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Unemat entrega diploma de Doutor Honoris Causa ao cacique Raoni

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por Hemilia Maia – Foto por: Marcelo Mundim

 

Cacique Raoni e Rodrigo Zanin, reitor da Unemat

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) entregou o diploma de doutor honoris causa ao cacique Raoni, líder indígena Mebêngôkre (Kayapó), nesta quarta-feira (11.11), em ato cerimonial realizado em Colíder-MT.  A concessão foi aprovada pelo Conselho Universitário da Unemat (Consuni) em dezembro de 2019. A indicação é o reconhecimento por tudo que sua trajetória de luta pelos direitos dos povos indígenas e pela preservação da Amazônia representa para os povos originários do Brasil.

O diploma foi entregue ao homenageado pelo reitor da Unemat, Rodrigo Bruno Zanin, que reafirmou a importância que o cacique Raoni representa para os povos indígenas e, destacadamente, para a Unemat. “O título de doutor concedido faz jus a luta e ao conjunto de ações que o cacique Raoni desenvolveu e liderou ao longo de sua vida. Uma vida que é sinônimo de esperança de uma sociedade justa de respeito e preservação do meio ambiente e de defesa do seu povo. O cacique é uma liderança reconhecida mundialmente e a Unemat sente-se honrada em conceder o título de doutor ao cacique Raoni.”

Raoni recebeu emocionado a homenagem e falou, em seu idioma, do imenso prazer em receber da Unemat o título de doutor honoris causa, pois este ato significa para ele e seu povo a luta pela permanência da floresta, da demarcação das áreas indígenas e da continuidade da vida. O cacique foi prestigiado também por seus familiares e pela neta Mayalú, egressa do curso de Geografia da Unemat, em Colíder, e primeira mulher com ensino superior completo do seu povo.

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Líder indígena Mebêngôkre (Kayapó) nascido em Kapôt no Estado de Mato Grosso, no início dos anos 1930, o cacique Raoni gerou pressões e incomodou todos os ocupantes do Palácio do Planalto do período de Figueiredo a Bolsonaro. Raoni é mundialmente conhecido como um ícone da reivindicação pelos direitos indígenas, por sua intensa mobilização contrária à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e do Complexo Hidrelétrico do Xingu, que teve sua construção paralisada por mais de 20 anos com a exigência de revisão dos projetos de desenvolvimento para a região do Xingu e com o lançamento da Declaração Indígena de Altamira.

O cacique teve uma atuação bastante significativa durante o processo da Assembleia Constituinte de 1988 que garantiu direitos fundamentais para os povos indígenas, em particular com respeito à demarcação de terras indígenas. Foi neste período também que o cacique ganhou notoriedade mundial com a parceria do cantor britânico Sting. Com o apoio internacional, Raoni criou as organizações não governamentais Rainforest Foundation e a Fundação Mata Virgem para proteger as florestas e os Mebêngôkre. Além desta parceria, Raoni conquistou importantes apoiadores à causa como o então presidente francês François Mitterrand, o ex-primeiro-ministro francês Jacques Chrirac, o rei Juan Carlos da Espanha, o príncipe Charles da Inglaterra e o Papa João Paulo II.

A projeção mundial do cacique Raoni se dá também, além da luta incessante pela vida indígena e pela floresta, por ser um líder imponente, determinado, astuto, interessado em política, carismático, estrategista e apaziguador.

Raoni é reconhecido rapidamente pela sua marca registrada o botoque, adorno que carrega no lábio inferior, representando seu compromisso com a terra na qual nasceu.

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Participaram da solenidade os gestores dos câmpus de Colíder, professor Marcelo Leando Holzschuh e o técnico Ilson Henrique Moreira e do câmpus de Barra do Bugres, professor Fernando Selleri Silva, como também os servidores do câmpus e parentes do cacique.

Faculdade Intecultural Indígena (Faindi) – A causa indígena faz parte da constituição histórica da Instituição. A Unemat foi pioneira no atendimento às populações indígenas em cursos superiores específicos e diferenciados, ofertados desde 2001. A Instituição se tornou referência no Brasil e na América Latina ­­­de ensino diferenciado e de valorização étnica. Nesse percurso de quase duas décadas, a formação de professores indígenas em nível de graduação já é uma prática consolidada na Unemat. Neste ano de 2020, a Unemat inicia também a oferta de formação em nível de mestrado para os povos indígenas, como o curso de Mestrado Profissional em Ensino em Contexto Indígena Intercultural.

