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Venda de etanol direto das usinas aos postos pode não baixar preço ao consumidor

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Venda de etanol direto das usinas aos postos pode não baixar preço ao consumidorO debate sobre a venda de etanol diretamente das usinas para os postos, bandeira amplamanete defendida pelo Governo Bolsonaro para baixar o preço do combustível – ainda precisa avançar e dirimir entraves na cadeia produtiva do setor sucroenergético. A opinião é do presidente da Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda Filho. As mudanças podem não ter os efeitos esperados de redução nos valores como defendem os entusiastas da medida.

Apesar da grande produção do combustível em MS, cerca de 3,1 bilhões de litros no ano passado e proximidade de usinas no Estado, Hollanda explicou que estas questões estão atreladas a vários elos da cadeia produtiva. “As usinas não são as únicas responsáveis pelo preço final do etanol. Existe a cadeia de distribuição que tem seu papel, e o Governo, a tributação. Em São Paulo, por exemplo que é o maior consumo do Brasil, tem portanto tem uma lógica de mercado diferente . Lá o governo pode baixar o imposto sabendo que o retorno em consumo irá valer a pena”, salientou.

Hollanda lembra que o Governo de MS agora fez no final do ano passado, um programa que reduz a cobrança de ICMS de 25% para 20% na tributação do etanol. “Começa a valer em fevereiro e já estamos fazendo estudos para ver os impactos positivos. Defendo que quanto mais competividade o etanol tiver, melhor pra nós e para o povo”, destacou.

Outro ponto destacado pelo presidente da Biosul foi a venda direta de etanol das usinas para os postos que na opinião dele é bastante polêmica. “Vemos alguns perigos já porque a operação de distribuição nunca vai deixar de existir. Mas por exemplo não existe esta história do etanol sair daqui e ir pra SP e depois voltar. Produzimos nas usinas o álcool etanol hidratado, aquele vai direto na bomba e abastece e o etanol anidro que vai em 27% de mistura na gasolina. Toda gasolina precisa de mistura. O Brasil deu exemplo para o mundo quando usou o etanol de aditivo, alguns lugares usam aditivos que são fortes ou tóxicos. Os EUA copiou nosso exemplo e hoje já mistura 10% de etanol na gasolina”, salientou.

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Hollanda lembra que é preciso saber se vai realmente cair os valores e quais os impactos no preço final. “Eu tenho feito estudos sobre o tema. Esperamos que quanto mais competitivo for o mercado melhor pra gente. Mas precisamos com a sociedade, já que às vezes a expectativa é maior que a realidade neste assunto”, esclareceu lembrando que o etanol vendido em Campo Grande, por exemplo, não tem usina muito perto.

“Então e a usina que quiser vender direto para o posto daqui, o etanol vai ter que sair da usina e vir pra cá do mesmo jeito que faz com a distribuidora. Só que aqui na usina os caminhões são enormes o caminhão bitrem de até 60 mil litros. Já o que traz até os postos são de 30 mil litros mas com módulos pequenos . Isso demora mais a carregar, custo diferente. Por isso defendo que tem que fazer análise com calma”, destacou.

RenovaBio – Com 19 usinas de etanol em operação, o setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul inicia o ano em nova fase, com o RenovaBio. O programa que prevê uma produção mais limpa na indústria, e que entrou em vigor em dezembro já conta com 17 usinas de etanol de MS inscritas e 13 próximas da certificação. Com a implantação do programa o País passará a ser uma potência ainda maior na geraçãod e energias renováveis.

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Na avaliação de Hollanda, o programa é importante para alavancar ainda mais a produção do setor. “É um plano de Estado não de Governo. As tratativas do programa começaram em 2016 e tive muita satisfação em participar da elaboração. O RenovaBio veio na direção de acordos internacionais que o Brasil tinha assumido na redução das emissões. O Brasil já é uma potência verde no mundo e ainda assim assumiu compromissos muitos ousados”, destacou.

O presidente da Biosul explica que o programa reforça a imagem positiva do Brasil nesta área. “Ao contrário do que muita gente pensa, o Brasil é sim referência no mundo em termos de ser potência verde e ecologicamente correta. Por outro lado, o País vem numa crise muito grande e nosso setor foi afetado. O País tem problema do desemprego então um estimulo como este programa ao nosso setor é muito importante. Não se trata de subsídio, não é imposto. Pelo contrário é um programa muito inteligente que foi formulado de forma democrática”, adiantou. “Hoje o Brasil hoje dá exemplo para mundo no setor de bioenergia”, frisou.

Pelo programa quanto mais eficientes as usinas forem em relação ambiental, melhor graduadas no RenovaBio elas serão. “É a busca pela eficiência. O setor está muito satisfeito porque este programa vai alongo prazo elevar a participação do biodiesel não só nos biocombustíveis do etanol, mas biodiesel o biogás, biometano Brasil parte para ser uma potência ainda maior das energias renováveis”.

Fonte: Campo Grande News

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Agronegócio

Contaminação de ingredientes da ração animal por micotoxinas é mais comum do que se pensa

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As substâncias tóxicas produzidas por fungos são encontradas na maior parte das matérias-primas. Perdas no desempenho animal podem ser controladas por meio do uso de adsorventes eficazes.

