Vazamento suspende perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas

As linhas do poço Morpho foram trazidas à superfície para que fossem avaliados os danos e realizados os reparos necessários. Essa ação deve interromper as operações de perfuração no local por um período de até quinze dias. A Petrobras, em um comunicado oficial, assegurou que não existem problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em condições seguras. A situação, segundo a estatal, não apresenta riscos à segurança das atividades de perfuração.
A perfuração no poço Morpho começou há três meses, após um longo processo de negociações com o Ibama, o órgão responsável por licenciar atividades que possam impactar o meio ambiente. Essa região, na Bacia da Foz do Amazonas, é especialmente sensível e a Petrobras enfrentou várias barreiras para obter a licença de exploração. O Ibama havia negado repetidamente os pedidos da empresa, citando preocupações com possíveis desastres ecológicos e os impactos sobre as populações indígenas e comunidades ribeirinhas, especialmente em caso de vazamentos de petróleo.
Em outubro de 2025, após forte pressão de autoridades, como o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o Ibama autorizou a Petrobras a explorar o Bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. Para conceder a licença, o Ibama impôs condições, como a construção de um centro de tratamento emergencial para a fauna marinha e a realização de simulações de vazamentos de petróleo para demonstrar que seria possível controlar uma eventual emergência ambiental.
Atualmente, a Petrobras está autorizada a seguir apenas com estudos sobre as reservas de petróleo na margem equatorial. Qualquer produção de petróleo na área requer uma nova concessão. Segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Bacia da Foz do Amazonas possui um potencial de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente.




