Países da UE fecham acordo com o Mercosul, afirmam fontes

Uma maioria qualificada de países europeus aprovou um acordo de livre-comércio com o Mercosul. Essa decisão ocorreu na sexta-feira e teve grande repercussão, especialmente entre agricultores e na França, que expressou sua oposição ao tratado.
Com essa aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está programada para viajar ao Paraguai na próxima segunda-feira para assinar o tratado. O Paraguai ocupa a presidência rotativa do Mercosul em 2026. Os embaixadores de todos os 27 Estados-membros da União Europeia estão reunidos em Bruxelas para discutir os detalhes do acordo.
Um porta-voz da Comissão Europeia destacou a importância desse acordo, ressaltando que ele é crucial em várias áreas, como economia, política e diplomacia. Contudo, mesmo que a assinatura ocorra em Assunção, o tratado ainda não entrará em vigor imediatamente. Ele precisa passar pela aprovação do Parlamento Europeu, que deve se pronunciar nas próximas semanas.
A situação é complicada, pois cerca de 150 dos 720 eurodeputados ameaçam recorrer à Justiça para bloquear a implementação desse acordo. O tratado é resultado de mais de 20 anos de negociações e é considerado histórico, pois criará uma zona de livre-comércio que atenderá mais de 720 milhões de pessoas. Juntas, as economias envolvidas totalizam um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22,3 trilhões.
No final de 2022, a União Europeia havia adiado a assinatura do acordo, em parte devido à resistência do presidente francês Emmanuel Macron e da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. Eles exigiram garantias para proteger o setor agrícola europeu antes de dar seu apoio.
Recentemente, Bruxelas acelerou as negociações para remover os últimos obstáculos. Na quarta-feira, ministros da Agricultura da UE se reuniram para discutir medidas de suporte aos agricultores, preocupados com a concorrência de produtos do Mercosul. Durante essa reunião, foi anunciado um adiantamento de até 45 bilhões de euros em subsídios previstos no próximo orçamento da Política Agrícola Comum (PAC), que totaliza 293,7 bilhões de euros. Esse passo foi considerado um progresso, com a Itália retirando sua objeção ao tratado.
A situação segue em desenvolvimento com novas atualizações a serem divulgadas.




