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Mato Grosso

Várzea Grande comemora 155 anos neste domingo e Judiciário acompanha a evolução

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Com quase 300 mil habitantes, o município de Várzea Grande comemora neste domingo, 15 de maio, seu 155º aniversário e o Judiciário de Mato Grosso acompanha a história e as transformações sociais e tecnológicas da segunda maior comarca do estado. As inovações digitais vieram para ficar, prova disso foi a criação e regulamentação dos Núcleos de Justiça 4.0, o Juízo 100% Digital e o novo Processo Judicial Eletrônico (PJe), todas ferramentas amplamente usadas por servidores, magistrados, advogados e cidadãos que participam dos serviços prestados pelo Fórum de Várzea Grande, que contabiliza 37 anos de história.
 
A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Maria Helena Póvoas, parabenizou os várzea-grandenses pelo aniversário do município e enalteceu a relevância histórica da cidade vizinha à capital.
 
“Várzea Grande é um lugar de pessoas e personalidades que contribuem de forma imensurável para a guinada de nosso estado nos cenários nacional e mundial. Seu aniversário de 155 anos nos alegra e não poderíamos deixar de prestar nossas homenagens. Para tanto, nada melhor do materializar nosso carinho por essa terra em formas de atender cada vez melhor a todo cidadão e cidadã e busca o Poder Judiciário na Comarca. É pensando nessas pessoas que estamos em vias de entregar a nova sede do Fórum. Um espaço moderno e acolhedor para todos. Temos ainda a tecnologia como um braço forte de nossa gestão e fazemos dela meio de alcançar patamares ainda mais elevados em qualidade. Parabéns, Várzea Grande, o Poder Judiciário faz parte da sua história”, declarou a presidente.
 
Nos últimos 37 anos da criação do Fórum de Várzea Grande, a unidade tem entregado à sociedade cidadania, Justiça e respeito. Diretor do Fórum, o juiz Luis Otávio Pereira Marques, contou que a expectativa é que a mudança para a nova sede do Fórum seja concluída em breve. O local tem 38 mil m², sendo 21 mil m² de área construída e vai unificar ainda os juizados, sempre levando em conta que as evoluções digitais para o futuro.
 
“Vejo que a pandemia acelerou a tecnologia e o Judiciário deu conta disso. Hoje, Várzea Grande é 100% digitalizada e isso propicia maior acessibilidade às partes, aos advogados. Serviços podem ser feitos sem sair de casa. Após a pandemia, intensificamos ações sociais e estamos dando conta de algumas demandas que ficaram represadas nos últimos anos por conta do isolamento social e elas têm chegado pelo Cejusc, centro de mediação e conciliação”, destaca.
 
A presença do Fórum, ressalta o juiz-diretor, aumenta a segurança do município. E ele afirma que não se trata somente da segurança em si dos cidadãos e cidadãs, mas também a segurança econômica e social, sem deixar de falar na justiça.
 
“O Fórum é um coadjuvante da evolução econômica e social do município. Caminhou em conjunto com os demais poderes, Legislativo e o Executivo. Dentro de sua independência e harmonia com os poderes contribuiu muito propagando a pacificação social, dirimindo conflitos”, assevera o juiz.
 
O Balcão Virtual e o Espaço dos Canais Permanentes de Acesso foram elencados pelo juiz-diretor como um dos avanços que veio para ficar. Tais ações se somam aos Núcleos de Justiça 4.0 e o Juízo 100% Digital, inciativas que o juiz Otávio Vinícius Affi Peixoto faz questão de participar e de incentivar.
 
O magistrado atua na 1ª Vara Criminal e no Juizado Especial Cível onde se destaca pela implantação do Juízo 100% Digital em 3 mil dos quase 4 mil processos. A adesão ao Juízo 100% Digital é opcional, ou seja, advogados, advogadas e partes dos processos podem optar pelo sistema no momento da distribuição da ação.
 
O juiz conta que conseguiu número expressivo de adesões trabalhando de forma proativa. “Eu não espero que as partes ou as defesas já saibam o que é essa possibilidade. Procuro sempre informar as facilidades que é se relacionar com a Justiça de forma totalmente virtual. O processo ganha em agilidade, existe também a economia para o Poder Público. Quando explano essas vantagens, é muito difícil as partes não optarem, porque é a melhor forma”, relata.
 
