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Agronegócio

Vendas de máquinas agrícolas no país caem no semestre, mas projeção é de alta no ano

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As vendas de máquinas agrícolas e tratores no Brasil fecharam o primeiro semestre com queda de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 19.642 unidades, em meio a impactos da pandemia de Covid-19, informou nesta segunda-feira a associação nacional dos fabricantes de veículos Anfavea.

Mas a associação está confiante de que terá um segundo semestre melhor nas vendas de máquinas agrícolas e elevou as projeções para uma alta de 3% em 2020 —ante aumento de 0,5% na previsão de janeiro—, com o agronegócio sendo menos afetado pela crise do coronavírus, diante do impulso do câmbio nos preços das commodities.

No que diz respeito às chamadas máquinas rodoviárias, a Anafavea reduziu as estimativas para 2020, de uma alta de 22% prevista em janeiro, para queda de 24%, devido à menor demanda para construção de estradas, com a indústria fabricante de tratores sofrendo neste ano.

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Em junho, as vendas totais, de máquinas agrícolas e rodoviárias, somaram 3.910 unidades, alta de 0,9% ante maio e uma queda de 9,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas de tratores de rodas somaram 2.614 unidades, queda de 15% ante maio e de 23,4% na comparação com junho do ano passado, o que resultou uma baixa de 5% no primeiro semestre.

Já as vendas de colheitadeiras de grãos atingiram 734 unidades em junho, alta de 130,8% versus maio e de 39,3% na comparação com junho do ano passado. No semestre, o setor ainda vê recuo de 9%.

Contudo, após um primeiro semestre de negócios mais mornos em meio a incertezas relacionadas à crise do coronavírus, o setor de máquinas agrícolas espera uma movimentação maior dos agricultores nos seus últimos meses do ano, quando é semeada a safra de soja, a principal do país, conforme executivos ouvidos pela Reuters anteriormente.

Montadoras de máquinas agrícolas estão até mesmo reajustando preços para repassar o aumento de gastos com peças importadas encarecidas pela alta do dólar, e devem ter a seu favor a boa rentabilidade de produtores de grãos do Brasil, um dos poucos setores que, também pelo câmbio, obteve margens positivas neste momento de crise histórica.

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Já a comercialização de colhedoras de cana somou 52 unidades, aumento de 225% ante maio e de 160% na comparação com junho do ano passado. No semestre, as fábricas apontaram aumento de 24,2%, mesmo diante das dificuldades relatadas pelas usinas no mercado de etanol, enquanto as exportações de açúcar estão elevadas.

Fonte: Reuters

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Agronegócio

Lei que regula recuperação judicial do produtor entra em vigor neste mês

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De acordo com especialista, a partir de 24 de janeiro os agricultores poderão acessar este expediente conforme legislação

Lei que regula recuperação judicial do produtor entra em vigor neste mês

Foto: Soja. Crédito; Fagner Almeida

Prevista para entrar em vigor no dia 24 de janeiro, a Lei nº 14.112/2020, a qual alterou a Lei nº 11.101/2005, regula a recuperação judicial e a falência das empresas. Dentre outras modificações, esta nova lei estabeleceu as condições para o produtor rural pessoa física acessar o instituto da recuperação judicial.

A possibilidade da recuperação judicial do produtor rural pessoa física vem sendo discutida há alguns anos no Poder Judiciário. Em novembro de 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o produtor tem direito de postular o acesso à recuperação. Para tanto, deve estar previamente inscrito, antes da data do protocolo do pedido em juízo, no Registro Público de Empresas Mercantis da sua respectiva sede, bem como comprovar o exercício da atividade rural há mais de dois anos.

Conforme o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, de acordo com esta posição do STJ, reiterada em outro julgamento no ano de 2020, no caso da recuperação judicial, a diferença entre as demais empresas e os produtores rurais reside no fato de que estes não necessitam estar inscritos no Registro Público de Empresas Mercantis há mais de dois anos antes do protocolo do pedido de recuperação. “No caso do produtor rural, basta a inscrição em momento anterior ao protocolo do pedido de recuperação”, destaca.

O especialista salienta que o tratamento diferenciado ao produtor rural tem razão de ser. “O Código Civil Brasileiro concede trato distinto ao empresário rural, isto é, permite que o mesmo exerça a sua atividade na forma civil, de pessoa física, ou empresarial, ou seja, empresário individual ou sociedade empresária, neste caso com a devida inscrição no Registro Público das Empresas Mercantis. Por esta razão, a imensa maioria do produtores rurais exerce a atividade como pessoa física”, reforça.

A recente Lei nº 14.112/2020, em linhas gerais, reflete a posição adotada no STJ. A comprovação do exercício da atividade rural por período superior a dois anos poderá ser efetuada com base no Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), ou por meio de obrigação legal de registros contábeis que venha a substituir o LCDPR, e pela Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e balanço patrimonial, todos entregues tempestivamente. “Somente as dívidas que decorram exclusivamente da atividade rural e estejam discriminadas nos documentos acima, ainda que não vencidas, poderão ser incluídas na recuperação judicial”. ressalta.

