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Agronegócio

Valores futuros de carne suína se recuperam em Chicago; detalhes sobre o acordo comercial entre EUA e China são aguardados

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Valores futuros de carne suína se recuperam em Chicago; detalhes sobre o acordo comercial entre EUA e China são aguardados

Os futuros de carne suína na Bolsa Mercantil de Chicago (CME) fecharam em alta na terça-feira (14), saltando um dia depois de cair para o menor nível de um mês, com os comerciantes ajustando as posições antes da assinatura planejada na quarta-feira (15) de um acordo comercial entre EUA-China, corretores disseram.

“O comércio agitado continua. Há claramente algum nervosismo associado ao que está acontecendo com a assinatura deste acordo com a China ”, disse Tim Hackbarth, analista de marketing da Third Third Ag em Chicago.

Os contratos futuros de suínos da CME de fevereiro subiram 1,775 centavos a 67,675 centavos de dólar por libra-peso.

Autoridades norte-americanas e chinesas devem assinar na quarta-feira (15) um acordo comercial da Fase 1 que permitirá aos dois lados começar a resolver uma guerra comercial que levou a cortes nas exportações de produtos agrícolas dos EUA para a China.

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Relatórios dizem que a China concordou em aumentar bastante as importações agrícolas dos EUA, mas o texto do acordo proposto não foi divulgado, deixando os mercados incertos.

“Em termos de carne de porco, o que eles vão comprar? Não sabemos … acho que o comércio realmente quer ver alguns negócios de exportação ou pelo menos alguns números sólidos para trabalhar ”, disse Hackbarth.

As importações de carne suína da China saltaram 75% em 2019 para 2,108 milhões de toneladas, segundo dados da alfândega chinesa, depois que a peste suína africana, uma doença mortal dos animais, dizimou o enorme rebanho de suínos do país, elevando os preços da carne suína chinesa.

As importações de soja e suínos da China dos Estados Unidos “se recuperaram significativamente” em novembro e dezembro, disse o vice-ministro da alfândega, Zou Zhiwu, em um briefing na terça-feira (14).

Enquanto isso, o corte de carne suína dos EUA subiu um níquel para US $ 74,29 por cwt na terça-feira (14), depois de subir US$ 1,74 no dia anterior.

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Do lado do gado, o futuro do gado vivo da CME subiu com os preços firmes no atacado, apesar do ritmo de abate que superou as 120.000 cabeças por dia todos os dias neste mês até agora.

“Os números de abate foram robustos e os preços de corte estão firmes – os empacotadores estão ganhando dinheiro e manterão a carne em movimento no oleoduto”, disse Hackbarth.

O valor do corte de carne bovina com opção de venda por atacado subiu US$ 2,21 a US$ 212,76 por cwt na tarde de terça-feira, informou o Departamento de Agricultura dos EUA. Os cortes selecionados foram de US$ 210,30 por cwt, um aumento de US$ 2,07 no dia.

O gado vivo da CME fevereiro subiu 0,300 centavos, chegando a 126,850 centavos de dólar por libra-peso. O gado de abril terminou em 0,350 a 127,875 centavos.

No entanto, os futuros de gado alimentador da CME caíram pela segunda sessão consecutiva, com os futuros de março caindo 0,125 centavo, a 145.725 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: Reuters

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Pesquisa mostra como as indústrias de ovos, frangos e suínos sofrem os efeitos da pandemia

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Pesquisa mostra como as indústrias de ovos, frangos e suínos sofrem os efeitos da pandemiaEsses foram alguns dos impactos observados da pandemia de Covid-19 nas cadeias produtivas de frango de corte, de ovos e de suínos. Resultaram de um estudo realizado pela Embrapa Suínos e Aves junto ao setor produtivo.

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Um dos principais efeitos registrados foi a queda da demanda no mercado interno, sobretudo pela redução da renda do consumidor e pelo fechamento de restaurantes, escolas, bares e atividades de turismo. O dinamismo do consumo ficou praticamente restrito aos supermercados, de acordo com o pesquisador Franco Muller Martins, um dos autores do estudo. “Até o final do primeiro quadrimestre, a produção não parou em momento algum, ou seja, não sofreu rupturas como outros setores. Mesmo com o aumento das exportações verificados até o momento, o país terá que buscar exportar ainda maiores excedentes de produção”, revela o cientista.

