Iga Swiatek retoma grande forma no US Open

Iga Swiatek teve um início promissor na busca por seu segundo título consecutivo de Grand Slam ao vencer a colombiana Emiliana Arango por 6-1 e 6-2, avançando para a segunda rodada do US Open em apenas uma hora de partida. A polonesa, que já conquistou o torneio em 2022, demonstrou ser uma forte candidata a repetir o feito. No próximo confronto, ela enfrentará a holandesa Suzan Lamens na quinta-feira.
Swiatek traz uma ótima sequência, vencendo 16 de seus últimos 17 jogos. Essa fase inclui sua primeira vitória em Wimbledon e uma conquista no Cincinnati Open. Essa recuperação foi notável após um período difícil durante a temporada de saibro, onde ela já se destacou e possui quatro títulos em Roland Garros.
Recentemente, ao receber o troféu de campeã em Cincinnati, Iga destacou a importância de seu treinador, Wim Fissette, em seu retorno ao topo. A parceria entre eles tem se mostrado muito eficaz. Fissette, que já foi treinador de grandes jogadoras como Kim Clijsters e Naomi Osaka, foi contratado no final do ano passado e tem contribuído para as melhorias no jogo de Swiatek, fazendo ajustes técnicos fundamentais.
A trajetória de Swiatek enfrentou um desafio significativo quando ela foi suspensa por um mês devido a um teste positivo para trimetazidina, substância que foi considerada resultado de uma contaminação em um lote de melatonina utilizado para lidar com o jet lag. Essa situação afetou seu desempenho e fez com que ela sentisse a pressão das expectativas, especialmente no saibro. No entanto, o trabalho realizado durante a pré-temporada ajudou a pavimentar o caminho para sua recuperação.
Swiatek comentou que, após Roland Garros, ela voltou a se sentir como antes, ressaltando que os aprendizados da pré-temporada foram cruciais para seu desempenho em Wimbledon e no Cincinnati.
A dificuldade no torneio anterior de Roland Garros foi evidente quando Swiatek foi eliminada na semifinal por Aryna Sabalenka. Contudo, a presença de Fissette se destacou durante um dos jogos da quarta rodada, onde, ao enfrentar Elena Rybakina e estando em desvantagem, recebeu orientação dele para alterar sua posição ao devolver o saque, o que imediatamente transformou o jogo a seu favor.
Ao iniciar a colaboração, Swiatek expressou que tinha dificuldades em jogar em superfícies rápidas. Chegando a Wimbledon com mais tempo para treinar, Fissette focou em melhorar a movimentação dela. Ele introduziu pequenas alterações na técnica de movimentação, adaptando-a para diferentes superfícies. No início, Iga não estava totalmente convencida, mas após ver vídeos de jogadores como Novak Djokovic e Carlos Alcaraz, ela passou a aceitar com mais confiança as orientações do treinador.
O entendimento entre atleta e treinador é um processo delicado, especialmente quando se já tem um histórico significativo, como os 125 semanas no topo do ranking mundial de Iga. Fissette se adaptou à linguagem e ao estilo de aprendizado da jogadora, que sempre havia trabalhado com uma equipe polonesa que usava termos muito específicos.
Swiatek também expressou que aprecia a troca de ideias com Fissette, reconhecendo que seu temperamento às vezes requer um convencimento adicional. Ela admite que precisa ver os resultados práticos das mudanças em quadra para aceitá-las completamente. O compromisso e a persistência de ambos têm sido fundamentais para as melhorias no desempenho dela.