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Falha Hidráulica Provoca Colapso Do Trem De Pouso E Incêndio –

Um problema no sistema hidráulico fez com que o trem de pouso de um bombardeiro stealth B-2 Spirit colapsasse em 2022, resultando em um intenso incêndio que levou à aposentadoria da aeronave. O relatório de investigação do acidente foi divulgado pela Força Aérea.

O B-2, da 509ª Ala de Bombardeio da Base Aérea Whiteman, no Missouri, estava em sua primeira missão no dia 10 de dezembro de 2022 e retornava para a base sem incidentes. No entanto, ao se aproximar da pista para pouso, o piloto acionou o trem de pouso. Embora o processo de desbloqueio dos compartimentos tivesse iniciado normalmente, uma falha em um componente do trem de pouso direito resultou em uma perda rápida de fluido hidráulico e pressão.

Os pilotos notaram sinais de alerta em seu painel de controle, e o sistema da aeronave mudou para uma reserva, tentando restaurar a pressão nos mecanismos do trem de pouso. Contudo, o sistema reserva também começou a falhar. O piloto realizou uma extensão de emergência do trem de pouso direito, que finalmente foi bem-sucedida. Ele então informou a torre de controle sobre uma emergência em voo e a necessidade de um pouso imediato. Os serviços de emergência, incluindo bombeiros e ambulâncias, foram acionados para se prepararem para um possível acidente.

No momento do pouso, pouco antes das 14h30, o trem de pouso esquerdo não conseguiu se manter preso e cedeu sob o peso da aeronave. Ao perceber que o lado direito ainda estava elevado, o piloto tentou ajustar a direção da aeronave para mantê-la na pista, realizando manobras de frenagem.

O B-2 arrastou seu ala esquerda ao longo da pista, o que causou sérios danos. O impacto destruiu a ponta da asa, fazendo com que um tanque de combustível se rompesse e um incêndio começasse. A aeronave acabou parando quase um quilômetro adiante do ponto onde o trem de pouso havia colapsado, com um rastro de combustível em chamas.

Felizmente, os dois pilotos saíram sem ferimentos e conseguiram deixar a aeronave em segurança. Contudo, o comandante dos bombeiros ordenou que somente água fosse usada para combater o incêndio, acreditando erroneamente que a espuma de combate a incêndio deveria ser utilizada apenas em situações extremas. Após cerca de três minutos, ele autorizou a aplicação da espuma, que é mais eficaz no combate a incêndios de líquidos inflamáveis.

Quando os bombeiros começaram a se aproximar da aeronave para combater o incêndio interno, cerca de uma hora após o pouso, houve uma explosão em um dos tanques de combustível, levando à utilização imediata do agente supressor de fogo. Uma segunda explosão ocorreu minutos depois, lançando detritos e colocando em risco os bombeiros presentes.

A investigação revelou que a falha da válvula de acoplamento hidráulico foi a principal causa do acidente. Além disso, um problema no design do trem de pouso do B-2 e a demora em usar a espuma contribuíram para a extensão do incêndio e os danos à aeronave.

O custo de reparação da pista foi estimado em aproximadamente R$ 135 mil, enquanto os danos na asa esquerda e no trem de pouso superaram os R$ 1,5 bilhão, o que levou a Força Aérea a decidir que a reparação da aeronave não valeria a pena, resultando em sua aposentadoria. Cada B-2 teve um custo em torno de R$ 6 bilhões quando foram introduzidos na década de 1990, e atualmente a Força Aérea conta com 19 dessas aeronaves, que devem ser aposentadas até o início da década de 2030.

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