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Social Commerce e Venda Direta: solução para a geração de renda no mundo pós-pandemia

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Por Marina Proença*

Sou do interior e sempre soube que teria que sair da minha cidade para ter as oportunidades de trabalho com as quais eu sonhava e que eram mais justas. Vim para São Paulo, mergulhei de cabeça na minha carreira, mudei de área e empresas sempre em busca do meu propósito maior, que é fazer a vida das pessoas melhor.

Há alguns anos, escolhi direcionar essa missão para ajudar a desobstruir o caminho de mulheres empreendedoras, que assim como eu, tiveram (e ainda têm) que dar muito murro em ponta de faca. Decidi isso porque acredito muito no dinheiro como uma forma de libertação. Uma mulher com sua própria grana tem independência e isso pode mudar tudo na vida dela. Mudou para mim e eu quero proporcionar isso para o maior número de pessoas que eu conseguir. O empreendedorismo consciente é o caminho no qual eu acredito.

Procurando negócios para construir, fui apresentada ao Alejandro Ponce, um empreendedor peruano muito rápido e visionário. Num café que era pra durar 30 minutos, falamos por quase 4 horas. Compartilhamos nosso Ikigai, que propõe uma reflexão do seu propósito a partir de 4 elementos: vocação, paixão, profissão e missão. Entendemos ali que precisávamos aprofundar a ideia de sermos sócios num negócio de impacto, já que esse era o sonho. Ele é o CEO e fundador da Favo, empresa que criamos ano passado como um protótipo e que lançamos oficialmente durante a pandemia.

Inspirado por um modelo muito poderoso na China, Alejandro quis trazer o community buying para a América Latina e me chamou para participar dessa missão. Em poucas palavras, é um e-commerce com uma camada de venda direta que roda em miniprogramas sobre o WeChat.

Esse tipo de negócio gera renda para mulheres, mães de crianças pequenas e pessoas que não têm empregos ou salários fixos. Elas abrem um mercadinho virtual, vendem itens variados e ganham uma comissão por essas vendas. Tudo online e sem necessidade de investimento. Só pra dar uma noção do tamanho, um dos players chineses saiu de só-mais-uma-start-up pro 2º e-commerce mais valioso da China em 5 anos.

Decidi me juntar ao projeto, óbvio.

A nossa empresa, para ter a nossa cara mesmo, tinha que ser no esquema “todo mundo ganha”. Ou seja, tinha que ser boa de números para se manter em pé, gerar renda para os nossos empreendedores parceiros e, também, ser mais barata e conveniente para o cliente final. Tranquilo, né?

Mas, aqui desse lado do mundo o buraco é mais embaixo. Com os altos custos logístico e de transação quando comparamos ao que tínhamos visto na Ásia, tivemos que fazer adaptações para nossa realidade latinoamericana. Decidimos, então, que nosso trunfo seria algo que ressurgiu durante a pandemia: a comunidade.

Aqui, tudo acontece no WhatsApp. É lá que nossos líderes e clientes estão, então é lá que estaremos também. Muitos grupos. Muitas mensagens. Muito amor para lidar com o desafio de falar com todos ao mesmo tempo.

Às vésperas do Natal do ano passado, botamos na rua nosso protótipo em Lima, no Peru. Em janeiro, planejamos a operação para o Brasil e lançamos dia 8 de fevereiro. Aí veio a pandemia. Tínhamos um mês de vida em São Paulo, 10 funcionários e 3 líderes de comunidade. Em vez de pausar as atividades, decidimos acelerar junto com a demanda, que veio forte. Construímos nossos Centros de Distribuição e toda a estrutura de operação de vendas em meio a um lockdown no Peru e a uma confusão política no Brasil.

Loucura? Mas valeu muito a pena. Estávamos vendo líderes agradecerem o fato de estarmos gerando renda significativa para elas.

É enorme o potencial desse negócio atingir muitas famílias e ajudar a gerar renda para quem precisa. No Brasil, são 130 milhões de usuários de WhatsApp, quatro milhões de vendedores de venda direta e, agora, quase 13 milhões de pessoas buscando fontes de renda no país, que já sexto em faturamento por modelos de venda direta.

A penetração do e-commerce ainda é pouco representativa, mas, só no mês de abril desse ano, a categoria alimentos e bebidas no e-commerce cresceu quase 300% contra o ano anterior. Em e-groceries, a participação da classe média é quase inexistente, porque até agora ninguém tinha criado algo acessível, com entrega grátis e sem pedido mínimo.

A Favo é a porta de entrada para a compra online de itens de supermercado na América Latina. E, ao mesmo tempo, é uma opção de negócio que gera renda significativa e constante para pessoas que precisam de dinheiro e não tem nada além do seu tempo e dedicação para investir em um negócio tradicional.

