Organizer comenta prisão pela GRPD durante entrevista após protesto

Jessica Plichta foi presa pela Polícia de Grand Rapids por desobediência a uma ordem legal. O incidente ocorreu poucos dias após uma entrevista que ela concedeu a uma emissora local. Segundo Plichta, logo que terminou a gravação, dois policiais se aproximaram e a informaram que estavam a prendendo, buscando substituir suas mãos na cabeça enquanto seguravam um microfone.
Ela participou de uma manifestação nas ruas de Grand Rapids, onde protestava contra as ações dos Estados Unidos na Venezuela, no dia 3 de janeiro. Plichta é organizadora do grupo Grand Rapids Opponents of War e da organização Freedom Road Socialist.
Após a prisão, ela foi levada a um local secundário pelas autoridades, que afirmaram que ela estava causando tumulto. No local, Plichta relata que foi revistada e que seus pertences foram danificados antes de ser colocada novamente no carro da polícia, sem cinto de segurança, rumo à cadeia do condado de Kent. O tempo de espera até sua liberação na cadeia foi de cerca de três horas.
Plichta expressa sua decepção em relação ao tratamento recebido durante o protesto, afirmando que, em um contexto de crescente violência, é difícil ver a polícia agindo contra aqueles que exercem seu direito de protestar. Ela menciona que já testemunhou situações semelhantes envolvendo manifestantes a favor da Palestina nos últimos anos.
O departamento de polícia da cidade foi consultado sobre as possíveis penalidades para esse tipo de infração e se é comum a prisão de pessoas que desrespeitam as regras locais. Parte dos códigos da cidade estabelece que é proibido ficar na pista de veículos e que a desobediência a uma ordem legal pode resultar em multas ou até detenção.
Durante a viagem para a delegacia, Plichta foi questionada pelos policiais, embora tenha optado por não responder. Ela comparou a situação em Grand Rapids com outras cidades, como Detroit, onde diversos protestos ocorrem com menos atuação policial.
Em resposta ao protesto, um porta-voz da polícia esclareceu que o grupo estava bloqueando ruas, o que é contra a lei municipal e estadual. Aproximadamente 25 avisos foram dados para que a manifestação ocorresse na calçada. Quando o grupo se recusou a se mover, a polícia decidiu fazer prisões, sendo Plichta identificada como uma das participantes.
Plichta aguarda a notificação oficial sobre a possível acusação e esperança de que sua prisão não impeça outros de se manifestarem. Embora reconheça que o medo é justificável, ela acredita que as pessoas devem converter esse medo em ações concretas para promover mudanças. Ela defende a importância de protestos pacíficos, especialmente em tempos de violência crescente. A confirmação da acusação contra Plichta está sendo verificada.