Até mesmo quem não tem acesso à internet ou meios digitais, pode fazer uso da estrutura do Juizado que conta com computadores e salas para as audiências. Atualmente o Juízo 100% Digital está presente em 89 unidades judiciárias de Primeira Instância em Mato Grosso. Inicialmente estava implantado por meio de projeto piloto em 13 unidades judiciárias. Depois foi ampliado para outras 76 unidades incorporando as melhorias identificadas ao longo da execução do projeto inicial.
 
Diferença entre PJe e Juízo 100% Digital – O PJe é a forma eletrônica do processo, ou seja, ele está em ambiente virtual. O Juízo 100% digital é uma forma de atuação, onde todos os procedimentos de um processo tramitam pela internet. Isso quer dizer que tudo é feito de forma virtual, sem precisar sair de casa ou do escritório, inclusive entrar em contato com servidores e magistrados. A comunicação dos atos processuais e a realização de audiências também é de modo virtual.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Quatro motoristas são presos em flagrante por embriaguez em avenida de Cuiabá

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Quatro motoristas foram presos em flagrante por embriaguez, durante a 50ª edição da Operação Lei Seca, realizada na noite deste sábado (21.05), na Avenida Sebastião de Oliveira, Bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.

Ao todo, sete apresentavam sinais de embriaguez, porém três se recusaram a fazer o teste de alcoolemia. Assim como os quatro primeiros, estes também foram levados à delegacia e devem responder judicialmente por condução de veículo sob efeito de álcool (artigo 165-A do Código de Trânsito).

Outras duas prisões tiveram como motivo a falta de habilitação (CNH). Não por terem esquecido o documento em casa ou algo similar, mas porque não possuírem licença para dirigir.    

Nessa operação, 187 veículos passaram por vistoria, dos quais 41 tiveram de ser removidos por falta de condições para circular e documentação, entre outras irregularidades. A fiscalização veicular inclui checagem das condições de segurança tanto de quem conduz quanto dos passageiros.    

Autos de Infração de Trânsito (AITs) – No total, 128 veículos foram fiscalizados, dos quais 44 foram removidos – 41 carros e três motocicletas. Outros 50 foram autuados. Os agentes recolheram ainda 14 CNHs (Carteira Nacional de habilitação) e um Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).

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A 50ª edição chegou ao final com 43 veículos autuados, totalizando 50 infrações de trânsito. E ainda, 15 documentos recolhidos, sendo 13 CRLV e duas CNHs.

A Lei Seca é coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública (GGI/Sesp) e conta com as forças integradas da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Trânsito (BPMTran); da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran); do Departamento Estadual de Trânsito (Detran); e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob).

Fonte: GOV MT

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Cine Teatro Cuiabá celebra 80 anos de história

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Centro de Cuiabá, noite de 23 de maio de 1942. A sociedade estava em festa. Faltava pouco para a inauguração do mais moderno cinema da capital. Pela primeira vez, seria exibido um filme sonoro na cidade. Na sessão de estreia, marcada para as 20h, foi exibido “A noiva caiu do céu”, filme da Warner Bros estrelado por Bette Davis e James Cagney. O cinema estava lotado. Autoridades, boêmios, artistas, intelectuais, homens e mulheres, todos a caráter (vestidos longos, ternos e gravatas) para inauguração do Cine Teatro Cuiabá. Isso há 80 anos. 

“Tinha gente caindo pelas tabelas (risos). A entrada do cinema mais parecia um mercado, muita gente estava lá para prestigiar aquele momento histórico da cultura mato-grossense. Ambulantes vendiam de tudo na entrada, tinha pixé, pipoca e rapadura”, recorda Aníbal Alencastro, escritor, historiador, ilustre personalidade da história do cinema em Mato Grosso.

A propósito, “Paradiso de Aníbal” é o nome do documentário de Diego Baraldi, que estreia na terça-feira (24.05), às 19h, no Cine Teatro Cuiabá. Aníbal é um dos pioneiros das projeções de cinemas em Mato Grosso. Ele lembra, que na estreia do Cine Teatro Cuiabá, lá em 1942, o projecionista da noite foi o rosariense Ponciano Maciel da Cruz.  