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De acordo como pesquisador Dirceu Talamini, outro autor do estudo, os custos de produção já vinham em patamares elevados no início de 2020, especialmente pela desvalorização do câmbio, mas tendem a se equilibrar abaixo dos valores do primeiro quadrimestre. O destaque, segundo ele, é para o preço do milho, um dos principais insumos dessas cadeias produtivas, que perdeu competitividade na produção de etanol em função do preço do petróleo.

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“O cenário de curto e médio prazo ainda é de muita incerteza, especialmente no que diz respeito à demanda e avanço da doença. O otimismo da cadeia produtiva de proteína animal está a longo prazo, vislumbrando um esforço maior para aumentar as exportações e adequar o consumo interno, bem como evitar rupturas na logística de suprimento, abate e distribuição”, detalha o pesquisador Marcelo Miele, também autor do trabalho.

O estudo foi realizado de 20 a 30 de abril, por meio de entrevistas estruturadas junto a atores-chaves das cadeias produtivas de frango de corte, de ovos e de suínos. Foram ouvidos líderes e membros de associações de produtores e de associações da agroindústria de todas as regiões do País. O estudo teve como foco a busca de informações qualitativas e prospectivas para subsidiar a gestão estratégica da Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Link para a nota técnica

Fonte: Embrapa Suínos e Aves TABELA
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Covid-19 e o mercado de insumos agrícolas

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Covid-19 e o mercado de insumos agrícolasAs medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para conter o avanço do vírus trouxeram consequências distintas para o setor produtivo no Brasil.

No caso do agronegócio, o cancelamento de diversos eventos (casamentos, congressos, festas entre outros) impactou em cheio o segmento de flores. As vendas se reduziram drasticamente, levando para o lixo boa parte da produção nos primeiros dias de quarentena. Agricultores familiares, por sua vez, que têm a renda dependente das vendas para escolas e feiras livres, tiveram dificuldades em escoar a produção. O maior receio era o desabastecimento de alimentos nas gôndolas dos supermercados, mas grande parte das redes tem contrato com distribuidores atacadistas e negociação direta com produtores e associações, reduzindo a chance de falta de alimentos.

Na área de insumos agrícolas, o segmento também enfrenta os efeitos da pandemia de covid-19, deixando muitos agentes do setor repletos de incertezas. Alguns países estão com as atividades portuárias interrompidas. A Índia, por exemplo, grande consumidora de fertilizantes, passa por “lockdown”, congestionando as operações dos portos. Já os Estados Unidos carregam os insumos para a próxima temporada normalmente. Quanto à China, grande exportadora de matérias-primas, por sua vez, a situação foi normalizada já em março/20 e, com isso, houve um desequilíbrio entre oferta e demanda mundial.

No caso dos fertilizantes, o preço internacional do fosfatado iniciou 2020 em alta. Nos primeiros quatro meses deste ano, a valorização acumulada do MAP foi de 15,7% no porto de São Petersburgo (Rússia), com média de US$ 295,2/tonelada nesse período. Porém, frente à média do primeiro quadrimestre de 2019, o recuo é de 21,6%. Ressalta-se que, em dezembro de 2019, a média do MAP havia sido a mais baixa desde o mesmo mês de 2003. Logo, a alta acumulada nos quatro primeiros meses deste ano não foi suficiente para superar o preço médio do fosfatado no porto para o mesmo período de 2019. A valorização do MAP do quadrimestre de 2020, por sua vez, se deve à redução de oferta porque muitas fábricas operaram com margem negativas.

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No caso da ureia, o preço médio acumulou alta de 3% nos quatro primeiros meses de 2020 no porto de Yuznhy (Ucrânia). O preço médio desse nitrogenado negociado no porto de Yuznhy havia registrado, em dezembro de 2019, o menor patamar desde agosto de 2017. A ureia chegou a se valorizar nos primeiros meses de 2020, mas a alta foi interrompida após as fortes quedas do barril do petróleo e de seus derivados. O preço médio foi de US$ 215,5/t no primeiro quadrimestre deste ano, 7% abaixo do mesmo período de 2019.

