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Um Fla-Flu, o Clássico das Multidões, sem torcida

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“O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada”. A famosa frase de Nélson Rodrigues dá bem a ideia de como esse clássico, reconhecido mundialmente como um dos maiores do futebol, mexe com os torcedores. Não é à toa, também, que ele tem a alcunha de “Clássico das Multidões”. Não só pelas dezenas de jogos em que levou mais de cem mil torcedores ao estádio, mas principalmente porque, em 1963, colocou no Maracanã 194.603 torcedores, sendo 177.656 pagantes, maior público da história do futebol mundial registrado numa partida entre clubes. Mas nesta quarta-feira (8), este mesmo Fla-Flu será com portões fechados.

A culpa é da pandemia da covid-19 ou do futebol carioca, que voltou a campo antes do tempo? É uma discussão que será levada ao longo da história, como tantas outras, essas melhores porque dizem respeito ao esporte e ao clássico. É sobre elas que prefiro falar.

O Fla-Flu de hoje, às 21h30 no Maracanã, decide a Taça Rio e nenhum clube tem vantagem no confronto. Se der Fluminense, ele vai para a final do Estadual, contra o mesmo Flamengo. Se o Rubro-Negro levar a melhor, será campeão não só da Taça Rio, como também do Campeonato Carioca, porque já ganhou o primeiro turno, a Taça Guanabara. Empate nos 90 minutos leva a decisão para os pênaltis.

O primeiro Fla-Flu da história foi num 7 de julho, em 1912. Ou seja, há 108 anos e um dia. Ao longo desse tempo, o que não faltaram foram polêmicas, rivalidade, discussões, mas também momentos de união. Por exemplo: enquanto a gente não sabe se o jogo desta noite será transmitido pelo canal de YouTube de só um clube ou nos dos dois, em 2017, juntos, Fluminense e Flamengo desafiaram a determinação de que a partida deveria ser com torcida única, no caso a do Tricolor, que era o mandante. Os clubes preferiram fechar o Nílton Santos. É claro que a pressão valeu, as duas torcidas compareceram e viram o Fluminense ser campeão.

Esse é apenas mais um capítulo dessa história, que conta com 425 jogos, sendo 155 vitórias do Flamengo, 132 do Fluminense e 138 empates. A decisão desta noite será apenas a segunda valendo uma Taça Rio. Na outra, em 2005, o Fluminense venceu por 4 a 1. Mas o Tricolor, dos quatro grandes do Rio, é o que tem menos títulos. São apenas três – o Vasco tem 10, o Flamengo, nove, e o Botafogo, sete.

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Polêmica maior é ” quem nasceu de quem?” Dizem os tricolores que os rubro-negros nasceram deles. Vale esclarecer que o Flamengo foi fundado em 1895; o Fluminense, em 1902. Então, na verdade, a discussão trata da prática do futebol, já que Alberto Borgeth, remador do Flamengo e jogador de futebol do Fluminense, foi quem levou o novo esporte das Laranjeiras para a Gávea.

Mas pouco se fala de outro episódio: da própria fundação do Fluminense. Quando os 20 sócios fundadores se reuniram, a presidência da sessão foi de Manoel Rios, sócio e futuro presidente do Flamengo; na ata, constam, ainda, os nomes de Arthur Gibbons, outro sócio do Rubro-Negro, e de Virgílio Leite, então presidente do Flamengo. Afinal, quem nasceu de quem? Mas para vocês verem como os clubes eram unidos, em 1906 Francis Walter presidiu Flamengo e Fluminense ao mesmo tempo.

Dentro de campo, se por um lado o Flamengo tem mais vitórias no confronto direto, por outro o Fluminense tem mais títulos conquistados sobre o rival. Não há discussão quanto a essas afirmações, mas o problema está nos números finais. Do confronto direto, variam pouco, e o que escrevi acima é o que prevalece na grande maioria dos levantamentos. Mas na hora de falar dos títulos…

A polêmica tem início no que se pode considerar uma final. O jogo desta noite, por exemplo: entre os dois e quem sair vencedor será campeão. Mas em competições de pontos corridos, ou em turnos finais, como num triangular? Nem sempre os dois times chegam na última rodada em condições de brigarem pela taça. Pois é aí que se dá o problema.

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Em 1919, por exemplo. Numa disputa por pontos corridos, o Fluminense festejou o título ao vencer o Flamengo duas rodadas antes do fim, e o Rubro-Negro não tinha como sair campeão daquele Fla-Flu. Vale? Já em 1936, os times chegaram empatados no fim e houve uma melhor de três, que deu o título ao Fluminense.

Em 1941, ano do famoso “Fla-Flu da Lagoa”, o título tricolor saiu em cima do rival. O mesmo aconteceu no sentido inverso em 1963, no histórico clássico com recorde de público. Mas em 69, na penúltima rodada, o Fluminense faturou o título sobre o Flamengo que não dependia mais dele para ser campeão. Não foi confronto direto. Ao contrário de 72, quando eles se cruzaram na última rodada do triangular decisivo e o Flamengo venceu por 2 a 1 uma decisão em que o Fluminense jogava pelo empate.

