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Desligando-se do grupo materno tóxico

Desde que se tornou uma figura pública na adolescência, a artista tem visto que, muitas vezes, os assuntos inesperados são os que mais atraem a atenção das pessoas. Recentemente, um tema específico gerou uma grande repercussão em suas redes sociais, com muitas mulheres entrando em contato para compartilhar suas histórias pessoais. O assunto que tanto a mobilizou foi o “drama entre grupos de mães”.

Após o nascimento da sua primeira filha, a artista buscou conexão com outras mães. Ela queria discutir temas práticos, como quais fraldas usar e como conciliar o sono do bebê com suas próprias necessidades. Porém, essas conversas começaram a se tornar mais emocionais. Ela sentia a necessidade de desabafar sobre as incertezas e desafios que a maternidade trazia, como as mudanças de humor e a adaptação à nova vida.

Um amigo seu organizou um encontro com um grupo de novas mães, todas em situações semelhantes, já que a maioria havia passado pela gravidez durante a pandemia. Elas não puderam participar de eventos tradicionais como chá de bebê ou aulas de ioga. Finalmente, juntas, elas puderam compartilhar experiências com seus filhos, criando um ambiente acolhedor.

Nos primeiros encontros, a artista ficou impressionada com as histórias de sucesso de outras mães que estavam construindo negócios e projetos criativos ao mesmo tempo em que cuidavam dos filhos. Essa troca a fez sentir-se parte de um grupo que compreendia suas lutas, o que trouxe esperança sobre como equilibrar trabalho e vida familiar.

Entretanto, com o tempo, ela começou a notar que sua inclusão no grupo não era tão garantida como antes. À medida que alguns encontros aconteciam sem a sua presença, essa percepção aumentou. Ela percebeu que estava sendo deixada de lado, especialmente em reuniões e jantares. A sensação de ser excluída reforçou uma insegurança antiga, lembrando a ela momentos do ensino médio, quando também se sentia deslocada.

Mesmo lidando com essa nova realidade, a artista tentou manter a calma inicialmente. Contudo, enquanto a distância entre ela e as outras mães aumentava, suas preocupações se intensificaram. Havia outro membro do grupo que também costumava ser deixado de lado, o que a fez se questionar se a dinâmica do grupo estava se repetindo, com ela sendo a nova excluída.

Diante desse sentimento de solidão, decidiu que era hora de agir. Sentiu que deveria demonstrar um comportamento que gostaria de incentivar em suas filhas: a habilidade de se expressar e pedir inclusão nos relacionamentos. Portanto, decidiu enviar uma mensagem ao grupo, informando que estava se afastando, pois a situação a lembrava demais os tempos de escola, onde a exclusão a afetava profundamente.

Essa mensagem não foi bem recebida. Algumas mães tentaram se retratar, mas as respostas não foram satisfatórias para ela, deixando perguntas sobre o que realmente acontecia. Ela não via as outras mães como pessoas ruins, mas começava a perceber que a dinâmica do grupo não era mais saudável para ela.

Optar por sair sem explicações poderia parecer mais fácil, mas, ao compartilhar suas experiências, ela descobriu que não estava sozinha. Muitas mães se identificaram com sua história e se mostraram gratas por ela ter falado. Essa troca de mensagens revelou que a maternidade traz desafios suficientes sem a necessidade de dúvidas sobre o apoio dos amigos.

A lição que ela aprendeu ao longo dessa experiência é que a amizade e a convivência devem ser saudáveis e recíprocas. Se houver incertezas sobre a aceitação no grupo, é um sinal de que esse pode não ser o ambiente certo. A verdadeira amizade deve ser construída sobre a aceitação e o carinho, não apenas nas redes sociais.

Produção Editorial

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