trabalhista, esse Seminário vai ser um grande avanço na discussão da consolidação e padronização do entendimento de produção de editais e licitações públicas que deem segurança jurídica para os gestores dos órgãos contratantes”.

As cooperativas de trabalho possuem importante papel ao se constituírem como uma forma extremamente democrática de acesso ao mercado de trabalho. No Brasil, em 2019, eram 925 Cooperativas de Trabalho, com 198.466 mil associados e 5.105 empregados, que somaram mais de R$ 1 bilhão em ativos e devolveram aos cofres públicos valor superior a R$ 99 milhões.

Mato Grosso conta com 14 Cooperativas de Trabalho, envolvendo 13.388 cooperados conforme dados da Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso – Sistema OCB/MT, com dados de 2019.

O evento conta com palestra magna do Professor Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, especialista de renome nacional, sobre a Nova Lei de Licitações. Jacoby, além de advogado é mestre em direito público, professor de direito administrativo, escritor, consultor, conferencista e palestrante.

O evento conta ainda com a participação da Assessora Jurídica da OCB Nacional, Ana Paula Andrade Ramos Rodrigues, que vai falar sobre o Papel da OCB Nacional no Cooperativismo de Trabalho e as ações que são desenvolvidas para garantir segurança jurídica necessária para o desenvolvimento das cooperativas no que tange os processos de licitações e outros pontos, pertinente às cooperativas. O Seminário também vai contar com a participação de Laércio Costa Garcia, Controlador Geral do município de Sorriso/MT, que apresentará a visão da Prefeitura quanto ao cooperativismo de Trabalho em MT.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios AMM, Neurilan Fraga, destaca que a instituição vai mobilizar os prefeitos e técnicos municipais para participar do evento, considerando que o assunto é de grande importância para os gestores, pois muitas cooperativas de trabalho prestam serviço para as prefeituras.

“Será uma oportunidade para que os gestores e equipes esclareçam dúvidas sobre as contratações das cooperativas, de acordo com as normas legais, visando garantir maior segurança aos atos da gestão e alinhar procedimentos entre os prestadores de serviço, prefeituras e órgãos de controle externo”, ressaltou Neurilan Fraga.

O seminário vai contar com a participação dos principais agentes do cooperativismo brasileiro e tem o apoio na realização do Sistema OCB, da AMM e da Prefeitura de Sorriso.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://forms.gle/3aj4Wu9bMChPNsMz6

Fonte: AMM

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Municípios fecham julho com economia de R$ 5,2 milhões em publicações oficiais

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A economia de R$ 5.283.176,33 que os municípios tiveram em julho com publicações no Jornal Oficial da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM é a segunda maior ano, perdendo apenas para o mês de março, quando a cifra foi de R$ 5.542.891,07. A publicação divulga, sem custos adicionais para os associados, atos oficiais, como leis, decretos, portarias, balanços, editais, extratos de contrato, resultados de licitação, entre outros documentos. Além das prefeituras, Consórcios de Saúde, de Desenvolvimento Econômico e Câmaras também são atendidos.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, destaca que o Jornal é um dos principais serviços oferecidos pela instituição, que busca aprimorar a ferramenta visando um atendimento com cada vez mais qualidade e eficiência. “O Jornal Oficial garante, mensalmente, uma economia significativa para as prefeituras e demais segmentos que utilizam a publicação que contribui também para a transparência dos atos municipais”, assinalou.  

O responsável pelo  serviço, Noides Cenio, explica que os servidores cadastrados possuem login, senha e estão habilitados a fazer a inserção das matérias no sistema. Essa medida garante maior autonomia aos municípios, além do controle integral sobre o conteúdo divulgado. O Jornal pode ser acessado através de um link no site da AMM (https://diariomunicipal.org/mt/amm/).

Lançada em 2006, a publicação era inicialmente disponibilizada apenas de forma impressa. Para atender a demanda e modernizar o serviço, em 2011 a AMM lançou a versão eletrônica, garantindo agilidade, facilidade de acesso e segurança, pois todas as publicações vêm acompanhadas por certificado digital. As medidas ampliaram, gradativamente, a adesão das prefeituras. Para utilizar o jornal, a prefeitura precisa ser filiada à AMM e aprovar na Câmara uma lei, reconhecendo o Jornal como veículo oficial de publicação dos atos municipais. 

Fonte: AMM

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