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Soja opera com estabilidade em Chicago nesta 6ª feira à espera dos números do USDA

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Soja opera com estabilidade em Chicago nesta 6ª feira à espera dos números do USDAO dia é de novos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e, à espera dos números, o mercado da soja opera estável na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (10). Os futuros da commodity, por volta de 7h40 (horário de Brasília), marcavam leves ganhos de 0,50 a 1 ponto.

Dessa forma, o contrato janeiro tinha US$ 9,35 por bushel, o março US$ 9,44 e o maio, US$ 9,57. Segundo analistas e consultores de mercado, a volatilidade causada pelos boletins pode ser limitada em função das poucas mudanças que poderiam apresentar, segundo apontam as expectativas.

Embora os reportes de janeiro, tradicionalmente, não tenham grande peso sobre o andamento das cotações, este ano a situação é diferente, como explica Todd Hultman, analista líder de mercado do portal internacional DTN The Progressive Farmer, em função dos fatores geopolíticos.

“A China e os EUA estão prestes a assinar a primeira fase de um acordo comercial na próxima semana e há uma escalada nas tensões entre EUA e Irã – dois eventos importantes que serão monitorados pelos traders junto com os novos dados do USDA”, diz Hultman.

Além dos relatórios de oferta e demanda e estoques trimestrais, o mercado ainda acompanha o boletim semanal de vendas para exportação, que foi adiado para de ontem para hoje.

“Até conheceremos alguns destes números, o mercado tende a continuar lento, só na espera e ajustando posições”, diz Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da AgroCulte.

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Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Dólar em alta nesta 5ª equilibra mercado no Brasil depois da baixas em Chicago

Lotes remanescentes da safra velha ainda pagam até R$ 3/sc a mais do que a nova no interior do país. Em Chicago, dia de ajuste de posições antes da chegada dos novos números do USDA.

O mercado da soja fechou a quinta-feira (9) em queda na Bolsa de Chicago em um dia de ajustes para as posições antes da chegada dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Assim, o dia terminou com as cotações da oleaginosa cedendo pouco mais de 5 pontos nos principais contratos, o março valendo US$ 9,42 e o maio, US$ 9,42 por bushel.

Segundo explicou o analista de mercado e economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, aas expectativas indicam uma baixa de 1 milhão de toneladas na produção e nos estoques americanos e estes são números já bem absorvidos pelo mercado.

Assim, o compasso de espera permaneceu entre os traders nesta quinta-feira na CBOT. No link abaixo, confira as expectativas completas do mercado para o boletins do USDA que chegam nesta sexta-feira, às 14 (horário de Brasília).

No entanto, os fundamentos do mercado da soja ainda dividem espaço com os fatores geopolíticos, principalmente as relações comerciais entre China e Estados Unidos e a assinatura da primeira fase do acordo comercial que pode acontecer já na semana que vem.

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Para Motter, a data prevista de 15 de janeiro deve, de fato, efetivar esse acordo parcial entre as duas maiores economias do mundo, porém, o mercado precisa conhecer mais detalhes sobre o consenso para que possa se posicionar de forma mais clara. “De quanto serão as compras agrícolas chinesas nos EUA? É isso que o mercado quer saber agora”, diz.

MERCADO BRASILEIRO

O mercado brasileiro, nesta quinta-feira, equilibrou as perdas em Chicago com o dólar em alta, que subiu quase 1% para bater em R$ 4,08 no encerramento do dia. A moeda americana ainda se mantém como importante pilar para as cotações no Brasil e, ainda segundo o analista da Granoeste, a perspectiva de um mercado positivo, ou ao menos estável, para a soja brasileira permanece bastante consistente.

Os negócios fluem bem, com o sojicultor, ainda como explica Motter, escalonando suas operações, dividindo suas atenções entre a comercialização e seus trabalhos no campo.

“O que ainda chama a atenção é a liberação de lotes remanescentes da safra velha, já que há ainda um GAP, falando em Oeste do Paraná por exemplo, de R$ 2,00 a R$ 3,00 por saca, em relação à safra nova. Porém, a partir de meados de fevereiro, já devemos ter um mercado único. Então, o produtor espera por um avanço melhor dos preços”, afirma.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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