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Soja: Mercado em Chicago sobe nesta 4ª feira após sessões consecutivas de baixa

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Soja: Mercado em Chicago sobe nesta 4ª feira após sessões consecutivas de baixaO mercado da soja opera em alta nesta manhã de quarta-feira (29) na Bolsa de Chicago. Os futuros da commodity, por volta de 7h40 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 5 pontos nos principais contratos, levando o março de volta aos US$ 9,00 por bushel. O maio tinha US$ 9,14 e e o julho, US$ 9,27.

Os preços buscam recuperação depois de duas sessões consecutivas de baixas nesta semana, com a pressão do Coronavírus. Os negócios vêm buscando se estabilizar depois do desequilíbrio generalizado do início da semana e, aos poucos, volta aos seus fundamentos.

“Com o passar dos dias, os fundamentos básicos do mercado agrícola voltarão a tomar as rédeas da tendência de preços”, explicam os diretores da ARC Mercosul.

E entre esses fundamentos, o mercado observa ainda a colheita no Brasil avançando, bem como a segue no aguardo da demanda da China no mercado norte-americano, principalmente depois do dia 15 de fevereiro, que é quando entra em vigor a primeira fase do acordo comercial entre os dois países.

“Os mercados permanecem incertos depois que as preocupações crescentes com a disseminação do Coronavírus na China continuaram pesando nos mercados de commodities. O número de mortos pelo surto aumentou para 132, com quase 1.500 novos casos no último dia. O mercado ainda aguarda sinais de um aumento na demanda chinesa, como prometido na assinatura do acordo comercial da Fase 1”, diz a consultoria internacional Allendale.

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Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja já acumula perdas de 7% em Chicago desde o início de janeiro, Brasil sente pressão

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago buscaram garantir alguma recuperação nesta terça-feira (28) e terminaram o dia apenas com leves baixas – de pouco mais de 1 ponto – se reposicionando à espera das novas notícias ligadas ao surto do coronavírus.

Como explica o analista de mercado e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, há ainda muitas incertezas em torno do vírus e seu contágio e os investidores e traders agora aguardam pela confirmação de algumas informações.

A tensão continua no mercado, e este é um “fato inusitado” para os preços da soja no mercado internacional, que esperava franca recuperação para este começo de ano, com uma safra menor nos EUA e o início de uma recuperação do plantel de suínos na China, como explica o analista. No entanto, esse “fator surpresa” pesa sobre as cotações, que já acumulam uma baixa de cerca de mais de 7% em janeiro na CBOT.

Além do coronavírus, o mercado internacional sente a pressão ainda do avanço da colheita brasileira, como tradicionalmente acontece. E os primeiros reportes de produtividade indicam números melhores do que os registrados em 2019, neste mesmo período.

“Caminhamos para uma safra se não recorde, cheia. Então, são dois fatores que trabalham para pressionar o mercado. Uma oferta maior agora e incertezas sobre a demanda da China por conta desse vírus”, diz Motter.

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PREÇOS NO BRASIL

No Brasil, os preços também sentem a pressão deste momento de baixas em Chicago, embora encontrem algum suporte ainda no dólar. No entanto, como relata o analista da Granoeste, no interior, as referências já perderam algo entre R$ 4,00 e R$ 5,00 por saca a depender de prazos e localização dos lotes.

“Temos um preço interno bastante pressionado, mas o câmbio ajudou um pouco – já que saiu de R$ 4,02, no início do ano, para R$ 4,20”, explica Motter. E também por isso é que nos portos as cotações caíram um pouco menos.

Ainda assim, “apesar de todos os percalços, os preços, embora que em queda, seguem remuneradores e, provavelmente, ainda melhores do que muitos dos negócios realizados de forma antecipada. E tendo comercializado de forma bastante expressiva, o produtor tem espaço para raciocinar e avaliar no decorrer sem precisar correr tanto ao mercado agora”, diz.

“Acredito que se houver uma normalidade até o final de fevereiro podemos ter o ressurgimento da demanda, claro que não níveis pré guerra comercial ou pré peste suína africana, mas pré coronavírus, então podemos ter uma certa normalidade dos negócios, o que não seria nada mal para este momento”, completa Camilo Motter.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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