Porém, de acordo com Buss, estão excluídas da recuperação as dívidas de crédito rural com recursos controlados que tenham sido objeto de renegociação entre o devedor e a instituição financeira antes do pedido de recuperação judicial. Também não se enquadram as dívidas, e respectivas garantias, contraídas nos três últimos anos anteriores ao pedido de recuperação judicial com a finalidade de aquisição de imóvel rural. “Produtores rurais com dívidas totais de até R$ 4,8 milhões poderão apresentar plano especial de recuperação judicial”, explica. 

Enfim, segundo o advogado, a recente Lei que entrará em vigor nos próximos dias estende aos produtores rurais o acesso ao instituto da recuperação judicial. “Todavia, fundamental ressalvar, não se trata da salvação da lavoura para o produtor rural com graves dificuldades financeiras. Pelo contrário, esta alternativa precisa ser analisada com muita prudência e responsabilidade, mediante acurada análise jurídica e econômica do caso concreto, sob pena de inclusive contribuir para a falência e a extinção da atividade do produtor rural”, complementa.

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Agronegócio

Nutrição complementar: aliada fundamental para um canavial ainda mais produtivo

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Técnica exige conhecimento para aplicação no momento certo para assim promover maior produtividade

Nutrição complementar: aliada fundamental para um canavial ainda mais produtivo

Já ultrapassamos a metade do ano safra 2020/2021 e a maior parte do setor sucroenergético já está em processo final do corte da cana-de-açúcar e, de acordo com relatório Cana Zoom, produzido periodicamente pela União da Indústria da Cana-de-açúcar (UNICA), em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o Sistema TEMPOCAMPO e o Laboratório Integrado de Análise de Dados em Agronegócio e Bioenergia (LINEAR), no acumulado desta safra, registrado até a primeira quinzena de outubro, o setor já atingiu 538,13 milhões de toneladas de cana processada, um aumento de 5,06% sobre as 512,23 milhões processadas em igual período do ciclo 2019/2020. 

Os ótimos resultados apontados pelo relatório podem ser atribuídos a diversos fatores, mas um deles está diretamente ligado a nutrição complementar, uma dentre tantas outras formas de fertilização do canavial que vem demonstrando resultados significativos e que tem importância fundamental no processo produtivo. 

Artigo publicado no site da Copercana, sob o título “nitrogênio na produção de cana-de-açúcar: aspectos agronômicos e de manejo na cana-soca e planta”, aponta que a complementação é responsável por 23% da energia fóssil utilizada nas operações da cultura, e 19% da energia total gasta. Ou seja, “a prática é fundamental para o aumento da produtividade da cultura, já que o nutriente apresenta função estrutural e participa de compostos orgânicos e processos fisiológicos que garantem o crescimento e desenvolvimento da planta”. Em outras palavras, a nutrição complementar é uma forte aliada do produtor já que pode promover o aumento da produtividade do canavial. 

Mas para que a aplicação seja de fato eficiente e, para que lá na frente seja revertido em ganhos positivos no processo de corte e moagem da matéria-prima, é preciso estar atento ao momento correto para executar essa aplicação, assim como ter conhecimento da quantidade certa a ser aplicada. 

“Na Raízen a complementação nutricional é realizada nas áreas de produção e, por reconhecer os benefícios do manejo, a relação média entre retorno/investimento é de 1:4, ou seja, quando se fala em produtividade, o investimento equivalente a 1 tonelada de cana por hectare, o que pode gerar um retorno de 4 vezes mais, de acordo com o Manual da Adubação Foliar da Embrapa”, afirma Hamilton Jordão, gerente agronômico Raízen. 

Esse processo apresenta muitos ganhos de produtividade e é incentivado aos produtores por meio do Cultivar, programa que busca gerar valor para os produtores ao incentivar negócios e fomentar o aumento de produtividade nos canaviais dos fornecedores de cana da Raízen. Seja por meio da difusão de conhecimento sobre os principais manejos agronômicos da cana nas Academias de Produtividade ou no desenvolvendo de parcerias com as principais empresas do setor para garantir os tratos do canavial a custos acessíveis via Pool de Compras, o Programa tem como objetivo entregar uma solução integrada aos produtores. 

Saymon Freitas, gerente da Ubyfol, empresa parceira do Cultivar na disponibilização de produtos de nutrição complementar, reforça a importância na adoção do manejo entre a primavera e verão, onde sob alta disponibilidade de água, luz e temperatura, os canaviais acumulam quase a metade de toda a massa produzida no ciclo. “Além de estimular maior produtividade do canavial, 

a complementação possibilita ao produtor um campo muito mais fértil, contribuindo não apenas com melhoria na aplicação de insumos, mas incentivando produtividade em toda a cadeia ao fornecer uma cana mais nutritiva”, afirma Freitas. 

Caminhando pro terceiro ano de parceria com o Cultivar, a Ubyfol já conseguiu impactar mais de 130 Mil hectares de produtores parceiros do programa por meio das campanhas de complementação via Pool de Compras, contribuindo para o ganho de produtividade e redução dos custos de produção. A produção de um canavial com mais qualidade também acarreta em uma postergação na necessidade de renovação do canavial, o que certamente refletirá em redução de custos durante todo o ciclo da cultura.

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