A Faindi está ligada ao Câmpus Universitário Deputado Renê Barbour, no município de Barra do Bugres. Além destes cursos, especificamente destinados aos povos indígenas, a Instituição, desde 2016, conta com o sistema de cotas que reserva 5% das vagas em quaisquer cursos para alunos indígenas.

A Instituição prima pela oferta de cursos com articulação entre movimento indígena, discussões de território dos povos indígenas, valorização da identidade e da cultura e promove diálogos interculturais entre diferentes conhecimentos, saberes, valores e princípios dos povos originários do Brasil.

,Fonte: Assessoria

 

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100 dias de trabalho, trabalho e muito trabalho

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Nos primeiros 100 dias de gestão da Mesa Diretora (biênio 2021/2022) conseguimos dar o pontapé inicial na nossa missão: garantir o direito de cada vereador de legislar e fiscalizar e a execução de trabalhos que possibilitam aproximação da Casa com a população cuiabana.
Logo que começamos as atividades analisamos o que estava em andamento, recebemos as demandas e traçamos uma linha de trabalho que pudéssemos efetivar nosso planejamento.
Primeiro, pensamos em dar continuidade a algumas ações que já estavam engatilhadas da última gestão, como a realização do concurso público para suprir a vacância de vagas no quadro de servidores do Legislativo. A medida atende a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público Estadual. Vale ressaltar que o concurso não trará gastos ao Legislativo.
Nos próximos dias, vamos disponibilizar à população o novo sistema que vai permitir que o cidadão acompanhe em tempo real todo o processo legislativo e ainda sugerir indicações aos vereadores, o No Paper. Ao adotar esta ferramenta tecnológica, a Câmara de Cuiabá vai ser referência neste quesito no Centro Oeste, pois este processo eletrônico vai aumentar o controle dos atos parlamentares e vai incentivar a participação popular, resultando em maior visibilidade e credibilidade ao trabalho parlamentar.
Além disso, estamos dialogando com instituições para firmar parcerias para melhorar as atividades parlamentares. Por exemplo, com a Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio), para implantação do sistema Renalegis (Rede Nacional de Assessorias Legislativas). A ferramenta vai monitorar a tramitação de projetos de interesse das categorias do setor produtivo da Capital, a medida vai contribuir no debate com o segmento e nas proposituras que tramitam nesta Casa.
Na última semana, assinei o termo de adesão ao Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado, o PDI, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. O projeto irá colaborar na transparência e na entrega de serviço de mais qualidade para sociedade cuiabana.
Recebemos nos últimos meses representantes das Câmaras Municipais do Estado para troca de experiências. Costumo dizer, que vereador é igual em todos os municípios do Brasil, as dificuldades e as intenções são as mesmas.
Também durante esse período defendi a participação do legislativo cuiabano no processo de troca de modal. Eu defendo a conclusão do VLT. As obras já iniciaram na Capital, mais de R$ 1 bilhão já foram investidos e não vejo motivos para não concluir o modal. O sistema é moderno, Cuiabá não pode ficar de fora dessa modernidade. A decisão que trocou o modal não teve a participação do Legislativo cuiabano, isso é muito ruim. Queremos estar  nas discussões também, os vereadores estão mais próximos do povo e precisa ter acesso às informações e colaborar na escolha.
Pandemia – Quando fui eleito presidente sabia do desafio que estava por vir, principalmente pela situação delicada que vivemos por conta da pandemia do coronavírus. A cidade ainda enfrenta os reflexos desse momento sombrio.
A Câmara Municipal de Cuiabá tem trabalho para colaborar no enfrentamento à pandemia. Uma das primeiras medidas adotadas foi a criação de uma comissão especial para acompanhar o processo de vacinação contra covid-19 na capital. O grupo tem feito um trabalho colaborando no aprimoramento da campanha municipal de imunização.
Além disso, aprovamos, em regime de urgência especial, importantes projetos para o enfrentamento à doença como o Projeto de Lei que dispõe sobre penalidades para quem descumprir as medidas contra a covid-19, a proposta que autoriza Cuiabá a participar do Consórcio de municípios para compra da vacina e a matéria que nasceu nesta Casa que pune quem furar a fila prioritária de imunização.
Na Câmara, nos últimos três meses, adotamos medidas importantes para proteger os vereadores, servidores e população que frequenta esta Casa. Revogamos os pontos facultativos do Carnaval e suspendemos as atividades presenciais como forma de enfrentamento ao contágio do vírus.
Temos trabalhado insensatamente, sou o primeiro a chegar e o último sair da Câmara. A nossa meta é fazer o melhor por Cuiabá e para nossa população. A intenção é aproximar o Legislativo do povo para que Câmara de Cuiabá seja conhecida como a “Casa do Povo Cuiabano”. A população cuiabana pode esperar desta gestão muito mais dedicação e trabalho, trabalho e muito trabalho.
Juca do Guaraná Filho é presidente da Câmara Municipal de Cuiabá
Fonte: Assessoria