 

O jornal “O Estado de Mato Grosso”, datado de 3 de maio daquele mesmo ano, trazia a seguinte manchete: “Ainda este mês a estreia do Cine Teatro Cuiabá”. A matéria, de autor desconhecido, dava destaque ao andamento da instalação do Sistema Movietone, projetor de última geração (à época) com sistema de som óptico. Uma novidade muito aguardada pelos cinéfilos acostumados com o cinema mudo. 

“Não posso adiantar qual será o título do filme de estreia, por constituir uma agradável surpresa para os fãs, entretanto, posso assegurar que será uma produção inédita no Brasil”, declarou ao jornal da época o engenheiro Henrique de Giovanni, responsável pela montagem do aparelhamento técnico do CTC.

O filme que marcou a estreia do Cine Teatro Cuiabá foi uma escolha do Sr. Francisco Laraya, responsável pela administração do espaço, que trouxe as latas de rolo a tiracolo, do Rio de Janeiro. “Noticiários da época deram conta de que a sessão inaugural foi magnífica e contou com a presença ilustre do chefe maior do Estado, Júlio Müller, o idealizador da tão querida obra. Em geral, corria à boca pequena o seguinte comentário: ‘demorou, mas valeu a pena’”, lembra Alencastro. 

Para a construção do Cine Teatro Cuiabá, que ficou sob a responsabilidade do engenheiro Cássio Veiga Sá, o governo de Júlio Müller investiu mais de um milhão e meio de cruzeiros. Com arquitetura art déco, o Cine Teatro foi construído no terreno onde antes existia o barracão do lendário Cine Parisien.  

Da demolição do antigo cinema à inauguração do CTC, foram quase quatro anos de espera. No mesmo terreno – enorme por sinal, 29 m x 26 m – também fora construído o Grande Hotel, prédio histórico localizado na nova avenida Getúlio Vargas.

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Naquele período, o Cine Teatro foi uma das últimas obras concluídas. Antes, no entanto, fora construída a Residência dos Governadores, o Quartel do 16° Batalhão, o Clube Feminino e o Abrigo Bom Jesus.

As primeiras décadas do Cine Teatro Cuiabá foram gloriosas. O aparelho público foi palco de grandes peças teatrais, shows de calouros e filmes inusitados, que lotavam as salas. O público disputava as vagas e, muitas vezes, tumultos eram formados. Infelizmente, o cinema foi perdendo sua força e encantamento, passando por várias concorrências e, enfim, foi desativado em 1997.

“Quente pá catiça”

Demoraria algumas décadas até que as centrais de ar condicionado fossem uma realidade. Mas a direção tinha uma maneira inusitada de aplacar o calor. Na época, o Cine Teatro apresentava um engenhoso sistema de ventilação, com serpentinas que esguichavam vapor de água. Em dias de muito calor, eram adicionadas barras de gelo aos reservatórios de água. No entanto, o calor não era o único mal que prejudicava as sessões no Cine Teatro. A energia – na verdade, a falta dela – provocava apagões com frequência.

No requintado Cine Teatro Cuiabá, nos primeiros meses de funcionamento, também havia uma sala de chá no foyer do teatro, influência trazida das salas de cinema do sudeste do país. Mas por causa do calor intenso da capital, fora desativada rapidamente. Hoje, com centrais de ar condicionado instaladas no prédio histórico – nem tão modernas assim -, onde um dia funcionou contraditoriamente o espaço que servia chá, uma bomboniere moderna serve, entre outros, chá gelado.   

A era das matinês

Por décadas, o Cine Teatro Cuiabá foi cenário de romances, desacordos, crendices, travessuras e muito lirismo. Produções cinematográficas e espetáculos cênicos também eram pretextos para encontros e namoricos nas longas matinês de domingo, que exibiam, em sua maioria, séries de TV. Do auge ao fechamento, dos anos parado à reforma, criou-se um imaginário repleto de boas lembranças, algumas balelas e muita arte.