A resposta tricolor veio em 73, com um 4 a 2 que valeu o campeonato. Dez anos depois, o gol de Assis não deu o título ao Fluminense sobre o Flamengo. A taça veio apenas três dias depois, quando o mesmo Flamengo venceu o Bangu, que poderia ser o campeão se ganhasse aquela partida. Em 84, de novo gol de Assis,  e aí sim valeu o título. Naquele ano, os times realmente fizeram a final. Em 91, o Fluminense ganhou a Taça Guanabara, o Flamengo, a Taça Rio. Eles foram para a final e deu Flamengo, 4 a 2.

O gol de barriga de Renato, em 95, é incontestável – Fluminense campeão em cima do Flamengo. E por fim, em 2017, o Flamengo venceu por 2 a 1 e faturou o último título estadual disputado entre os dois.

No total, são 12 campeonatos. Em jogos diretos, o Fluminense venceu cinco; o Flamengo, quatro. Fica a discussão para os títulos tricolores de 1919, 1969 e 1983. Vocês decidem.

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil

Edição: Verônica Dalcanal

Fonte: EBC Esportes

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Cuiabá perde de novo para o Grêmio e é eliminado da Copa do Brasil

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Grêmio garantiu sua vaga na semifinal da Copa do Brasil. O time gaúcho derrotou novamente o Cuiabá, desta vez por 2 a 0

ESTADÃO/ Lucas Uebel/ Grêmio

Grêmio garantiu sua vaga na semifinal da Copa do Brasil. O time gaúcho derrotou novamente o Cuiabá, desta vez por 2 a 0.

Diego Souza voltou a brilhar nesta quarta-feira e o Grêmio garantiu sua vaga na semifinal da Copa do Brasil. Jogando em casa, o time gaúcho derrotou novamente o Cuiabá, desta vez por 2 a 0, com dois gols do atacante. Ele já havia deixado sua marca na partida da semana passada, no triunfo por 2 a 1.

Diferentemente do que aconteceu no jogo de ida, o Grêmio impôs seu domínio ao longo dos 90 minutos, principalmente no primeiro tempo, quando exibiu atuação fulminante, com seus dois gols – ambos com assistência de Pepê. Do outro lado, o Cuiabá foi irreconhecível em comparação ao primeiro jogo. Apático, raramente buscou o ataque e praticamente não ofereceu resistência aos favoritos.

A classificação confirma a boa fase da equipe comandada por Renato Gaúcho. Agora o Grêmio soma nada menos que 11 jogos de invencibilidade na temporada, sendo oito vitórias consecutivas, somando jogos de diferentes competições. Na semifinal, o futuro adversário gremista sairá do confronto entre Flamengo e São Paulo.

Sem poupar titulares, o Grêmio contou com o retorno dos zagueiros Pedro Geromel e David Braz e fez valer no primeiro tempo a força máxima escalada por Renato Gaúcho. Desde o apito inicial, o time da casa pressionou o adversário e não deu sossego ao goleiro João Carlos.

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Aos 9 minutos, Pepê levantou na cabeça de Diego Souza, que não perdoou. A dupla ainda faria mais estrago na defesa do Cuiabá na etapa inicial. Três minutos após o gol, em nova assistência de Pepê, o camisa nove finalizou para fora e desperdiçou. Neste ritmo, o mesmo Diego Souza mandou para as redes aos 20. O gol, no entanto, foi anulado, por impedimento de Matheus Henrique no início da jogada.

O roteiro se repetiu aos 24, desta vez com cabeçada certeira de David Braz. A bola entrou, mas novamente a arbitragem assinalou irregularidade, desta vez porque o zagueiro estava em posição de impedimento. Aos 39, os jogadores gremistas pediram pênalti por conta de suposto toque de mão de Hayner dentro da área. O árbitro ignorou o lance.

O domínio dos anfitriões se consolidou no placar aos 41, em nova parceria de sucesso entre Pepê e Diego Souza. O primeiro disparou pela esquerda, em rápido contra-ataque, e deu belo passe para o segundo, dentro da área, só bater para as redes.

Depois de abrir boa vantagem no placar, o time gaúcho desacelerou no início do segundo tempo e o Cuiabá, até então inoperante no ataque, começou a buscar a defesa rival. O jogo ganhou em equilíbrio, embora o Grêmio demonstrasse clara superioridade técnica.

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Com o placar de 2 a 0, o time da casa tinha vantagem de três gols sobre o Cuiabá, em razão da vitória por 2 a 1 no jogo de ida. Em campo, o Grêmio era mais lento, arriscava menos e Renato Gaúcho resolveu poupar titulares. Entraram Ferreira, Thaciano, Isaque, Lucas Silva e Churín.