Estamos andando. Muitos passos de cada vez (modo startup early stage hyper growth – traduzindo para nossa linguagem simples – correndo para dedéu) e ainda temos muito para (per)correr. Acrescente à corrida a complexidade de um negócio que une retailtech, supermercado, venda direta, pandemia e o fato de ainda estarmos 100% remotos desde o décimo primeiro colaborador.

O modelo de entregas diárias grátis e sem pedido mínimo conquistou nossos clientes. Em pouco mais de 6 meses, somos 130 colaboradores apaixonados pela causa. Trabalhamos com toda a dedicação para entregar a proposta de valor para nossos líderes de comunidade, que são o centro do nosso negócio e nos deram de presente o nome da nossa campanha de lançamento, “Sonhamos juntos”.

Quando falamos de empresa, parece errado falar de amor. Mas, precisamos quebrar esse tabu, porque quando a gente coloca amor no que faz, tudo dá certo. Somos uma comunidade de compra online que acredita que tudo pode ser mais justo. Quando compramos juntos, ganhamos juntos também. Isto é comunidade e esta é a Favo.

*Marina Proença é empreendedora na área de tecnologia, especialista em Marketing e Produto Digital, com experiência em diferentes setores, e muito foco na entrega de valor para cliente final. Apaixonada por criar soluções de impacto real para as pessoas e em desobstruir os caminhos para que o país tenha cada vez mais mulheres empreendedoras bem sucedidas, Marina passou por empresas como Netshoes e ClickBus, liderando times diversos e construindo marcas e negócios de tecnologia, mas é na FAVO que ela exerce seu propósito de vida e busca melhorar a vida das pessoas.

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Unemat divulga edital do Seletivo com 2.570 vagas para 62 cursos em 12 cidades

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Poderão participar deste Seletivo todos os interessados que tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições 2016, 2017, 2018, 2019 ou 2020

Nataniel Zanferrari | Unemat

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) divulgou nesta quarta-feira (21) o edital do Processo Seletivo 2021/2, para ingresso no segundo semestre deste ano. Esta edição oferta 2.570 vagas em 62 cursos, distribuídos em 12 municípios do Estado.

As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas de 26 de julho a 8 de agosto.

O edital pode ser acessado clicando aqui.

ENEM ANTERIORES

Poderão participar deste Seletivo todos os interessados que tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições 2016, 2017, 2018, 2019 ou 2020, e que tenham obtido nota mínima de 200 pontos na Redação da edição apresentada pelo candidato.

No ato da inscrição, o candidato deverá marcar qual opção do curso, câmpus e categoria de cotas ao qual pretende concorrer, além de anexar fotografia e o boletim de desempenho no Enem.

O boletim poderá ser obtido clicando aqui.

Basta informar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a senha do candidato.

O processo seletivo terá duas fases: a primeira será o desempenho no Enem, e a segunda será a análise da documentação e o procedimento de verificação.

Cursos e Câmpus

Esta edição apresenta três turmas únicas de oferta especial em Cuiabá: uma turma de bacharelado em Engenharia de Produção Agroindustrial, uma turma de Tecnologia em Gestão Pública e uma turma de Tecnologia em Gestão de Negócios e Inovação.

O curso de Engenharia terá aulas no período noturno de segunda a sexta-feira e no período diurno aos sábados. Já os cursos de Tecnologia serão no período noturno.

Também será ofertado o curso de bacharelado em Agronomia no município de Querência. O curso é em período integral.

Além dos cursos em Cuiabá e Querência, esta edição também oferta cursos em Alta Floresta, Barra do Bugres, Cáceres, Diamantino, Juara, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.

Cotas

Além das cotas para alunos oriundos de escolas públicas, dentro das quais estão inseridas cotas para indígenas e para estudantes pretos ou pardos, a Unemat também passou a incluir reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCD) a partir do ano passado.

Resultado

As inscrições deferidas serão publicadas no dia 9 de agosto, com a divulgação do desempenho preliminar da primeira fase no dia 12 e a divulgação do resultado preliminar da segunda fase no dia 27.

O resultado final será publicado no dia 1º de setembro, com matrículas de 2 a 9 de setembro.

Todas as informações sobre as etapas do Vestibular e seus editais podem ser acessadas em: www.unemat.br/vestibular.