“Entre aviõezinhos de papel lançados do mezanino, nas matinês a gurizada ia ao delírio aplaudindo super-heróis nas séries do Tarzan, Flash Gordon e os cowboys dos filmes de faroeste. Qualquer cena de ação era motivo para muito alvoroço. Lembra da Condor Filmes, aquela produtora antiga? Bem, ela tinha uma apresentação em que a ave pousava numa pedra. Quando o bicho aparecia na tela, a gurizada logo se ouriçava, gritava e assobiava na tentativa de enxotar o pássaro, na maior gozação (riso). Quando o pássaro alçava voou, a comoção era geral. Aplausos e muita gritaria… e olha que, com tudo isso, o filme ainda nem tinha começado (mais risos)”, recorda Aníbal Alencastro.   

Nos anos de 1950 e 1960, Aníbal foi projecionista de quase todos os cinemas de Cuiabá. Era ele o responsável pelas projeções nas matinês de domingo. Vale ressaltar que Aníbal, além do Cine Teatro Cuiabá, projetou filmes no Cine São Luís (no bairro do Porto) e no Cine Bandeirantes. Tornou-se assim umas das maiores referências no assunto – e é até hoje – sendo ele responsável pela instalação dos primeiros cinemas de 35mm nas cidades de Rondonópolis, Poxoréo e Poconé.

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“Aquela magia envolvente só terminava quando aparecia na tela o famoso ‘The End’, que vinha seguido de uma frase bem grande, estampada na tela do cinema: volte na próxima semana. Eu costumo dizer que o cinema imprimiu modos e modas. Os homens tinham entre seus ídolos Rodolfo Valentino, por exemplo, o galã da época, uma forte influência. As mulheres queriam se vestir igual as atrizes Mary Pickford e Pola Negri.  Pelas telonas, via-se o mundo todo. Era a nossa janela para futuro. De certa forma, o cinema influenciava o modo de agir e pensar das pessoas. E acho que é assim até hoje”. 

Aníbal ressalta ainda que o cinema surgiu em Cuiabá bem antes das emissoras de rádio e televisão – em 1910, apenas 15 anos após a invenção do cinematógrafo, na França, pelos irmãos Lumière, considerados os pais da sétima arte. “Apesar de ser uma cidade geograficamente longe dos grandes centros, Cuiabá respirava progresso e modernidade. As pessoas daqui eram muito entusiasmadas com a cultura e adoravam o cinema”.

Por muito tempo, o Cine Teatro Cuiabá permaneceu como o principal centro das atividades artísticas da capital. Era sinônimo de consumo e produção cultural. Mas a bonita história também carrega traços de melancolia, com a interdição do espaço em 1996. Foram 12 anos de portas fechadas. O tempo em desuso e a demora por consertos trouxeram danos às instalações e multiplicaram as histórias e lendas sobre o lugar. Reformas lentas e repletas de interrupções fizeram reparos substanciais, que mantiveram as características arquitetônicas da época de sua construção, incluindo sua cor original, amarelo. 

Em 21 de maio de 2009, com um concerto especial da Orquestra do Estado de Mato Grosso, o Cine Teatro Cuiabá foi entregue novamente à sociedade. Abriu novamente suas portas, com uma grande cerimônia e dois meses de programação gratuita, que incluía espetáculos de teatro, dança e música. Ironicamente, cinema não estava no programa. 

A partir de outubro daquele mesmo ano, o espaço passou a ter gestão compartilhada entre o Governo do Estado e a iniciativa privada. O Cine Teatro Cuiabá é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e continua com gestão compartilhada, nos últimos anos, sob a administração da Associação Cultural Cena Onze.  

Hoje, o espaço abriga ainda a MT Escola de Teatro, curso superior de Tecnologia em Teatro, oferecido graças à parceria entre a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a Associação dos Amigos Artistas Amigos da Praça (Adaap) e a Associação Cultural Cena Onze. 

Com intensa programação mensal, que inclui sessões de cinema, espetáculos de diferentes linguagens artísticas, capacitações e eventos culturais, o mais charmoso dos aparelhos culturais da capital continua a incitar reflexões e a promover a difusão do conhecimento da arte, da educação e da cultura. Vida longa ao Cine Teatro Cuiabá! 

Fonte: GOV MT

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