Títulos de curto prazo têm leve alta após dados de trabalho

As taxas de juros no Brasil sofreram uma leve alta, impulsionadas por dados positivos do mercado de trabalho. A pesquisa Pnad Contínua revelou que a taxa de desemprego caiu novamente e a renda da população está mostrando sinais de crescimento. Essa situação reforça a ideia de que o mercado de trabalho está aquecido.
Nesse contexto, o Copom, que é o Comitê de Política Monetária do Banco Central, pode adotar uma postura mais cautelosa em relação à política de juros. Como resultado, as chances de um corte na taxa Selic em janeiro diminuíram. Atualmente, as expectativas de mercado indicam apenas 30% de probabilidade de uma redução na Selic na próxima reunião do Copom.
A economista Claudia Moreno, do C6 Bank, destaca que um mercado de trabalho forte é essencial para manter a atividade econômica saudável. No entanto, ela também adverte que esse cenário apresenta desafios para o controle da inflação, especialmente no setor de serviços. De acordo com sua análise, os dados da Pnad reforçam a expectativa de que a taxa Selic permaneça em 15% na reunião de janeiro.
Em relação aos títulos públicos, os que são atrelados à inflação tiveram seu valor ajustado nas últimas horas. O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2029 apresentou rendimento de 7,78%, um leve aumento em comparação ao rendimento de 7,77% do dia anterior. Já o título IPCA+ 2050 chegou a oferecer 7,03%, mas retornou ao rendimento de 7% observado anteriormente.
Nos títulos prefixados, o papel que vence em 2028 apresentou um rendimento de 13,15%, acima dos 13,10% da segunda-feira. O título com vencimento em 2032 remunera 13,74%, mostrando uma leve alta em relação aos números de ontem.
Uma tabela abaixo resume o desempenho de alguns títulos públicos, com informações sobre rendimento anual, investimento mínimo, preço unitário e data de vencimento. Esses dados ajudam os investidores a entender melhor o cenário atual e a tomar decisões mais informadas.