Confira os cursos e locais

– Administração: Diamantino, Juara, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra

– Agronomia: Alta Floresta, Cáceres, Nova Mutum, Nova Xavantina, Querência e Tangará da Serra

– Arquitetura e Urbanismo: Barra do Bugres

– Ciência da Computação: Barra do Bugres e Cáceres

– Ciências Biológicas: Alta Floresta, Cáceres, Nova Xavantina e Tangará da Serra

– Ciências Contábeis: Cáceres, Nova Mutum, Sinop e Tangará da Serra

– Ciências Econômicas: Sinop

– Direito: Alta Floresta, Barra do Bugres, Cáceres, Diamantino e Pontes e Lacerda

– Educação Física: Cáceres e Diamantino

– Enfermagem: Cáceres, Diamantino e Tangará da Serra

– Engenharia Civil: Nova Xavantina, Sinop e Tangará da Serra

– Engenharia de Alimentos: Barra do Bugres

– Engenharia de Produção Agroindustrial: Barra do Bugres e Cuiabá

– Engenharia Elétrica: Sinop

– Engenharia Florestal: Alta Floresta

– Geografia: Cáceres e Sinop

– História: Cáceres

– Jornalismo: Tangará da Serra

– Letras: Cáceres, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra

– Matemática: Barra do Bugres, Cáceres e Sinop

– Medicina: Cáceres

– Pedagogia: Cáceres, Juara e Sinop

– Sistemas de Informação: Sinop

– Tecnologia em Gestão Pública: Cuiabá

– Tecnologia em Gestão de Negócios e Inovação: Cuiabá

– Turismo: Nova Xavantina

– Zootecnia: Pontes e Lacerda

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Contador Claúdio Lasso lista os 3 motivos que mais causam o desenquadramento do MEI

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O especialista também explica por que é necessário mudar a categoria da empresa caso não se encaixe como micro.

Segundo dados do Mapa de Empresas, do Ministério da Economia, em 2020, o número de Microempreendedores Individuais (MEI) teve um crescimento de 8,4% em relação a 2019. Apesar de ter pouco mais de 10 anos, é o porte de empresa mais comum no país. 

Segundo Cláudio Lasso, contador e CEO da Sapri Consultoria, que atua no mercado de consultoria e auditoria Contábil e Tributária há 17 anos, o Microempreendedor Individual (MEI) é o empresário que trabalha por conta própria e resolve se legalizar como microempresário.

“Esse é o mais recente modelo de empresa brasileira, mais barato e mais fácil de configurar e tem como alvo os profissionais com renda bruta mensal de até R$ 6.750,00”.

De acordo com o profissional, para ser Microempreendedor Individual é necessário:

  • Possuir uma renda bruta de até 81 mil reais por ano, ou seja, R$ 6.750,00 reais de renda bruta mensal.

  • Possuir somente um empregado registrado.

  • Não ter participação em nenhuma outra empresa, seja como sócio, seja como titular.

No entanto, existe uma rigorosa legislação sobre essa categoria de empresa. Muitas empresas que não se encaixam nessa legislação devem fazer optar pela mudança do regime tributário.

“Aconselho fazer um desenquadramento da MEI, para não sofrer penalidades tributárias e efetuar um planejamento contábil, financeiro e tributário”, recomenda Lasso, que listou os 3 motivos que mais causam o desenquadramento do MEI:

  1. O empreendedor pode ser desenquadrado caso ultrapasse o limite de faturamento, R$ 81 mil, anual. A legislação permite que o empreendedor tenha uma margem de 20% para ultrapassar o saldo de faturamento, levando o faturamento até R$ 97,2 mil.

  1. Outra regrinha exigida para se enquadrar no MEI é ter apenas um funcionário com registro em carteira.A partir do momento que o microempreendedor precisar contratar mais de um funcionário, será desenquadrado, tendo que buscar outro regime tributário.

  1. Atualmente, existem mais de 450 atividades enquadradas do MEI. Caso o microempreendedor mude de atividade – sendo que está na lista de atividades permitidas – também precisará mudar de regime.Vale lembrar que todo ano a Receita inclui e exclui diversas atividades da lista. É preciso acompanhar e atualizar o registro para que o Órgão não desenquadre o negócio.

Cláudio ensina o passo a passo para solicitar o desenquadramento:

Para solicitar o desenquadramento, o MEI deve entrar no Portal do empreendedor e seguir os seguintes passos:

– Clicar na aba serviços.

– Quero crescer (desenquadramento);

– Realizar desenquadramento;

– Em Comunicação de desenquadramento do Simei, clique em código de acesso;

– Preencha os dados de CNPJ, CPF e código de acesso;

– Explique o motivo do desenquadramento (faturamento, funcionário, sociedade ou filial).

“Vale lembrar que além de comunicar à Receita Federal, o microempreendedor deve procurar uma Junta Comercial para atualizar o cadastro da empresa”, pontua.

Quem não regulariza a partir do mês de janeiro, passa a recolher o imposto Simples Nacional como microempresa, com percentuais iniciais de 4%, 4,5% ou 6% sobre o faturamento do mês, conforme as atividades econômicas exercidas – Comércio, Indústria e/ou Serviços – (item, 1, alínea “a”, do Inciso II, do §º2º, do artigo 105 da Resolução do CGSN nº 94/2011).

“Esta modalidade é bem utilizada para profissionais autônomos, prestadores de serviço que estão iniciando e também profissionais que querem iniciar uma jornada empreendedora. Na minha opinião, é uma boa forma de testar se o seu produto, ou, serviços será aceito no mercado”, finaliza.

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