Quanto ao cloreto de potássio, houve queda acumulada de preço de 10,2% no porto de Vancouver (Canadá) de janeiro a abril de 2020, a US$ 229,8/t (frente ao primeiro quadrimestre de 2019, a baixa foi de 24%). O preço médio de abril de 2020 é o menor desde julho de 2007.

No Brasil, os preços médios da ureia e do MAP subiram, enquanto os do cloreto de potássio se mantiveram praticamente estáveis nos primeiros quatro meses de 2020. Segundo levantamento do Cepea, os valores da ureia acumularam altas de 23% no Centro-Oeste e 17% no Sul, no primeiro quadrimestre de 2020. No Centro-Oeste, o preço médio da ureia foi de R$ 1.786,8/t no primeiro quadrimestre de 2020, com leve retração de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No Sul, o nitrogenado teve média de R$ 1.702,6/t, retração de 4%.

O valor médio do MAP avançou 27% no Centro-Oeste e 24% no Sul, de janeiro a abril de 2020, com os preços médios desse período a R$ 2.015,7/t na primeira região (14% mais barato frente ao mesmo período de 2019) e a R$ 1.991,9 na segunda (13% inferior). Quanto ao cloreto de potássio (KCl), a elevação foi de 1,6% no Centro-Oeste, mas houve recuo de 1,1% no Sul. O preço médio da tonelada do KCl foi de R$ 1.745,6 no Centro-Oeste e de R$ 1.708,9 no Sul de janeiro a abril de 2020, sendo, respectivamente, 12% e 14% menores que os do mesmo período do ano anterior.

A desvalorização acumulada do Real frente ao dólar foi de 27% no primeiro quadrimestre. Em abril, a média da moeda norte-americana foi de R$ 5,33, a maior, em termos reais, desde setembro de 2005. O enfraquecimento da moeda nacional neutralizou, em parte, a transmissão das quedas internacionais dos preços dos fertilizantes para os valores domésticos. O frete rodoviário para o transporte de fertilizantes entre Paranaguá (PR) e Sorriso (MT) foi de R$ 250,6/t no primeiro quadrimestre de 2020, aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

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No setor de defensivos agrícolas, os preços subiram no Centro-Oeste. O herbicida glifosato 720, o fungicida Protioconazol + Trifloxistrobina e os inseticidas metomil e Lambda cialotrina + tiametoxan se valorizaram 8,9%, 19%, 19,3% e 3,1%, respectivamente, no primeiro quadrimestre de 2020. Por outro lado, os valores dos mesmos produtos no Sul recuaram 5,5% para glifosato 720, 1,7% para o fungicida Protioconazol + Trifloxistrobina, 5,1% para o inseticida metomil e 3,7% para o Lambda cialotrina + tiametoxan.

Os comportamentos distintos nas variações dos preços dos defensivos agrícolas são justificados pela forma de negociação entre agentes nas duas principais regiões produtoras de grãos. No Centro-Oeste, predominam duas modalidades de comercialização de insumos: a venda direta entre a multinacional e o produtor e a negociação entre as revendas e o produtor. No Sul, a modalidade mais comum é entre as cooperativas e o produtor.

Soja e milho respondem por boa parte da produção agrícola do País e, assim, as precificações dos insumos agrícolas são balizadas pela rentabilidade dessas atividades. Portanto, produtores ficam atentos ao desempenho econômico do Brasil, pois acabam comprando insumos agrícolas sob influência do setor de grãos e precisam vender no mercado interno. O baixo crescimento econômico que se arrasta desde os últimos anos retraiu o consumo doméstico e a renda. No momento em que a economia começava a engrenar, a pandemia interrompeu a retomada de crescimento. O receio é que a roda da produção acabe rompendo por falta de receita, visto que a venda de uma safra financia a próxima temporada.

Mauro Osaki – Pesquisador da área de Custos Agrícolas do Cepea

Fonte: CEPEA

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