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Moraes mantém caso contra informantes de jornalista na 1ª Turma

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deve manter na Primeira Turma o caso que mira informantes de um jornalista do Maranhão.

A decisão evita que o tema seja analisado por todos os ministros da corte.

Não há previsão para julgamento do tema.

A autorização de busca e apreensão no estado não deve passar pelo colegiado.

O caso envolve a segurança do ministro Flávio Dino e indícios de perseguição contra ele.

Há críticas pela quebra do sigilo da fonte jornalística.

O episódio gerou apreensão no STF na sessão de quinta-feira (13).

Relator do caso, Moraes disse a assessores e colegas que não quer enviá-lo ao plenário.

O presidente da corte, Luiz Edson Fachin, sinalizou priorizar o plenário para o tema.

Moraes foi definido relator após o caso ser incluído no inquérito das fake news.

O inquérito apura ataques a ministros desde 2019 e não tem previsão para terminar.

O processo não passou por sorteio entre os gabinetes do STF.

A Primeira Turma é formada por Moraes, Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

A quinta cadeira está vaga desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Luiz Fux migrou para a Segunda Turma.

Se Dino se declarar suspeito por ser vítima, o caso pode ser julgado por dois ministros além do relator.

Dino já pediu reforço de segurança para ele e a família.

A primeira sessão sobre o processo depende de denúncia da PGR.

Moraes não levou as decisões para referendo dos colegas.

Isso inclui o recolhimento de aparelhos eletrônicos, celulares e documentos.

A busca contra um informante do jornalista Luís Pablo não será analisada por outros ministros.

Pablo publicou textos sobre o suposto uso irregular de carros do TJ-MA por Dino.

A PGR concordou com as medidas autorizadas por Moraes.

As apurações correm em sigilo.

Fachin se solidarizou com Dino na sessão de quinta.

Ele defendeu o sigilo constitucional da fonte.

Fachin disse que a presidência adotará providências regimentais para deliberações rápidas.

A decisão final sobre o processo é do relator.

Interlocutores avaliam que Fachin poderia conversar com Moraes sobre o caso.

Essa postura não seria do perfil de Fachin, segundo eles.

Nos bastidores, Fachin demonstrou preocupação com o episódio.

Ele avisou colegas sobre sua manifestação pública para evitar desgastes.

Moraes afirmou que a segurança de Dino foi colocada em risco por organização criminosa.

A informação é de PF e PGR.

Segundo Moraes, sigilo da fonte não é escudo para atividades ilícitas.

Ele disse que o STF defende a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte.

Produção Editorial

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