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Sistema Penitenciário adquire 20 mil testes para detectar casos de Covid-19

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São testes rápidos de sangue (IGG e IGM) e o SWAB (RT-PCR), adquiridos em parceria com o GMF e o Concep, para aplicar nos servidores e reeducandos, conforme demanda

Juliano Patrick | Sesp-MT – Foto por: Asessoria/Sesp-MT

A Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), adquiriu 20 mil novos testes rápidos de sangue (IGG e IGM), além do antígeno por SWAB (RT-PCR). A aquisição foi feita por meio de parceria com o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário de Mato Grosso (GMF) e o Conselho de Execuções Penais de Cuiabá e Várzea Grande (CONCEP).

Os testes possuem rapidez e eficiência no diagnóstico clínico do coronavírus (Covid-19), e poderão ser realizados nos servidores das unidades penais, assim como nos reeducandos. Dessa forma, medidas de isolamento e tratamento poderão ser iniciadas imediatamente, a fim de evitar a propagação do vírus, contribuindo com as medidas de controle da pandemia dentro do Sistema Penitenciário.

Os trabalhos de testagens entre os servidores penitenciários que apresentam suspeitas de contaminação ou sintomas são realizados diariamente por uma equipe de saúde da SAAP, junto ao setor de Gestão de Pessoas da Sesp-MT. Além disso, os testes são aplicados nos trabalhadores que circulam pelas unidades penais, ou em atividades de saída e retorno para unidades de origem.

Já entre os reeducandos, os testes serão utilizados nas situações de acolhimentos dos novos ingressos no Sistema Penitenciário do Estado, e também em casos suspeitos nas unidades. 

Em Cuiabá, desde o momento em que estão no Fórum, as pessoas que são atendidas pela Audiência de Custódia e têm a decisão de privação de liberdade já são recebidas por uma equipe de profissionais que fazem o acolhimento psicossocial e de saúde, observando os sinais vitais e testagem rápida. Logo após esse atendimento, a pessoa privada de liberdade é encaminhada ao Centro de Ressocialização de Várzea Grande (CRVG), onde passa a ser monitorada por 14 dias, antes de ser encaminhada para a respectiva unidade que cumprirá a pena.

Já em Várzea Grande, a audiência de custódia ocorre na modalidade virtual, mediada pela unidade prisional, na qual o recém-chegado também é testado, atendido e monitorado por 14 dias por uma equipe de saúde.

Segundo a coordenadora de Saúde do Sistema Penitenciário, Lenil Figueiredo, os testes são aliados importantes na prevenção e contenção dos efeitos do vírus. “É uma medida que visa detectar possível contaminação de servidores e recuperandos, possibilitando ações rápidas para controlar a disseminação do vírus e tratar imediatamente a doença”.

Testagens e casos confirmados

Desde o início da pandemia até o dia 07 de abril de 2021, Mato Grosso apresenta 752 casos de Covid-19 confirmados entre os servidores, 1.287 testados negativos, 35 aguardam o resultado do exame, 671 curados e 13 óbitos.

Já entre os reeducandos, são 2.482 casos confirmados, 2.402 curados, 6.026 testados negativos, 48 aguardam o resultado do exame e quatro óbitos.

(Sob supervisão da jornalista Nara Assis)

 

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