Notícias Agora

STF avalia soluções para crise envolvendo Toffoli e Banco Master

Em um cenário de tensões relacionadas às investigações do Banco Master, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão discutindo como resolver as questões geradas pela forma como o ministro Dias Toffoli tem conduzido o caso. As críticas a Toffoli vêm de agentes da Polícia Federal e de investigadores. Eles apontam mudanças nos procedimentos, como a redução do tempo para depoimentos, o que tem causado desconforto entre os integrantes da Corte.

As investigações do caso estão abrangidas por um contexto de apurações intensas, em que a atuação do Banco Central e dos Ministérios Públicos de pelo menos seis estados está em foco. O projeto Compliance Zero foi iniciado para investigar essas operações suspeitas. Relatórios indicam que a dívida relacionada ao Banco Master cresceu, com ativos vendidos ao BTG, levando a um pagamento significativo de R$ 86 milhões feito a Esteves.

Nos bastidores, o STF tem explorado diferentes alternativas para evitar a ampliação da crise. Uma das opções em análise é a declaração de suspeição de Toffoli pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Essa medida poderia ser uma forma de trazer maior transparência e confiança ao processo. Outro caminho possível seria transferir as investigações para a primeira instância, caso se determine que o caso não justifica a permanência no STF, considerando que envolve foro privilegiado.

Contudo, a expectativa é de que Toffoli não se declare impedido de atuar por conta própria no caso, o que intensifica as discussões internas. Ministros do STF, como Edson Fachin, têm buscado formas de lidar com a situação, mesmo durante o recesso do Judiciário, mantendo conversas contínuas sobre o andamento da investigação.

Outra estratégia proposta por aqueles que acompanham o processo é a aprovação de um código de conduta específico para ministros de tribunais superiores. Essa proposta visa atender às críticas sobre a atuação do tribunal, principalmente no caso Master. A PGR também já foi chamada para se manifestar sobre a suspeição de Toffoli. Um pedido foi feito pelo senador Eduardo Girão, solicitando que a Procuradoria avalie se há conflito de interesses na conduta do ministro. Embora casos similares tenham sido analisados anteriormente, pouco progresso foi feito.

Os desacordos na condução das investigações ficaram evidentes. Por exemplo, Toffoli reduziu o prazo para que a Polícia Federal coletasse depoimentos, limitando o tempo de cinco para dois dias. Esse movimento foi apresentado por ele como uma necessidade de otimização, já que os interrogatórios estavam autorizados desde dezembro e existiam limitações operacionais no STF. Outra fonte de atrito foi a gestão das provas apreendidas na operação Compliance Zero, já que Toffoli inicialmente ordenou que todo material fosse mantido sob custódia do STF antes de permitir que peritos participassem do processo.

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, após a descoberta de irregularidades em suas operações financeiras. As investigações buscam esclarecer indícios de fraudes e crimes financeiros associados à instituição e seus gestores. A continuidade das apurações dentro do STF permanece incerta, mas a pressão por esclarecimentos e resultados é crescente.

Produção Editorial

Conteúdo desenvolvido pela equipe de produção editorial e parceiros.
Botão Voltar ao topo