A nutrição responde por mais de 70% dos custos de produção animal, o que exige atenção em relação à qualidade dos ingredientes da dieta. Além disso, a alta nos custos de produção é um alerta para as cadeias de proteínas animais, que precisam ser cada vez mais eficientes e garantir o melhor retorno econômico possível, com menos riscos. ”As chuvas dos últimos meses contribuíram para aumentar os níveis de umidade dos grãos durante a colheita. Esse é o cenário ideal para proliferação de fungos nos ingredientes da alimentação animal”, alerta Fernanda Andrade, gerente de programa Feed Safety da Trouw Nutrition.

O desafio está presente em todas as cadeias de produção, seja na avicultura, suinocultura, pecuária de leite, corte e piscicultura. A especialista da Trouw Nutrition destaca que, de maneira geral, praticamente todos as matérias-primas utilizadas na alimentação animal podem estar contaminadas por fungos, mas nem sempre é possível notar sua presença visualmente. “Outro problema crescente envolve as substâncias tóxicas produzidas por esses micro-organismos: as micotoxinas. Além de invisíveis, elas representam um problema sério na queda de desempenho dos animais e, em alguns casos, podem levar à morte”.

Fernanda Andrade cita a micotoxina Desoxinivalenol, mais conhecida como DON, encontrada em 37% das amostras analisadas pela Trouw Nutrition no último ano. No caso de bovinos, os altos níveis podem facilitar o aparecimento de doenças importantes, como a mastite. Já em suínos, o impacto pode representar queda de consumo de ração e aparecimento de distúrbios gástricos.

”Em casos como esse, os produtores perdem produtividade sem saber. As micotoxinas só são detectadas em análises laboratoriais, mas sabemos que a maior parte dos insumos está contaminada em maior ou menor nível, e por diferentes micotoxinas, que apresentam variados níveis de risco. Além disso, as micotoxinas são moléculas altamente estáveis, tornando o controle mais difícil. A boa notícia é que com esse conhecimento podemos definir melhores estratégias de prevenção e de tratamento”, relata a técnica.

Fernanda explica que a contaminação pode acontecer de forma simultânea, com mais de uma micotoxina. O resultado do efeito sinérgico entre elas é a redução da integridade intestinal e da atividade do sistema imune, deixando os animais mais susceptíveis às bactérias patogênicas. ”A maioria das micotoxinas é descrita como inibidoras da síntese de proteínas, ação necessária para os mecanismos de defesa do organismo”, complementa.

Uma vez contaminada por micotoxinas, a ração precisa receber tratamento adequado e seguro para os animais, sem impacto no seu consumo. A especialista da Trouw Nutrition sugere o uso de adsorventes como ferramenta para reduzir os impactos causados pela contaminação. “Os adsorventes sequestram as micotoxinas do trato digestivo dos animais para que sejam eliminadas nas fezes. É importante ressaltar que essa tecnologia atua apenas sobre as substâncias tóxicas, sem impacto nos nutrientes dos alimentos“.

“Um bom adsorvente deve ser capaz de combater micotoxinas em alta ou baixa concentração, proporcionar estabilidade em diferentes pHs e não sequestrar os minerais e vitaminas da ração”, diz Fernanda Andrade. “Evitar a contaminação pelos fungos é praticamente impossível, visto que as principais espécies toxigênicas estão disseminadas no ambiente, assim como nos insumos das rações. Com o uso de adsorventes na ração, o produtor toma uma iniciativa proativa e evita grandes prejuízos ao seu negócio“, aconselha a gerente da Trouw Nutrition.

Fonte: Assessoria

 

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Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

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Novo recorde representa alta de 15,2% em relação ao ano passado

Valor Bruto da Produção agropecuária deve atingir R$ 1,192 trilhão em 2021

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário (dentro da porteira), deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,192 trilhão em 2021, alta de 15,2% na comparação com o ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

vbp-abr-2021

Para a atividade agrícola, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 798,69 bilhões, elevação de 19,3% na comparação com 2020, reflexo da safra de grãos e da alta dos preços das principais commodities no mercado internacional. O VBP da soja deve alcançar R$ 390 bilhões em 2021 (alta de 33,6%), enquanto o milho deve ter incremento de recita de 32,2%, chegando a R$ 160,41 bilhões.

Em relação à pecuária, a estimativa para 2021 é de alta de 7,6% frente a 2020 e o VBP deve superar R$ 394 bilhões. A carne bovina é o principal destaque, com previsão de crescimento de 14% no faturamento da cadeia (R$ 206,68 bilhões). O desempenho é resultado do aumento tanto de preços (11,7%) quanto da produção (2,4%).

O segmento de aves também é destaque na pecuária, com projeção de crescimento de 4,6% nesse ano na comparação com 2020. Assim, o valor bruto da produção do setor deve alcançar R$ 64,42 bilhões.

Segundo a CNA, o bom resultado do VBP é impulsionado principalmente por commodities produzidas no país (soja, milho, trigo e algodão). Uma das exceções neste ano tem sido o café. Embora seja uma commodity, a tendência é de redução do VBP da cultura em razão da queda de produção típica da cultura em anos de bienalidade negativa. 

Produtos voltados ao consumo doméstico, como tomate, mandioca e maçã, também apresentam tendência de retração no faturamento.

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