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Escolas do DF ganham prêmio por projetos ambientais

Três escolas públicas do Distrito Federal foram premiadas por projetos de educação ambiental. A seleção ocorreu pelo projeto #EntreNoClima por uma Educação Baseada na Natureza. A iniciativa é do UNICEF, implementada pelo Instituto Alana em parceria com a Neoenergia.

As unidades contempladas são o CAIC Juscelino Kubitschek, o Pró-Vida Centro de Educação Infantil e o CED Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo. Como prêmio, as escolas receberão sistemas de energia solar fotovoltaica. Os equipamentos reduzirão o consumo de energia convencional e serão usados em atividades sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.

O edital recebeu 169 inscrições de escolas públicas do DF, Salvador (BA), Recife (PE) e Rio Grande do Norte. Após avaliação técnica, 149 iniciativas foram consideradas elegíveis. Os critérios incluíram qualidade pedagógica, potencial inspirador e relação com o território.

No DF, os projetos premiados abordam investigação científica e monitoramento de recursos hídricos. Entre eles estão a Gincana da Sustentabilidade e um projeto de biomonitoramento dos córregos da Arie Granja do Ipê com macroinvertebrados bentônicos.

Sustentabilidade na primeira infância

No Pró-Vida Centro de Educação Infantil, crianças de 2 a 4 anos participam de atividades de separação de resíduos, plantio e cuidados com a horta. A diretora Samantha Leite afirmou que a Gincana da Sustentabilidade surgiu para envolver os alunos em uma ação ambiental. A ideia também era arrecadar recursos para um passeio cultural das crianças.

A instituição mantém parceria com o Instituto Arapoti desde 2024. O Pró-Vida venceu a etapa regional do Circuito Ciências em 2024 e 2025, com projetos de bioplástico e “Água para quê?”.

Durante uma visita ao Córrego Estiva, os alunos encontraram lixo no local e começaram a recolher os resíduos. A experiência deu origem à gincana, que chegou à terceira edição. Segundo Samantha, quando a criança participa dessas ações, ela percebe que pode ser agente de transformação.

Comportamento em casa

As famílias notaram mudanças no comportamento das crianças. Algumas passaram a orientar os pais sobre a separação de resíduos em casa. Em uma visita à Câmara Legislativa do DF, uma criança guardou o próprio lixo por não encontrar lixeira adequada. Pais relataram que os filhos pediram novas lixeiras para o descarte correto.

Para a diretora, o conteúdo trabalhado com as crianças pequenas também chega aos adultos. Ela afirmou que a mudança de olhar da criança para o meio ambiente pode transformar os hábitos de toda a família.

Energia solar como ferramenta de ensino

A instituição já possui placas de energia solar e ensina o funcionamento do sistema aos alunos. As crianças aprendem que parte da energia usada no espaço vem do sol, mas que ela não pode ser desperdiçada. As orientações incluem apagar luzes e tomar banhos mais rápidos.

Com a premiação, a escola pretende ampliar o número de placas solares. A intenção futura é usar a energia para aquecer as piscinas da instituição. Samantha destacou que as crianças são o presente, não apenas o futuro, e precisam aprender a cuidar do meio ambiente desde já.

Os materiais recolhidos na Gincana da Sustentabilidade deste ano terão outra finalidade. O dinheiro obtido com a arrecadação dos resíduos será usado para custear um passeio cultural para as crianças, previsto para 2026. A diretora concluiu que o cuidado com o meio ambiente pode começar com pequenas atitudes na escola e em casa, e se multiplicar por toda a comunidade.

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