As mudanças desfiguraram o Grêmio, sem o mesmo entrosamento no meio-campo. Como consequência, Pepê e Diego Souza passaram a ficar isolados. O primeiro ainda tentava em jogadas individuais, sem sucesso. Mas não chegou a fazer falta porque o Cuiabá pouco ameaçava, o que facilitou a vida do time gaúcho para sacramentar sua vaga na semifinal.

FICHA TÉCNICA:

GRÊMIO 2 x 0 CUIABÁ

GRÊMIO – Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel, David Braz e Diogo Barbosa; Matheus Henrique (Lucas Silva), Darlan (Ferreira) e Jean Pyerre (Thaciano); Everton (Isaque), Pepê e Diego Souza (Churín). Técnico: Renato Gaúcho.

CUIABÁ – João Carlos; Hayner (Diego Jardel), Edinei, Anderson Conceição e Romário; Nenê Bonilha (Auremir), Matheus Barbosa e Elvis; Yago (Lenon), Willians Santana (Perdigão) e Maxwell (Pierini). Técnico: Allan Aal.

GOLS – Diego Souza, aos 9 e aos 41 minutos do primeiro tempo.

CARTÃO AMARELO – Willians Santana.

ÁRBITRO – Felipe Fernandes de Lima (MG).

RENDA E PÚBLICO – Jogo sem torcida.

LOCAL – Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

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Sinop perde de virada para o Baré e não tem mais chances de classificação na Série D

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Com o resultado, o Sinop permanece com 6 pontos e amarga a lanterna do grupo 2. Já o Baré chega a 13 pontos, ocupa a 5ª posição e ainda sonha com uma vaga na próxima fase da competição.

Na próxima rodada, o Sinop vai ao estádio Zerão enfrentar o Santos do Amapá. O jogo será no sábado (14). Antes, o Galo ainda encara o Nova Mutum, na quarta-feira (11), na volta do Campeonato Mato-grossense. Já o Baré tem pela frente o São Raimundo (RR), na sexta-feira (13).

O jogo – A primeira grande oportunidade para o Sinop aconteceu em jogada de Queijinho, aos 11. O camisa 10 do Galo deu lindo lançamento para Tiarinha, que dominou e avançou com liberdade. O atacante acabou demorando para chutar, a zaga se recompôs e Negueba conseguiu afastar. O Baré respondeu logo na sequência, com Leonardo Júnior, que recebeu livre dentro da grande área e bateu no canto, levando perigo ao gol de Maílson.

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Aos 23, o Sinop voltou a ameaçar, em chute forte de Zé, de fora da área, que o goleiro André espalmou para escanteio. O arqueiro, porém, nada pôde fazer quando, menos de 1 minuto depois, Zé aproveitou sobra e bateu de primeira, acertando o ângulo. 1 a 0 para o Galo em golaço do camisa 8.

O Baré conseguiu empatar, aos 39. Jean cruzou a bola na área e o goleiro Maílson saiu para afastar. No meio do caminho, o arqueiro trombou com o camisa 9 da equipe adversária. Helson foi para a cobrança e, com categoria, deixou tudo igual no Gigantão.

Aos 45, o Sinop chegou com perigo em bonita jogada de Tiarinha. O atacante driblou o marcador, invadiu a área e cruzou. Nenhum jogador do Galo acompanhou a jogada e a bola saiu pela linha de fundo.

Logo no retorno do intervalo, o Baré chegou ao segundo gol. Em cobrança de falta, Airton alçou a bola na área, Maílson tentou afastar e a bola sobrou com Wellison, que dominou e bateu por cobertura. O terceiro saiu aos 15 minutos. Helson bateu de fora da área e Maílson espalmou. A bola voltou para Helson que, invadiu a área, e arriscou outro chute para nova defesa do arqueiro sinopense. No segundo rebote, a bola ficou com Júnior Chavanne que bateu de primeira, sem chances de defesa.

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O Sinop quase conseguiu diminuir em um lance inacreditável no Gigantão, aos 20. Negueba foi pressionado por Tiarinha, na lateral, e tentou afastar. A bola bateu no atacante sinopense e foi em direção ao gol. O goleiro André, que estava fora da meta, teve que correr para evitar o gol, em cima da linha. No lance, o arqueiro ainda se chocou com a trave.

Aos 23, Tiarinha recebeu na entrada da área, limpou o marcador e bateu forte. A bola ganhou altura e saiu pela linha de fundo. Por pouco, o Baré não chegou ao quarto gol. Leonardo recebeu lançamento, avançou sozinho, invadiu a área e bateu cruzado. Maílson fez grande defesa e jogou para escanteio.

O Sinop ainda diminuiu, aos 47. Juninho cruzou na área, Alan subiu sozinho e cabeceou. O goleiro André ainda tocou, mas não conseguiu evitar o gol.

Só Notícias/Herbert de Souza (foto: assessoria)

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