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Soja: Mercado em Chicago mantém estabilidade nesta 4ª com foco nas relações China x EUA

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Soja: Mercado em Chicago mantém estabilidade nesta 4ª com foco nas relações China x EUAO mercado da soja segue caminhando de lado e com estabilidade na Bolsa de Chicago à espera de novas notícias, princpalmente sobre a demanda da China nos EUA. Por volta de 8h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,25 e 0,50 ponto nos principais contratos. O vencimento março tinha US$ 8,85, o maio US$ 8,97 e o julho a US$ 9,10 por bushel.

Os traders esperam que a partir de 15 de fevereiro, quando o acordo entre China e EUA entra em vigor, a nação asiática passe a atuar mais efetivamente no mercado americano. Até este momento, porém, as sinalizações de novas aquisições ainda não foram feitas e o movimento mantém pressão sobre os preços na CBOT.

De outro lado, o mercado observa também o avanço da colheita nos EUA, que ainda sofre em determinadas regiões por conta do excesso de chuvas. “O atrasdo na colheita ameniza a pressão sazonal da entrada da nova safra”, diz Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar. “Mas o fator principal continua sendo as relações EUA x China”, completa.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira (12):

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Soja no Brasil pode passar dos R$ 90 nos portos a partir do dia 15/02 caso China sinalize compras nos EUA

Alta viria de um dólar mais forte e de uma retomada dos preços em Chicago

Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foram reportados nesta terça-feira (11) e, sem trazer grandes mudanças, o mercado da soja na Bolsa de Chicago encerrou os negócios, mais uma vez, com estabilidade.

Entre as posições mais negociadas, apenas o vencimento março/20 fechou com uma pequena alta de 0,50 ponto – para US$ 8,84 – enquanto os demais terminaram o dia sem variações. O maio fechou em US$ 8,97 e o julho em US$ 8,97 por bushel.

Embora o USDA tenha trazido um importante aumento nas exportações americanas de soja, bem como nas importações da China, o mercado precisa começar a ver a efetiva volta dos chineses ao mercado dos EUA. E até que isso não aconteça, como explica o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.

As exportações de soja dos EUA foram estimadas em 49,67 milhões de toneladas, contra 48,31 milhões do boletim de janeiro. Já o esmagamento foi mantido em 57,29 milhões. Em contrapartida, os estoques finais foram revisados de 12,93 para 11,57 milhões de toneladas, abaixo da média esperada pelo mercado.

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“Para quem vão estas 11,57 milhões de toneladas?”, questiona Sousa.

Ao mesmo tempo, o USDA ainda trouxe um expressivo aumento da safra de soja do Brasil. A produção brasileira foi estimada em 125 milhões de toneladas, contra 123 milhões da projeção do mês passado. O número fica ainda acima do esperado pelo mercado de 123,8 milhões e do trazido pela Conab nesta terça-feira, de 123,2 milhões.

Da mesma forma, o departamento trouxe ainda uma revisão para cima das exportações do Brasil para 77 milhões de toneladas, reforçando a maior demanda pelo produto nacional, motivada, acima de tudo, por sua maior competitivade pelo preço e melhor qualidade.

E ainda segundo o diretor da Labhoro, os preços para a soja brasileira poderiam ficar ainda melhores caso a demanda chinesa melhore também nos EUA e ajude na recuperação das cotações em Chicago. Para o analista, a referência poderia superar os R$ 90,00 por saca caso, a partir do dia 15, a nação asiática ao menos sinalize compras nos Estados Unidos.

O dólar mais alto também poderia dar força ao movimento.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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