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Agronegócio

TRIGO/CEPEA: Agentes focam no campo e na nova safra e limitam negócios; preço segue firme

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Cepea, 19/7/2022 – Os negócios têm sido pontuais no mercado interno de trigo. Isso porque, segundo colaboradores do Cepea, os agentes estão atentos à finalização da semeadura em muitas regiões e já aguardam a entrada da nova safra nacional, que deve ter produção recorde. Além disso, o setor nacional também está atento às estimativas indicando quedas nas produções mundial e da Argentina, que é a principal fornecedora do cereal ao Brasil. Segundo o USDA, a produção mundial 2022/23 está estimada em 771,6 milhões de toneladas, queda de 0,2% em comparação ao apontado em junho/22 e 0,9% menor que a da temporada passada. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário estima que a área com trigo no país diminua de 6,2 milhões de hectares para 5,9 milhões de hectares na safra 2022/23. Assim, a produção argentina também foi reduzida, prevista agora em 17,7 milhões de toneladas. Quanto aos preços no Brasil, apesar da baixa liquidez, seguem firmes, operando acima dos R$ 2 mil por tonelada e apresentando apenas pequenas variações, sobretudo no mercado de balcão. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Agronegócio

Com demanda superior à oferta, preço da laranja se sustenta nesta semana

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Nesta semana, a demanda por laranjas permanece superior à oferta. Na parcial, de segunda a quinta-feira, a laranja pera, na árvore, tem média de R$ 36,91/cx de 40,8 kg, apresentando alta de 3,2% em comparação com a semana passada. 

A laranja rubi, por sua vez, está sendo comercializada à média de R$ 30,66/cx, valorização de 1,8% na mesma comparação. Já para a lima ácida tahiti, a diminuição da oferta neste mês no estado de São Paulo impulsionou as cotações e na parcial desta semana a média de negociação da tahiti é de R$ 41,48/cx, com aumento de 30,7% frente ao período anterior.

Fonte: AgroPlus

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Agronegócio

Com produção superior a 87 milhões de toneladas na 2ª safra, Conab estima recorde para milho

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Conforme aponta o 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (11), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra total de grãos para a temporada 2021/2022 está estimada em 271,4 milhões de toneladas, com aumento de 6,2% no volume colhido em 2020/21, ou 15,9 milhões de toneladas a mais.

O grande destaque do levantamento é o milho, visto que os produtores do cereal deverão colher, na segunda safra, 87,4 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume estimado representará a maior produção registrada na série histórica. A colheita do milho segunda safra segue avançando e ultrapassa 79% da área plantada.

O número estimado leva em consideração a redução de produtividade, quando comparado com o levantamento anterior, devido ao impacto da falta de chuva e ataques de pragas em importantes regiões produtoras, como o Paraná. Em relação ao ciclo anterior, o aumento na produção chega a 44%.

Outra cultura de destaque é o algodão. Com a colheita realizada em mais de 67% da área cultivada e a finalização estimada para setembro, a expectativa é de 2,74 milhões de toneladas da pluma do algodão, 16% superior à safra passada.

Já para o feijão, mesmo com as oscilações climáticas registradas durante o ciclo, a produção da segunda safra, que já está praticamente finalizada, deve alcançar em torno de 1,36 milhão de toneladas, representando um incremento de 19,5% em relação à temporada anterior. Para a terceira safra da leguminosa, os técnicos da Companhia verificaram que as lavouras já foram implantadas e que houve uma redução na área plantada em comparação com a temporada 2020/21. Apesar disso, a produção total do grão ficará próximo a 3 milhões de toneladas.

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Dentre os produtos de inverno, a semeadura das culturas foi finalizada em julho. Para o principal produto semeado, o trigo, estima-se uma produção recorde de 9,2 milhões de toneladas, com aumento de 19,3%, devido de uma maior área plantada, com crescimento chegando a 18% no Rio Grande do Sul. 

Produtos de 1ª safra, como as lavouras de soja e arroz, têm produção estimada em 124 milhões de toneladas e 10,8 milhões de toneladas, respectivamente. O arroz com influência do clima e de uma menor área plantada  teve a colheita reduzida em 8,4% em relação à safra passada. No caso do milho 1ª safra, a produção se manteve praticamente estável, em volume próximo a 25 milhões de toneladas.

Mercad

Neste levantamento, o trigo se destacou, pois encerrou a safra 2021/2022 com os estoques finais totalizados em 722,6 mil toneladas. Para a exportação e importação encerradas no último mês, ajustes foram feitos e a estimativa é de cerca de 6 milhões de toneladas e 3 milhões de toneladas, respectivamente. Para a safra que se inicia, a expectativa é que o estoque finalize em 1,6 milhão de toneladas. 

A Conab ainda alterou o quadro de suprimento da soja, ajustando os estoques finais da oleaginosa para 7,66 milhões de toneladas, conforme indica a pesquisa de estoques divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse aumento dos estoques finais da safra 2020/21 também acarretou expectativa de um maior estoque de passagem na safra 2021/22, saindo de 4,65 milhões de toneladas para 5,98 milhões de toneladas.

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Em decorrência das fortes vendas para o mercado externo entre janeiro e julho de 2022, dos elevados preços internacionais e das margens de esmagamentos positivas, a estimativa nas exportações de óleo também sofreu elevação, passando para 2,1 milhões de toneladas.

Para o milho, em relação ao último levantamento, houve um pequeno ajuste no consumo interno, além de um incremento de 80,2% das exportações do grão, com estimativa de 37,5 milhões de toneladas embarcadas. Os estoques finais também tendem a aumentar em 25,3% na comparação com a safra anterior.

Devido a baixa disponibilidade de estoques do produto, as exportações de algodão apresentaram um ritmo lento em julho deste ano, quando foram embarcadas 19,68 mil toneladas do produto brasileiro, volume 68,63% menor que o mês de junho e 66,2% menor que o mesmo período do ano passado. 

Esse cenário somente deve mudar em outubro, quando a nova safra estará disponível para comercialização. Já para o feijão e arroz os no quadro de suprimentos não apresentaram alterações significativas neste levantamento.

Fonte: AgroPlus

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