BB pede ao STF dispensa de audiência sobre empréstimo ao BRB
O Banco do Brasil pediu ao STF para não participar da audiência de conciliação sobre o empréstimo ao BRB. O encontro foi marcado pelo ministro Luiz Fux para 13 de agosto. O pedido foi formalizado nesta quinta-feira (6).
O BB afirma que o pedido do BRB não incluiu o chamamento dos bancos. A instituição diz que não se colocou como representante das demais financeiras. A presidente do banco, Tarciana Medeiros, tem outro compromisso no horário da reunião, segundo o BB.
Caso a intimação seja mantida, o banco pede que os demais também sejam chamados. O BB foi escalado como líder do consórcio de bancos que seriam fiadores da operação. O empréstimo é de R$ 6,6 bilhões do FGC ao governo do Distrito Federal para capitalizar o BRB.
A decisão de Fux foi tomada na quarta-feira (5). O governo do DF alegou inércia da União no cumprimento do acordo firmado em maio. A ação busca cobrir o rombo deixado por operações do BRB com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Em fevereiro, o banco entregou ao Banco Central um plano de recomposição de capital. O prazo de 180 dias se esgotou na quarta sem que as medidas saíssem do papel. O BB nega a constituição de consórcio e afirma não ter mandato de nenhuma instituição para assumir obrigações.
Os representantes do BB dizem que o DF pretende vincular recursos do FPE e do FPM para garantir o FGC. Isso dispensaria a fiança dos bancos. Se o formato não prevê fiança, a participação dos bancos seria desnecessária, argumenta o BB.
Na hipótese de manutenção da participação do BB, os demais bancos deveriam ser intimados. O banco também informou que Tarciana Medeiros tem participação obrigatória na apresentação do resultado trimestral. Se o relator insistir, o BB pede para ser representado pelo diretor-jurídico Alexandre Bochetti Nunes.
Fazenda critica GDF
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal recebeu com profunda insatisfação a declaração do GDF sobre inércia da União. Segundo ele, a acusação é totalmente descabida. Durigan disse que o problema do BRB tem origem criminosa no governo do DF e no próprio banco.
O ministro afirmou que técnicos da Fazenda realizam reuniões para viabilizar as garantias. O principal entrave, segundo ele, é a apresentação de um plano de negócios crível para a recuperação do BRB. Durigan disse que nada está parado no governo federal e que não há inércia.




